Brasília, 29 de outubro de 2025 – Em e-book recém-lançado, o economista Adolfo Sachsida, ex-ministro de Minas e Energia, sustenta que as falhas governamentais provocam prejuízos maiores e mais recorrentes do que os problemas naturais do mercado. A obra, intitulada “Princípios de economia e os desafios da inteligência artificial: a economia na era do preço zero”, foi publicada exclusivamente em formato digital e está disponível gratuitamente.
Falhas governamentais superam defeitos de mercado
Sachsida apresenta o princípio básico de que, quando preços são livres e não há barreiras, o equilíbrio competitivo tende a maximizar o bem-estar coletivo. Nessas condições, a interferência estatal raramente consegue gerar ganhos líquidos para a sociedade. O autor afirma que qualquer intervenção deve ser tratada como exceção e somente considerada se demonstrar, de forma objetiva, resultados superiores aos já obtidos pela dinâmica de oferta e demanda.
Para o economista, políticas públicas mal dimensionadas costumam fracassar na eliminação do problema que pretendem resolver e, em muitos casos, criam distorções adicionais. Ele ressalta que boas intenções não bastam: “A avaliação deve recair sobre os resultados efetivos; se a medida piora o cenário, merece ser revista ou cancelada”.
Mecanismos que ampliam o dano estatal
No livro, Sachsida detalha os principais canais pelos quais a intervenção do Estado gera distorções econômicas:
Captura regulatória – Empresas ou grupos de interesse influenciam agências públicas para moldar normas em benefício próprio. O processo pode envolver promessas de cargos, viagens ou, em situações extremas, corrupção direta.
Problema agente-principal – O cidadão (principal) busca eficiência e prestação de serviço, enquanto o gestor público (agente) pode priorizar conveniências pessoais ou políticas, afastando-se do interesse coletivo.


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Informação incompleta – Governos não dispõem de todos os dados necessários para prever as consequências de cada regulação. Sem conhecimento pleno, aumentam as chances de erro no desenho das políticas.
Burocracia e custos administrativos – A complexidade regulatória eleva despesas de cumprimento, encarece a atividade econômica e muitas vezes expulsa do mercado empresas de menor porte, favorecendo grandes corporações.
Efeitos não intencionais – Mudanças nos incentivos levam agentes a ajustar comportamentos de forma imprevista, gerando impactos secundários indesejados, como redução de oferta ou queda de produtividade.
Um exemplo citado é a antiga Lei do Inquilinato. Criada para proteger inquilinos, a norma reduziu a disponibilidade de imóveis para aluguel, elevou preços e diminuiu a qualidade das unidades, prejudicando justamente quem pretendia amparar.
Quatro etapas para evitar prejuízos públicos
Para minimizar riscos, o autor sugere um roteiro de análise antes de qualquer ação estatal:
1. Identificar falha de mercado – Confirmar a existência de externalidade, assimetria de informação ou posição monopolista.

Imagem: criada utilizando Dall-E
2. Medição da gravidade – Avaliar se o problema é relevante o suficiente para justificar a intervenção.
3. Mapear falhas de governo – Antecipar efeitos adversos, custos administrativos e distorções de longo prazo que podem surgir da medida.
4. Comparar soluções – Demonstrar, com dados, que a proposta estatal elevará o bem-estar social de forma mensurável, superando a alternativa de permanecer com o arranjo de mercado.
Segundo Sachsida, seguir essas etapas exige disciplina técnica e respeito ao contribuinte, evitando que políticas orientadas por apelos populistas resultem em desperdício de recursos ou retrocessos econômicos.
O economista conclui que o Estado deve atuar com parcimônia, concentrando esforços em áreas onde realmente possa agregar valor – segurança, contratos e infraestrutura essencial – sem substituir o dinamismo empresarial que sustenta inovação e crescimento.
Para quem acompanha debates sobre gastos públicos e eficiência administrativa, a leitura do e-book reforça a importância de avaliar políticas pelo critério de custo-benefício e de exigir prestação de contas rigorosa de gestores.
Outros temas sobre política econômica e intervenção estatal continuam em destaque em nossa seção especializada; confira em Política para se manter informado.
Em síntese, Adolfo Sachsida defende que a prudência regulatória e o respeito às forças de mercado são condições essenciais para evitar desperdícios e garantir prosperidade. Baixe o e-book, analise os argumentos e acompanhe nossos próximos conteúdos para entender como essas ideias se refletem nas decisões do governo. Participe, compartilhe e fortaleça o debate responsável sobre o papel do Estado na economia.
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