Lead — Entre 22 e 25 de outubro, líderes cristãos de 45 países se reuniram em Washington para a Conferência Niceia 2025. O encontro celebrou os 17 séculos do Concílio de Niceia, reafirmou a doutrina histórica da Igreja e denunciou restrições crescentes impostas a missionários e templos na Turquia.
Conferência Niceia 2025 reúne 500 participantes
Sediada na Capitol Hill Baptist Church, a conferência contou com aproximadamente 500 inscritos, entre bispos, pastores e acadêmicos. O cronograma incluiu palestras de Albert Mohler, Ligon Duncan, Michael Reeves e Kevin DeYoung, além de workshops sobre a aplicação contemporânea do Credo Niceno.
Antes das sessões em Washington, os participantes visitaram Iznik, a antiga Niceia, onde conheceram a basílica submersa no Lago Iznik e a Igreja de Hagia Sofia. A combinação de estudos teológicos e imersão histórica buscou fortalecer a defesa da fé cristã diante de desafios modernos.
Origem e conteúdo do Credo Niceno
Convocado em 325 d.C. pelo imperador Constantino, o Concílio de Niceia respondeu à controvérsia iniciada pelo presbítero Ário, que negava a eternidade de Cristo. Reunidos na Bitínia, entre 250 e 318 bispos declararam o Filho “gerado, não criado, consubstancial ao Pai”.
A escolha do termo grego homoousios garantiu a igualdade plena entre Pai e Filho, preservando a base bíblica da salvação: apenas um Redentor verdadeiramente divino pode reconciliar o ser humano com Deus. Décadas depois, o Concílio de Constantinopla (381 d.C.) confirmou essa definição e incluiu a divindade do Espírito Santo, consolidando a confissão trinitária.
Pressão estatal limita igrejas na Turquia
Durante o evento nos Estados Unidos, relatórios apontaram que, desde 2020, mais de 200 missionários cristãos foram expulsos da Turquia por suposta ameaça à segurança nacional. As deportações deixaram congregações protestantes sem liderança regular e expuseram a fragilidade da liberdade religiosa no país.


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Paralelamente, o Seminário de Halki continua fechado, escolas protestantes não recebem reconhecimento oficial e templos de herança bizantina vêm sendo transformados em museus ou mesquitas. A Unesco já registrou preocupação com o apagamento sistemático da memória cristã no território turco.
Embora a Constituição turca assegure liberdade de culto, decisões administrativas e judiciais mantêm um ambiente de pressão constante sobre minorias cristãs, evidenciando um quadro de discriminação reiterada.

Imagem: Wikimedia Comms
Debates antigos, relevância atual
Os palestrantes lembraram que a pergunta central do quarto século — quem é Jesus Cristo — permanece crucial. Atanásio, principal voz em defesa da fé nicena, argumentava que, se Cristo não fosse plenamente Deus, a salvação seria impossível. Em 2025, os expositores retomaram a mesma lógica para sublinhar a necessidade de preservar a doutrina diante de relativismos contemporâneos.
As mensagens finais, conduzidas por John Folmar (Dubai) e Ken Mbugua (Nairóbi), destacaram a unidade da Igreja global e a esperança futura prometida no evangelho. Os líderes exortaram as comunidades a manterem fidelidade à confissão “um só Senhor” como ato público de reconhecimento da soberania de Cristo sobre todas as esferas da vida.
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Esta reportagem apresentou os principais fatos sobre a Conferência Niceia 2025, o legado do Concílio de 325 d.C. e os desafios atuais enfrentados por cristãos na Turquia. Acompanhe o Geral de Notícias para mais atualizações sobre temas que impactam fé, sociedade e liberdade.
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