Curitiba, 18 de outubro de 2025 – Um grupo de estudantes do Colégio Estadual São Paulo Apóstolo, na capital paranaense, viu o intervalo de aulas ser abruptamente interrompido quando o diretor auxiliar decidiu proibir uma breve reunião de oração. O episódio reacendeu o debate sobre a chamada “teoria dos pequenos poderes”, expressão que descreve o comportamento de autoridades de baixo escalão que, ao receberem parcela ínfima de responsabilidade, transformam-na em instrumento de controle.
O que aconteceu no pátio da escola
Segundo relatos de alunos e pais, o encontro ocorreu durante o recreio, em espaço aberto, sem perturbação das aulas nem uso de recursos públicos. A prática se limitava a orar e compartilhar reflexões bíblicas. Mesmo assim, o dirigente da instituição interveio, proibiu o culto e convocou a mãe de um dos jovens para repreensão formal. Não havia registro de indisciplina, vandalismo ou qualquer infração escolar – apenas a manifestação pacífica de fé.
O caso ganhou repercussão quando o vereador Guilherme Kilter apresentou denúncia na Câmara Municipal e marcou audiência pública para 21 de outubro. O parlamentar argumenta que a atitude do gestor afronta a Constituição Federal, que garante liberdade de crença e de culto. Para Kilter, a direção da escola confundiu laicidade do Estado com hostilidade à religião, postura incompatível com o ambiente democrático.
“Pequenos poderes” em foco
A situação se enquadra no fenômeno descrito como “pequenos poderes”: indivíduos alçados a cargos limitados que se portam como soberanos, impondo vontades pessoais sob a aparência de autoridade legítima. O símbolo pode ser um crachá, uma chave ou, como no caso, o direito de supervisionar alunos. Analisando o histórico de episódios similares, observam-se traços comuns: tom imperativo, aversão ao diálogo e prazer em negar pedidos simples, transformando questões corriqueiras em conflitos desnecessários.
Nesse cenário, a liberdade de consciência dos estudantes afrontou a vaidade de quem confunde liderança com dominação. Em vez de zelar por ambiente plural, o diretor impôs restrição sem base legal, recorrendo a interpretação própria – e equivocada – da laicidade. O Estado é laico, mas não antirreligioso; proibir expressão voluntária de fé, longe de aulas e sem coercitividade, fere direito fundamental previsto no artigo 5.º, inciso VI, da Carta Magna.
Reação da comunidade e próximos passos
Pais e entidades de defesa da liberdade religiosa manifestaram apoio aos alunos. Já circula requerimento para que a Secretaria Estadual de Educação investigue o procedimento adotado pela direção e determine diretrizes claras sobre atividades espontâneas de caráter religioso em horário livre. Até o momento, a pasta não se pronunciou oficialmente.


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Na audiência marcada, representantes do colégio, especialistas em direito constitucional e lideranças religiosas deverão prestar esclarecimentos. Espera-se que o encontro produza recomendações para evitar novos abusos de autoridade, reafirmando que liberdade de culto não depende de autorização prévia nem pode ser cerceada por decisão individual de gestor público.
Importância do controle social sobre autoridades locais
Casos como o de Curitiba evidenciam a necessidade de fiscalização constante de quem exerce funções públicas, por menores que sejam. A Constituição garante direitos, mas sua efetividade depende de vigilância da sociedade. Agentes que excedem competências precisam ser responsabilizados, sob pena de se tornar rotina transformar preferências pessoais em ordens inquestionáveis.

Imagem: criada utilizando Whisk e Grok
Na prática, a reação firme e imediata de pais e vereadores reforça o princípio de que o poder emana do povo e deve servir ao cidadão, não o contrário. A intervenção em um ato pacífico de oração foi tentativa de impor visão estritamente secularizante, incompatível com o pluralismo que caracteriza escolas públicas brasileiras, onde diferentes crenças convivem lado a lado.
Os desdobramentos do episódio serão decisivos para definir limites de atuação de gestores escolares. Se prevalecer o entendimento de que expressões voluntárias de fé são legítimas, cria-se precedente para inibir futuras tentativas de proibição. Por outro lado, eventual validação da censura abriria caminho para novo ciclo de restrições, comprometendo valores constitucionais de liberdade e tolerância.
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Em síntese, a intervenção no Colégio São Paulo Apóstolo ilustra o risco de pequenos poderes quando somados à interpretação distorcida da laicidade. A rápida mobilização de pais, alunos e legisladores demonstra que a sociedade continua vigilante na defesa da liberdade religiosa. Fique atento às próximas atualizações e participe do debate, compartilhando este conteúdo em suas redes.
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