O advogado Jeffrey Chiquini e o jornalista Paulo Figueiredo protagonizaram uma discussão acalorada ao vivo, em 20 de outubro de 2025, durante o programa “Show da Manhã”. Gestos agressivos, insultos pessoais e até convite para confronto físico marcaram o episódio, que rapidamente se espalhou pelas redes sociais e colocou em evidência divergências internas entre grupos de apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Como começou a troca de acusações
O desentendimento teve início quando Chiquini, defensor do ex-assessor internacional Filipe Martins, rebateu insinuações de que setores ligados aos chamados “eduardistas” — apoiadores do deputado Eduardo Bolsonaro — estariam conspirando contra seu cliente. Martins responde nos Estados Unidos por suposta fraude migratória e, para parte da militância, seu caso é visto como peça central em uma estratégia para contestar decisões do ministro Alexandre de Moraes, devolver elegibilidade a Bolsonaro e garantir anistia a investigados pelos atos de 8 de janeiro.
Durante o debate, Figueiredo reagiu às declarações ao afirmar que não havia qualquer articulação contra Martins. A troca de falas subiu de tom quando o jornalista, em voz alterada, questionou a postura de Chiquini e o acusou de “criar uma narrativa fantasiosa”. Chiquini respondeu apontando o dedo para Figueiredo e atribuindo-lhe a responsabilidade por “tensões desnecessárias” dentro do campo conservador.
Momentos de tensão no estúdio
O apresentador Marco Antônio Costa tentou moderar o diálogo, mas se mostrou visivelmente constrangido com a escalada das agressões verbais. Segundo a gravação divulgada nas plataformas digitais do programa, Chiquini exigiu “respeito” e declarou ter sido aluno do filósofo Olavo de Carvalho, enquanto Figueiredo retrucou que não aceitaria “ser rotulado de traidor” por defender a família Bolsonaro.
Em determinado ponto, Figueiredo levantou-se da cadeira e convidou o advogado “a resolver fora do estúdio”. Chiquini respondeu que não recuaria caso fosse provocado. Após alguns segundos de bate-boca, Costa anunciou intervalo comercial, encerrando temporariamente o confronto.
Repercussão nas redes e na direita
A gravação viralizou em poucas horas. Influenciadores alinhados às duas alas comentaram o caso, reforçando o clima de divisão. Apoiadores de Chiquini alegam que Figueiredo tenta minimizar o potencial jurídico do processo de Filipe Martins. Já seguidores de Figueiredo afirmam que o advogado promove “expectativas irreais” sobre decisões que dependem do Supremo Tribunal Federal.


Camiseta Camisa Bolsonaro Presidente 2026 Pátria Brasil 6 X 10,00 S/JUROS


IMPERDÍVEL! Jair Bolsonaro: O fenômeno ignorado: Eles não entenderam nada




Diante da repercussão, Chiquini publicou nota nas redes, insistindo na tese de que existe “pressão interna” para esvaziar a defesa de Martins. Figueiredo respondeu em live, negando qualquer iniciativa para prejudicar o ex-assessor e reforçando a importância de “união estratégica” na oposição ao governo Lula.
Contexto do caso Filipe Martins
Filipe Martins foi assessor especial para Assuntos Internacionais do Planalto de 2019 a 2022. Em 2023, deixou o Brasil e, ao solicitar entrada nos Estados Unidos, teria omitido informações sobre investigações em andamento no Supremo. Autoridades americanas apuram possível fraude migratória, enquanto o ministro Alexandre de Moraes mantém processo no Brasil sobre suposta participação de Martins na articulação de atos antidemocráticos.
Para apoiadores de Bolsonaro, a eventual derrubada das acusações contra Martins abriria brecha para questionar decisões de Moraes que tornaram o ex-presidente inelegível. Juristas ligados a essa corrente defendem que uma decisão favorável nos EUA fortaleceria pedidos de revisão ou anistia no Brasil.

Imagem: Reprodução
Consequências para a militância
Analistas políticos observam que a cena reforça divisões em um segmento já tensionado por disputas internas de liderança. Enquanto grupos próximos a Eduardo Bolsonaro priorizam articulação parlamentar e alinhamento com setores do Partido Republicano nos EUA, correntes ligadas a Chiquini focam na contestação jurídica de decisões do Supremo.
Até o momento, não há indicação de que o episódio vá gerar sanções profissionais aos envolvidos. Produtores do “Show da Manhã” confirmaram exibição integral do programa nas plataformas de streaming e informaram que convidados futuros serão orientados sobre regras de conduta para evitar novos tumultos.
Com o episódio, setores conservadores buscam retomar a pauta unificada de oposição, mas a troca pública de acusações evidenciou a dificuldade de coordenação. Resta acompanhar se o caso Filipe Martins continuará servindo como ponto de tensão ou se as lideranças conseguirão um consenso mínimo para enfrentar decisões do Supremo e avançar em projetos legislativos.
Se deseja acompanhar outros desdobramentos políticos, confira também a cobertura em nossa editoria de Política, que traz atualizações diárias sobre o cenário nacional.
Em resumo, o confronto entre Jeffrey Chiquini e Paulo Figueiredo mostrou, diante das câmeras, divergências que vinham ganhando força nos bastidores da direita. Siga nossa página e receba alertas para não perder os próximos capítulos dessa disputa interna.
Para informações oficiais e atualizadas sobre política brasileira, consulte também:

