PORTO, 8 set. — A cabeça de lista da Coligação Democrática Unitária (PCP/PEV) à Câmara do Porto, Diana Ferreira, concluiu a campanha municipal pedindo reforço de votos para manter o espaço conquistado pela CDU no executivo. Em arruada por Cedofeita, a candidata declarou que o objetivo é assegurar “um Porto para todos”, com ênfase em justiça social e inclusão, bandeiras tradicionais da coligação comunista e ecologista.
Arruada final e discurso centrado em inclusão
No último dia de campanha, Diana Ferreira liderou dezenas de apoiadores que partiram da Praça da República em direção à Praça Carlos Alberto. Durante o percurso, a candidata dialogou com lojistas, transeuntes e motoristas presos no trânsito da Rua Mártires da Liberdade. Em cada parada, reafirmou a proposta de construir uma cidade onde moradores, trabalhadores e pequenos comerciantes tenham prioridade, independentemente da condição econômica.
“Temos um projeto concreto para uma cidade mais justa, solidária e inclusiva”, declarou, ressaltando a continuidade do trabalho iniciado pela vereadora Ilda Figueiredo, eleita em 2021. Segundo Ferreira, a presença da CDU ao longo de décadas na política portuense demonstra “patrimônio de intervenção” em defesa dos direitos de trabalhadores e população local.
Em tom confiante, a candidata considerou possível ampliar a representação comunista. “Esperamos um reforço da CDU no domingo”, disse, lembrando que, mesmo com apenas um vereador, a coligação conseguiu aprovar iniciativas como o Fundo de Apoio ao Associativismo.
Critícas a políticas liberais e defesa de pelouros
Diana Ferreira acusou gestões anteriores, tanto do governo nacional quanto do executivo liderado por Rui Moreira, de adotar “políticas neoliberais” que teriam afastado moradores tradicionais do centro. Para ela, o crescimento turístico e imobiliário precisa ser acompanhado de medidas que protejam cidadãos de baixa renda. A comunista afirmou que a CDU pode influenciar diretamente essas políticas caso amplie a bancada na Câmara.
“Quando tivemos pelouros atribuídos, impactamos decisões relevantes”, recordou, argumentando que a simples presença da coligação já exerce pressão em plenário, na Assembleia Municipal e nas freguesias. A candidata defendeu ainda acessibilidade em vias históricas, citando passeios estreitos na Mártires da Liberdade que não comportam cadeiras de rodas.


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Panorama eleitoral no Porto
Além de Diana Ferreira, disputam a prefeitura os seguintes nomes: Manuel Pizarro (PS), Nuno Cardoso (Porto Primeiro – NC/PPM), Pedro Duarte (coligação PSD/CDS-PP/IL), Sérgio Aires (BE), Filipe Araújo (Fazer à Porto – independente), Guilherme Alexandre Jorge (Volt), Hélder Sousa (Livre), Miguel Corte-Real (Chega), Frederico Duarte Carvalho (ADN), Maria Amélia Costa (PTP) e Luís Tinoco Azevedo (PLS). O atual executivo conta com seis eleitos do movimento de Rui Moreira, uma vereadora independente, dois vereadores do PS, dois do PSD, um da CDU e um do BE.
As eleições autárquicas estão marcadas para domingo. Os resultados definirão se a CDU mantém o assento conquistado há dois anos e qual será o peso das diferentes forças partidárias na próxima legislatura.
Metodologia de campanha e ligação às bases
Diana Ferreira insistiu que a atuação da coligação ultrapassa períodos eleitorais. “Não andamos nas ruas só durante a campanha. Temos contato permanente com associações, coletividades e comércio de bairro”, destacou. Para reforçar esse ponto, mencionou visitas constantes a iniciativas de economia local, em especial no chamado “pequeno comércio”, setor que afirma defender de pressões de grandes redes.

Imagem: Internet
Segundo a candidata, a coerência entre discurso e prática é um dos fatores que sustentam a confiança de eleitores históricos. “Nunca apresentamos uma postura em Lisboa e outra no Porto”, afirmou, referindo-se à atuação parlamentar do PCP.
Expectativa dos comunistas para o pleito
A CDU aposta na mobilização de militantes, simpatizantes e sindicatos para elevar a votação. Ferreira acredita que o eleitorado reconhecerá a defesa dos “valores de Abril” — referência ao movimento que encerrou a ditadura portuguesa em 1974 — e dará à coligação respaldo para continuar impondo limites a decisões liberais no município.
De acordo com a postulante, a coligação comunista assume compromisso de “devolver o Porto aos portuenses” e combater especulação imobiliária. Embora não tenha detalhado números específicos, garantiu possuir propostas viáveis para habitação, transportes e apoio social.
Com a votação iminente, as atenções se voltam para a capacidade dos partidos de converter presença de rua em votos na urna. A expectativa é que a apuração defina se o bloco comunista permanece como voz dissonante na Câmara ou se perde espaço para candidaturas mais alinhadas ao centro e à direita.
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Em resumo, Diana Ferreira encerra a campanha apostando no discurso de inclusão e em um legado de intervenção histórica para ampliar a presença da CDU na Câmara do Porto. Resta saber se o apelo por “um Porto para todos” convencerá o eleitor a dar à coligação comunista o fortalecimento pretendido. Acompanhe nossos próximos relatórios e participe: compartilhe este artigo com seus contatos e deixe sua opinião nos comentários.
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