Brasília, 5 de novembro de 2025 – O vice-líder da oposição na Câmara, deputado Sanderson (PL-RS), protocolou ofícios na Procuradoria-Geral da República e no Tribunal de Contas da União pedindo investigação sobre o aluguel do iate Iana 3, utilizado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pela primeira-dama Janja da Silva e integrantes da comitiva durante agendas preparatórias da COP30, em Belém.
Pedido de investigação e questionamentos
No documento encaminhado na terça-feira (4), o parlamentar aponta possível falta de economicidade, transparência e legalidade na contratação da embarcação de luxo, que substituiu um navio da Marinha previamente disponibilizado sem custos adicionais. O contrato, segundo informações oficiais, pode chegar a cerca de R$ 500 mil, valor que inclui estadia, tripulação e combustível.
Sanderson classifica a despesa como “inconveniente e absurda” diante de restrições orçamentárias e deficiências de serviços básicos em várias regiões do país. Em entrevista, o deputado destacou que a Marinha ofereceu navio “gratuito, seguro e pronto” para hospedar a delegação, mas a alternativa foi descartada “por não atender ao nível de conforto desejado”.
Características do Iana 3 e custos envolvidos
Construído entre 2010 e 2011, o Iana 3 possui 45 metros de comprimento, oito metros de largura e três andares. Todas as cabines são climatizadas. A tripulação fixa conta com quatro profissionais — piloto, maquinista, responsável pelo convés e auxiliar — além de equipe de apoio aos passageiros.
O consumo de combustível é de cerca de 50 litros de diesel por hora. Durante a permanência de Lula em Belém, a estimativa é de, no mínimo, 4 000 litros utilizados. Considerando valores médios de mercado, somente o diesel pode representar gasto superior a R$ 25 mil.
A embarcação está atracada na Base Naval de Val de Cães e foi alugada da empresa Icotur Transporte e Turismo, sediada em Manaus. O contrato inclui serviços de bordo e manutenção contínua. As cláusulas, no entanto, não foram tornadas públicas integralmente, o que motiva parte das dúvidas levantadas pelo parlamentar.


Camiseta Camisa Bolsonaro Presidente 2026 Pátria Brasil 6 X 10,00 S/JUROS


IMPERDÍVEL! Jair Bolsonaro: O fenômeno ignorado: Eles não entenderam nada




Contexto da hospedagem em Belém
Belém enfrenta escassez de leitos desde o anúncio de que sediará a COP30, em 2025. Hotéis operam com tarifas elevadas e ocupação próxima do limite, cenário que levou a comitiva presidencial a buscar alternativas. Em outubro, Lula já havia sinalizado preferência por dormir em um barco na capital paraense, declarando não desejar “luxo”, mas sim “participação efetiva” na conferência.
Contrariando a fala, o Iana 3 tornou-se palco de eventos sociais, incluindo um vídeo divulgado nas redes sociais que mostra a primeira-dama dançando na embarcação. O material reforçou críticas da oposição sobre possível uso indevido de recursos públicos.
Próximos passos de PGR e TCU
Os ofícios solicitam que a PGR avalie eventual responsabilização por improbidade administrativa e que o TCU apure a regularidade dos procedimentos de contratação, forma de pagamento, critérios de escolha do fornecedor e justificativas para rejeição do navio militar. Caso irregularidades sejam confirmadas, multas e devolução dos valores podem ser determinadas, além de abertura de processos administrativos.

Imagem: Internet
A Presidência da República não respondeu, até o fechamento desta matéria, se apresentará documentos que comprovem a legalidade e a economicidade do aluguel. O Palácio do Planalto sustenta que a decisão levou em conta limitações da rede hoteleira local.
Repercussão no Congresso
Líderes da oposição citam o episódio como prova de “descompromisso com a austeridade”. Já parlamentares governistas defendem que a hospedagem garante segurança e logística adequadas à preparação da conferência climática. A Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara cogita convidar representantes do Ministério do Meio Ambiente e da Secretaria de Comunicação para prestar esclarecimentos.
O tema deve dominar sessões plenárias nas próximas semanas, em meio à discussão do Orçamento de 2026. Integrantes da base aliada evitam comentar valores, enquanto oposicionistas prometem apresentar requerimento de informações adicionais.
O caso do iate Iana 3 amplia o debate sobre gastos do Executivo em eventos internacionais e pressiona órgãos de controle a atuarem com celeridade. Sanderson afirma que acompanhará de perto os desdobramentos e que pretende levar o assunto à Comissão Mista de Orçamento caso o relatório do TCU aponte irregularidades.
Se você quer acompanhar as movimentações do Legislativo sobre esta e outras pautas, acesse a cobertura completa em Política.
Resumo: O deputado Sanderson pediu à PGR e ao TCU investigação sobre a contratação do iate usado por Lula na preparação da COP30, apontando possível desperdício de cerca de R$ 500 mil. Órgãos de controle analisarão documentos, enquanto Congresso discute a pertinência da despesa. Continue acompanhando nossos canais e compartilhe esta reportagem para manter o debate sobre o uso responsável dos recursos públicos.
Para informações oficiais e atualizadas sobre política brasileira, consulte também:

