O Congresso Nacional aprovou nesta semana um pacote de projetos que busca elevar a arrecadação federal e conter o déficit que já ultrapassa R$ 100 bilhões nas contas do governo Lula. Entre as iniciativas, estão a compensação de perdas em taxações anteriores e a inclusão de um dispositivo no projeto de atualização de bens no Imposto de Renda. A movimentação legislativa ocorre em meio a pressões adicionais sobre a economia, como a abertura do mercado de energia elétrica, o avanço da inteligência artificial sobre empregos da classe média e a mudança de postura comercial dos Estados Unidos.
Ajustes fiscais ganham velocidade na Câmara
Segundo acompanhamento das finanças públicas, o resultado negativo das contas federais já supera R$ 100 bilhões no acumulado do ano. Para reduzir o impacto, deputados aprovaram duas frentes de aumento de receita:
• A primeira recompõe recursos após a derrota de uma medida provisória que tratava de taxação específica, devolvendo parte da receita prevista ao Tesouro.
• A segunda insere um chamado “jabuti” no projeto que atualiza valores de bens declarados no Imposto de Renda, elevando a base de cálculo e, consequentemente, a arrecadação.
Parlamentares da base justificam a ação como necessária para garantir o equilíbrio fiscal. Já deputados de oposição criticam a criação de novos encargos sem cortes de despesa, argumentando que a conta novamente recai sobre contribuintes e empresas.
Energia: consumidor poderá escolher fornecedor, mas pagará pela geração própria
A Câmara também aprovou a abertura total do mercado de energia elétrica. A proposta garante que residências e pequenas empresas possam escolher livremente seus fornecedores, antes restritos aos grandes consumidores. O texto, contudo, inclui cobrança sobre a chamada geração distribuída, prática popular entre quem instala painéis solares em casa. A tarifa busca compensar custos de uso da rede, mas foi recebida com críticas por produtores residenciais que veem perda de competitividade nos investimentos em energia limpa.
Inteligência artificial pressiona empregos da classe média
Estudo apresentado no Congresso alertou para um “tsunami” de desemprego concentrado na classe média nos próximos quatro anos, impulsionado por softwares de inteligência artificial capazes de automatizar tarefas cognitivas. Analistas apontam que ocupações em escritórios, finanças e serviço ao cliente estão entre as mais vulneráveis. O debate sobre capacitação e recolocação ganhou espaço em audiências públicas, mas ainda não há proposta concreta de mitigação.


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EUA adotam discurso de “comércio justo” e podem rever acordos
Em paralelo aos temas internos, representantes do governo Donald Trump afirmaram que os Estados Unidos pretendem priorizar um “comércio justo, não livre”. A mudança retórica cria incerteza para o Brasil, especialmente no agronegócio. Há expectativa de um acordo bilateral entre EUA e China que poderia redirecionar parte da demanda hoje atendida por produtores brasileiros, pressionando preços e participação de mercado.

Imagem: André Borges
Fraude de R$ 800 milhões com Pix entra na mira da Polícia Federal
A Polícia Federal deflagrou operação para desarticular grupo suspeito de desviar mais de R$ 800 milhões de bancos que operam o Pix. Agentes cumpriram mandados de busca e apreensão em vários estados. As investigações apontam uso de contas laranja e falhas de segurança para transferências em massa. Instituições financeiras colaboram com a PF e não há, até o momento, indícios de prejuízo direto aos correntistas.
As diversas frentes de pressão — déficit fiscal, mudanças regulatórias no setor elétrico, desafios tecnológicos ao emprego e reconfiguração do comércio internacional — reforçam a necessidade de vigilância constante sobre as finanças públicas e a competitividade brasileira. O Congresso, pressionado pelos números, acelera iniciativas de arrecadação, mas enfrenta críticas quanto à ausência de cortes de gasto.
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