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Autores denunciam veto a cristãos em vigília da COP 30 e apontam laicismo seletivo

Política

Belém (PA) – A vigília inter-religiosa que antecedeu a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2025 (COP 30) voltou a colocar em debate o papel da religião no espaço público brasileiro. Juristas especializados em direito religioso, Thiago Rafael Vieira e Jean Marques Regina, afirmam que o encontro ignorou a maior expressão de fé do país – o cristianismo – e exemplifica o que classificam como “laicismo seletivo”.

Vigília reuniu líderes, mas deixou lacunas

Segundo relato da Agência Brasil, o ato prévio à COP 30 contou com representantes de tradições afro-brasileiras, budistas e católicas. Apesar disso, Vieira e Regina sustentam que a cobertura oficial silenciou segmentos cristãos majoritários, especialmente evangélicos, e não deu voz efetiva a entidades católicas de maior representatividade. Para os autores, a ausência de porta-vozes cristãos num evento de dimensão internacional contrasta com a relevância demográfica do grupo: dos mais de 200 milhões de brasileiros, cerca de 86% se declaram cristãos em pesquisas recentes.

A crítica central é que, ao omitir a participação plena da fé que predomina no país, os organizadores reproduzem a lógica da Revolução Francesa, na qual o Estado tentou expulsar o cristianismo da esfera pública, mantendo apenas manifestações religiosas consideradas “compatíveis” com a agenda política do momento.

Laicidade colaborativa versus laicismo de exclusão

Vieira e Regina recordam que a Constituição Federal de 1988 adota o modelo de laicidade colaborativa. Nesse arranjo, Estado e entidades religiosas mantêm autonomia, porém podem cooperar em iniciativas de interesse comum, como ações sociais e ambientais. A vigília ambiental, argumentam, enquadra-se justamente nesse tipo de colaboração, pois mobiliza valores éticos compartilhados na preservação da natureza.

O laicismo seletivo denunciado pelos juristas consiste em permitir manifestações religiosas apenas quando elas se alinham a pautas governamentais ou midiáticas, relegando ao silêncio correntes vistas como “incômodas”. Para os autores, tratar o cristianismo como problema a ser neutralizado não fortalece a laicidade; ao contrário, mina a pluralidade consagrada na Carta Magna.

Dimensão ecológica da tradição cristã

Embora muitos críticos rotulem a fé cristã como alheia à causa ambiental, os especialistas lembram que a própria teologia bíblica sustenta o cuidado com a criação. O livro do Gênesis apresenta a terra como dádiva confiada ao ser humano para ser “cultivada e guardada”. Diante disso, o compromisso ecológico não seria uma tendência recente dentro das igrejas, mas um mandamento fundamentado na revelação religiosa.

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Essa visão, apontam Vieira e Regina, poderia enriquecer o diálogo na COP 30. Ao excluir vozes cristãs, o debate perde a oportunidade de integrar princípios espirituais que mobilizam milhões de pessoas para ações de preservação. “Religião move instituições, agendas e civilizações”, resumem os juristas.

Estado laico não é Estado antirreligioso

Para os autores, assegurar presença proporcional de tradições religiosas – inclusive a majoritária – não viola, mas reafirma a laicidade brasileira. Eles destacam que a laicidade colaborativa prevê respeito equilátero: o Estado não confessa fé, porém reconhece a relevância social das igrejas. Assim, impedir ou dificultar a participação de cristãos em eventos públicos configura desequilíbrio institucional.

Vieira e Regina concluem que a COP 30 expôs um paradoxo: pede-se engajamento em defesa da floresta, mas nega-se voz a quem vê a própria floresta como parte da criação divina. Para eles, o meio ambiente ganha quando há diversidade real de contribuições, não quando determinados grupos são vetados.

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Em resumo, os juristas sustentam que a laicidade brasileira deve garantir espaço igualitário a todas as confissões, especialmente àquela que forma a maioria do povo. Ignorar o cristianismo em debates ambientais, além de antidemocrático, empobrece a busca coletiva por soluções sustentáveis. Continue acompanhando nossos conteúdos e fortaleça o debate plural sobre fé, sociedade e meio ambiente.

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