Brasília, 28 out. 2025 – O deputado federal Paulo Bilynskyj (PL-SP), presidente da Comissão de Segurança Pública da Câmara, voltou a criticar a estratégia do governo Lula no enfrentamento ao crime organizado e classificou o narcotráfico como “ameaça direta à soberania brasileira”. Em entrevista, o parlamentar afirmou que comunidades dominadas por facções criminosas “já não pertencem ao território nacional” e defendeu o emprego imediato das Forças Armadas para retomar essas áreas.
Operação no Rio atinge recorde de letalidade
A declaração ocorre após uma megaoperação policial nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro, que resultou em 64 mortos, entre eles quatro policiais civis. A ação, realizada nesta terça-feira (28), tinha como objetivo cumprir 100 mandados de prisão contra integrantes do Comando Vermelho. Segundo Bilynskyj, o contingente estadual atuou sem qualquer suporte do Executivo federal, apesar de três pedidos formais encaminhados pelo governador Cláudio Castro.
“Duas das vítimas eram policiais civis, um deles com apenas dois meses de serviço. Enquanto nossas forças de segurança se sacrificam, o Palácio do Planalto permanece inerte”, criticou. Para o deputado, a recusa do Ministério da Justiça em autorizar o emprego militar revela “bloqueio ideológico” que, em sua visão, impede uma reação proporcional ao poder bélico das facções.
Marco legal contra o crime e uso das Forças Armadas
Bilynskyj sustenta que o Estado perdeu controle sobre territórios inteiros, hoje abastecidos por fuzis, granadas e drones. “Se a lei não reina nessas áreas, a soberania está violada”, argumentou. Ele defende a aplicação do artigo 142 da Constituição para autorizar missão das Forças Armadas, classificando o problema como “federativo e não apenas estadual”.
O deputado apresentou o Projeto de Lei 2664/2025, batizado de “marco legal de combate ao crime organizado”. O texto, elaborado em conjunto com representantes do setor produtivo, Judiciário e secretarias de segurança, pretende:
- Endurecer o confisco de bens e valores ligados ao narcotráfico;
- Criminalizar o financiamento indireto de facções;
- Facilitar a cooperação entre polícias estaduais, Polícia Federal e órgãos de inteligência;
- Permitir a integração das Forças Armadas em operações de retomada territorial.
Para o parlamentar, as duas iniciativas legislativas enviadas até agora pelo governo – uma proposta de emenda constitucional e o chamado “PL Antimáfia” – são “medidas de fachada” que não afetam a estrutura financeira das quadrilhas. “Querem tratar um câncer metastático com aspirina”, resumiu.


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Comparação com a postura dos Estados Unidos
Bilynskyj citou a estratégia norte-americana, que utiliza forças militares contra cartéis internacionais, e avaliou que o Brasil precisa adotar postura semelhante. “O narcotráfico não conhece fronteiras. Quando o Ministério da Justiça diz que não há necessidade de ação militar, demonstra omissão”, declarou. Ele também criticou a tentativa do presidente Lula de se projetar como mediador entre Venezuela e Estados Unidos. Segundo o deputado, a proximidade do Palácio do Planalto com o regime de Nicolás Maduro compromete qualquer pretensão de neutralidade no debate regional sobre drogas.

Imagem: Kayo Magalhaes
Anistia para presos de 8 de janeiro
Além da pauta de segurança, Bilynskyj comentou o andamento do projeto de anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023. O texto original, que previa perdão amplo, foi alterado para reduzir penas, mas o deputado trabalha pela retomada integral da proposta. “A base do governo quer apenas um ajuste de dosimetria. Estamos articulando para que a anistia verdadeira seja colocada em votação”, explicou.
Embora reconheça riscos à segurança de autoridades que enfrentam o narcotráfico – especialmente após o assassinato de um ex-delegado-geral em São Paulo –, o parlamentar afirma que a proteção individual só será efetiva quando o crime organizado perder sua capacidade financeira. “Se inviabilizarmos o lucro, tornamos o Brasil inóspito ao crime. Essa é a essência do nosso projeto”, concluiu.
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Em síntese, o presidente da Comissão de Segurança Pública sustenta que o governo federal precisa abandonar “fumaça ideológica” e autorizar, de forma imediata, a participação das Forças Armadas em operações de retomada territorial. O tema seguirá em debate na Câmara, com a tramitação do PL 2664 e da proposta de anistia. Acompanhe nossos próximos artigos e receba atualizações em primeira mão.
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