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Desfiles de moda ganham espetáculos multimilionários e viram palco para estrelas

Política

Em pouco mais de um século e meio, os desfiles deixaram a intimidade dos ateliers parisienses para se tornarem shows globais com orçamentos de cinema, presença de celebridades e transmissão em massa. Do primeiro salão de Charles Frederick Worth em 1858 às produções digitais pós-pandemia, a trajetória da moda reflete mudanças sociais, tecnológicas e de mercado.

Origens discretas em Paris

O britânico Charles Frederick Worth inaugurou, em 1858, um atelier na capital francesa e rompeu a tradição ao apresentar suas criações em modelos reais diante da clientela. Essa iniciativa, inédita à época, consolidou Worth como “pai da alta-costura” e lançou as bases do desfile moderno.

Nas décadas seguintes, outros nomes adotaram formatos próprios. Paul Poiret, já nos anos 1910, transformava os jardins de sua residência em passarela para recepções que combinavam moda e entretenimento. Em 1930, Coco Chanel convocava convidados a observar as manequins descendo a icônica escadaria espelhada de sua boutique na Rue Cambon, reforçando o glamour associado à maison.

Da reconstrução pós-guerra ao espetáculo televisivo

A Segunda Guerra Mundial impôs racionamentos e fechou ateliês. Para recuperar o prestígio francês, costureiros criaram, em 1945, o Le Théâtre de la Mode: 170 bonecas de arame vestidas por 53 estilistas foram exibidas primeiro em Paris e depois em capitais europeias e americanas. A iniciativa arrecadou fundos e manteve vivo o prestígio do savoir-faire francês.

Nos anos 1950, coletivas fora dos ateliês já atraíam imprensa internacional. Em 1957, Gaby Aghion, fundadora da Chloé, apresentou a coleção Primavera/Verão 1958 no Café de Flore, ocupando espaço público tradicionalmente frequentado por intelectuais. Pouco depois, Paco Rabanne introduziu, em 1966, vestidos metálicos futuristas no Hotel George V ao som de Pierre Boulez — desfile que também destacou manequins negras, inovação para a época.

O turning point chegou em 1973 com a chamada “Batalha de Versalhes”. O evento beneficente opôs cinco maisons francesas a cinco marcas americanas diante da elite europeia. Enquanto os franceses investiram 90 minutos em cenários grandiosos, o bloco dos Estados Unidos focou movimento, cor e ritmo, conduzido por Liza Minnelli. A performance enxuta, alinhada ao pronto-a-vestir, ganhou a plateia e expôs a necessidade de renovação da alta-costura tradicional.

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Supermodels e consolidação midiática

Nos anos 1990, o estrelato das supermodels transformou a própria passarela em atração. O desfile Versace Outono/Inverno 1991 colocou Cindy Crawford, Naomi Campbell, Linda Evangelista e Christy Turlington simulando o coro de “Freedom”, de George Michael, e eternizou a imagem das top models como protagonistas. Ao mesmo tempo, campanhas estreladas por Claudia Schiffer, Tatjana Patitz e, posteriormente, Gisele Bündchen ampliaram a exposição das marcas na imprensa e na TV.

Esse apelo venceu a barreira do nicho com os shows da Victoria’s Secret. Transmitido nacionalmente a partir de 1999, o evento alcançou mais de nove milhões de telespectadores em 2014. As modelos, rebatizadas de “anjos”, ganharam status de celebridades, e peças como o fantasy bra exibiram cifras milionárias.

Desfiles de moda ganham espetáculos multimilionários e viram palco para estrelas - Imagem do artigo original

Imagem: Alain Lois

Megaproduções e era digital

O século XXI consolidou orçamentos dignos de Hollywood. Em 1998, Yves Saint Laurent exibiu 300 looks no Stade de France diante de audiência televisiva estimada em 1,7 bilhão de pessoas. Karl Lagerfeld, na Chanel, ergueu cenários como geladeira gigante, floresta outonal e até foguete no Grand Palais. Alexander McQueen inovou ao usar robôs industriais que pintaram um vestido ao vivo em 1999, reforçando a fusão entre moda e tecnologia.

A pandemia de 2020 acelerou a transição digital. A Dior divulgou curta-metragem de alta-costura com miniaturas; a Moschino apresentou marionetes em Milão; a Loewe enviou caixas físicas aos convidados para experiência sensorial enquanto a coleção era lançada on-line. Em 2022, a Balenciaga levou personagens de The Simpsons para a passarela, provando que a cultura pop é hoje parte inseparável do negócio.

Valor comercial e influência cultural

O espetáculo contemporâneo serve a propósitos claros: ampliar alcance, justificar preços premium e reforçar posicionamento de marca. Com conglomerados como LVMH e Kering disputando atenção global, cada temporada exige experiências inéditas capazes de gerar engajamento instantâneo em redes sociais e retorno financeiro imediato nas lojas virtuais. Ao combinar história, luxo e tecnologia, os desfiles tornaram-se ferramentas de marketing imprescindíveis, refletindo tanto a criatividade dos estilistas quanto a busca incessante da indústria por novos consumidores.

Para aprofundar temas políticos que impactam a economia da moda, vale conferir as análises recentes na editoria de Política do nosso portal.

Em resumo, de 1858 até os espetáculos multimilionários atuais, a passarela passou de vitrine restrita a plataforma global de entretenimento e negócios. Continue acompanhando nossas publicações para entender como tendências culturais, tecnológicas e econômicas moldam os próximos passos da indústria.

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