Milhares de brasileiros mobilizados por partidos e movimentos de direita preparam uma série de manifestações para este domingo, 7 de Setembro. Sob o lema “Reaja, Brasil”, os organizadores defendem a anistia dos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023 e exigem o impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. Apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e lideranças políticas conservadoras estarão presentes em dezenas de capitais e cidades do interior.
Pautas centrais e cenário político
Os protestos ocorrem em meio a uma sequência de acontecimentos que mantém elevada a tensão entre Executivo, Legislativo e Judiciário. No STF, a Primeira Turma iniciou em 2 de setembro o julgamento de Jair Bolsonaro, acusado de articular um golpe ainda durante o mandato. No Senado, o ex-assessor Eduardo Tagliaferro apresentou denúncias envolvendo Moraes. Paralelamente, a CPMI do INSS apura fraudes bilionárias em benefícios e pressiona o governo federal.
No Congresso, parlamentares da oposição tentam acelerar a tramitação de projetos que concedem anistia total aos investigados e condenados pelo 8 de janeiro. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), articula uma versão alternativa, apelidada de “anistia light”, que reduziria penas, mas manteria fora do benefício Bolsonaro e organizadores das manifestações de 2023. Para líderes conservadores, a proposta é insuficiente.
Lideranças confirmadas nos atos
A Avenida Paulista, em São Paulo, concentra a principal mobilização. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) são presenças confirmadas, segundo a assessoria do pastor Silas Malafaia, um dos principais articuladores do movimento. Em Belo Horizonte, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) liderará a concentração na Praça da Liberdade.
Em Brasília, a manifestação ocorrerá no estacionamento da Funarte, próximo à Torre de TV, conforme recomendação da Polícia Militar. Estão confirmados a senadora Damares Alves (Republicanos-DF), o senador Izalci Lucas (PL-DF), a deputada Bia Kicis (PL-DF) e o ex-desembargador Sebastião Coelho (Novo-DF). Nas redes sociais, Malafaia afirma que os atos são “em favor da liberdade e contra a perseguição política” que, segundo ele, atinge Bolsonaro e outros opositores do governo Lula.
Expectativas de participação e impacto
Analistas apontam incerteza sobre a dimensão dos protestos. Para Alexandre Bandeira, consultor político, o 7 de Setembro tem potencial para atrair grande público, uma vez que coincide com o julgamento de Bolsonaro no STF. Ele destaca que, caso as manifestações mantenham caráter pacífico e alcancem “milhões de pessoas”, poderão exercer pressão sobre o Supremo e, indiretamente, sobre o Congresso na votação da anistia.


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Especialista em liberdade de expressão, o advogado André Marsiglia entende que a presença maciça da população pode servir de termômetro para parlamentares. Segundo ele, a mobilização pode influenciar pautas como a própria anistia e possíveis pedidos de impeachment de ministros, ainda que não deva alterar de forma direta o resultado do julgamento de Bolsonaro.
Discurso das lideranças
O senador Flávio Bolsonaro afirma que o 7 de Setembro será um “grito de liberdade” contra o que classifica de tirania de alguns integrantes do Judiciário. Já Sebastião Coelho critica negociações que, na avaliação dele, transformam a anistia em moeda de troca política: “O Congresso já teve várias oportunidades e sempre enganou. Essa anistia articulada é uma farsa”, declarou.
Para o líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), as manifestações mantêm viva a “chama da indignação” diante de decisões que, segundo ele, restringem liberdades. Deputados como Ubiratan Sanderson (PL-RS) reforçam a convocação para que a população ocupe as ruas de forma pacífica, defendendo independência e soberania nacionais.

Imagem: Joéds Alves
Locais e horários das mobilizações
Estão programados atos em todas as regiões do país, além de concentrações no exterior. Em Manaus, a mobilização ocorrerá na praia da Ponta Negra às 16 h. Em Recife, manifestantes se reúnem na Avenida Boa Viagem às 14 h. Curitiba terá concentração a partir das 14 h na Praça Nossa Senhora de Salete, enquanto Porto Alegre recebe manifestantes às 14 h no Parcão.
No Rio de Janeiro, o encontro será em Copacabana, entre os postos 4 e 5, às 10 h. No Nordeste, Natal sedia ato em frente ao shopping Midway Mall às 15 h. Cidades internacionais como Nova York, Orlando, Toronto e Barcelona também registraram convocações de brasileiros residentes.
Tensão pré-eleitoral
O ambiente já reflete a disputa de 2026. A um ano das convenções partidárias, analistas observam polarização crescente em grupos de mensagem e redes sociais. O julgamento de Bolsonaro funciona como catalisador de críticas ao STF, enquanto a sucessão de denúncias contra Moraes alimenta o discurso de ruptura institucional utilizado pela direita.
Com diversas lideranças confirmadas e uma pauta clara — anistia e impeachment de Moraes —, a mobilização deste 7 de Setembro pretende medir a força popular da oposição e influenciar as agendas do Congresso. O resultado servirá como indicativo do ritmo político nos próximos meses.
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Em resumo, a direita planeja ocupar as ruas em todo o país para cobrar anistia plena e contestar decisões do STF. Fique atento às nossas próximas publicações e participe do debate: compartilhe este conteúdo e deixe sua opinião nos comentários.

