São Paulo, 7 de setembro de 2025 — Milhares de manifestantes voltaram a encher as principais avenidas do país no feriado da Independência para pedir “Anistia Já” aos condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) nos inquéritos relacionados aos protestos de 2023. As concentrações mais expressivas ocorreram na Avenida Paulista, em São Paulo, e na orla de Copacabana, no Rio de Janeiro, com participantes empunhando bandeiras do Brasil e cartazes que também defendiam o impeachment do ministro Alexandre de Moraes e a saída do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Multidão na Avenida Paulista
Em São Paulo, a Polícia Militar estimou presença superior a 200 mil pessoas ao longo de toda a extensão da Paulista. Os organizadores falaram em público ainda maior, enfatizando a “hegemonia das ruas” conquistada pela direita. O mar de verde e amarelo foi reforçado por bandeiras dos Estados Unidos, usadas como forma de agradecimento ao ex-presidente norte-americano Donald Trump, citado em vários discursos por ter criticado publicamente decisões do STF brasileiro.
A mobilização contou com dezenas de caminhões de som distribuídos entre a Rua da Consolação e o Masp. Sobre os veículos, parlamentares, líderes de movimentos civis e influenciadores reforçaram o pedido de anistia e denunciaram o que classificam como perseguição política. Entre as faixas mais visíveis estavam “Fora Lula”, “STF sem poder ilimitado” e “Democracia se faz com liberdade”.
Discursos focam em liberdade e críticas ao STF
O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) foi o principal nome político a discursar em São Paulo. Em tom firme, afirmou: “Ninguém aguenta mais a tirania de um ministro como Moraes”. Foi a primeira vez que o ex-ministro da Infraestrutura se referiu diretamente ao magistrado, marcando um ponto de inflexão em sua postura, até então voltada ao diálogo institucional.
Do alto do mesmo carro de som, Michelle Bolsonaro relatou dificuldades enfrentadas por sua família desde a abertura de inquéritos no STF. Entre lágrimas, contou que a filha Laura, de 14 anos, “é revistada toda vez que vai à escola” para verificar se o pai não estaria escondido no veículo. A ex-primeira-dama foi aplaudida depois de dizer que “não houve crime algum” cometido por Jair Bolsonaro.
Também discursaram deputados federais, pastores e representantes de associações profissionais. As falas convergiram para a defesa do artigo 5.º da Constituição e para a necessidade de restaurar o direito de manifestação sem censura. A multidão respondeu com coros de “liberdade” e “anistia”, repetidos em vários momentos.


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Contraste com atos governistas
Enquanto a direita lotava a Paulista e Copacabana, a cerimônia oficial de 7 de Setembro, organizada pelo Palácio do Planalto na Esplanada dos Ministérios, registrou público esparso. Imagens transmitidas por emissoras de TV mostraram arquibancadas vazias durante o desfile cívico-militar.
No mesmo dia, movimentos alinhados à esquerda promoveram o tradicional “Grito dos Excluídos”. De acordo com a Polícia Militar do Distrito Federal, o ato reuniu pouco mais de 3 mil pessoas, número muito inferior ao dos protestos pró-anistia. O contraste, apontado por comentaristas nas redes sociais, foi usado como argumento de que a direita mantém vantagem na mobilização popular.

Imagem: Sebastião Moreira
Repercussão na imprensa e cobrança por normalidade institucional
O editorial de domingo do jornal O Estado de S. Paulo reconheceu que o STF “foi além do razoável” em algumas decisões, mas defendeu que qualquer retorno à “normalidade institucional” passe primeiro pela condenação de Jair Bolsonaro. A posição desagradou manifestantes, que consideram a medida elitista e descolada da realidade das ruas.
Entre analistas independentes, o ponto de convergência é a necessidade de uma solução política para encerrar a crise entre Poderes. Enquanto isso não ocorre, os organizadores prometem novas mobilizações. A próxima já está marcada para 15 de novembro, data da Proclamação da República, quando pretendem voltar a exigir anistia ampla aos envolvidos nos eventos de 2023.
Para quem acompanha de perto os desdobramentos em Brasília, nossa editoria de Política traz análises e atualizações constantes sobre o clima entre Congresso, Planalto e Supremo.
Com as capitais tomadas por faixas pró-liberdade, o 7 de Setembro de 2025 reforçou o apelo popular por uma solução rápida para o impasse jurídico que ainda mantém militantes presos. O recado das ruas foi claro: anistia imediata e limites ao poder concentrado no STF. Acompanhe nossas atualizações e participe do debate nos comentários.
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