Portugal tinha a qualificação para a Copa do Mundo de 2026 ao alcance de uma vitória simples, mas acabou tropeçando diante da Hungria, em Lisboa, e adiou a celebração. No Estádio José Alvalade, a Seleção comandada por Roberto Martínez empatou por 2 a 2 e continua líder do Grupo F, agora a três rodadas do fim.
Primeiro tempo movimentado e recorde para Cristiano
A partida começou equilibrada, com oportunidades para ambos os lados. Aos oito minutos, os húngaros aproveitaram cobrança de escanteio: o zagueiro Attila Szalai empurrou para as redes após saída insegura de Diogo Costa. O gol inicial expôs alguma intranquilidade portuguesa, mas a reação não tardou. Aos 22 minutos, Nélson Semedo avançou pela direita, cruzou rasteiro e encontrou Cristiano Ronaldo livre para empatar. O veterano chegou a 22 gols em Eliminatórias de Mundiais, número recorde na Europa.
Portugal ainda buscou a virada antes do intervalo. Aos 45 + 3, Nuno Mendes cruzou na medida pela esquerda; novamente bem posicionado, Cristiano testou firme para colocar a Seleção em vantagem e confirmar o doblete. O 2 a 1 parcial deixava a equipe praticamente classificada, situação que se refletia no apoio da torcida e na postura ofensiva em campo.
Segunda etapa aberta e castigo no fim
Roberto Martínez manteve o onze inicial na volta do intervalo e ordenou pressão alta. Bruno Fernandes e Rúben Dias acertaram a trave em chutes de média distância, enquanto Pedro Neto exigiu defesa difícil de Balázs Tóth. Do outro lado, Dominik Szoboszlai respondeu em cabeceio perigoso, mostrando que a Hungria permanecia viva.
As primeiras substituições portuguesas aconteceram aos 62 minutos: João Palhinha, Francisco Conceição e João Félix entraram para dar energia ao meio e às pontas. O trio quase ampliou na jogada seguinte, mas Félix parou no goleiro.
Mesmo controlando a posse, Portugal deixou espaços na retaguarda. Aos 90 + 1, a desatenção custou caro. Dániel Lukács escapou pela direita, cruzou rasteiro e a defesa falhou na cobertura. Szoboszlai apareceu sozinho para concluir e decretar a igualdade.


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Consequências na tabela e próximos compromissos
Com o empate, Portugal chega a dez pontos, mantendo distância confortável na liderança, mas a vaga direta ainda não está assegurada. A Hungria, com cinco pontos, segue na disputa pelo segundo lugar, que leva à repescagem europeia. A Armênia, rival direta dos húngaros, também somou ponto ao empatar com a República da Irlanda.
A Seleção volta a campo em novembro, contra os armênios fora de casa e os irlandeses em Lisboa. Para obter a classificação sem depender de ninguém, basta somar cinco pontos nos próximos três jogos. A comissão técnica afirma que o objetivo permanece intacto: “Somos uma equipe de ataque e mantemos média de quase três gols por jogo”, lembrou Martínez após a partida, citando números que reforçam a eficiência ofensiva — ainda que falhas pontuais de marcação, típicas de um futebol demasiadamente frouxo na recomposição, mereçam correção.

Imagem: Internet
Destaques individuais e lições para a reta final
Cristiano Ronaldo, aos 40 anos, segue decisivo e demonstra preparo físico exemplar, atributo que incomoda críticos e relativiza discursos sobre idade no alto rendimento. Vitinha foi o principal articulador no meio, enquanto Rúben Dias comandou a defesa, apesar do erro no lance do segundo gol adversário. O sistema de marcação em bolas paradas, no entanto, mostrou fragilidades que precisam ser revistas.
Entre os húngaros, Szoboszlai confirmou a expectativa de liderança técnica, e Szalai foi seguro na zaga e fatal na bola aérea. O técnico Marco Rossi montou linha de cinco defensores, aproveitando o contra-ataque e explorando escanteios — estratégia que, mesmo pouco vistosa, neutralizou setores portugueses em momentos decisivos.
O elenco luso tem qualidade para confirmar a vaga, mas a lição é clara: concentração até o apito final e menos complacência diante de adversários devidamente organizados. Disciplina tática e atenção aos detalhes costumam ser valores caros às seleções vencedoras, algo que o torcedor de perfil mais conservador não cansa de apontar.
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Em resumo, Portugal mantém a liderança e depende apenas de si para chegar à Copa de 2026, mas terá de corrigir as falhas defensivas que permitiram o empate magiar. Siga acompanhando nossas publicações e receba alertas das próximas convocações e decisões da Seleção.
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