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Edinho Silva indica Haddad para governo de SP e reforça palanque de Lula

Política

O novo presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), Edinho Silva, declarou que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, deve assumir a condição de pré-candidato da sigla ao governo de São Paulo nas eleições de 2026. A declaração foi dada no sábado, 23 de agosto, durante evento interno da legenda. Segundo Edinho, a presença de Haddad na disputa estadual serviria para compor um palanque robusto em favor da tentativa de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Objetivo estratégico do PT em São Paulo

São Paulo concentra o maior colégio eleitoral do país, fator decisivo em campanhas presidenciais. De acordo com Edinho Silva, garantir um nome competitivo no estado é prioridade para a cúpula petista. “Nossas principais lideranças terão missão eleitoral em 2026”, afirmou. O dirigente salientou que a escolha final caberá a Lula, mas ressaltou não ter “nenhuma dúvida” de que Haddad será convocado a cumprir esse papel.

As especulações sobre a candidatura do ministro começaram em 2024 e ganharam força ao longo de 2025. Publicamente, Haddad evita confirmar a intenção de disputar o Palácio dos Bandeirantes. No entanto, ele próprio admitiu, no mês anterior, ter sido sondado por aliados para concorrer. Em conversa com jornalistas, mencionou que poderia tanto coordenar a campanha nacional de Lula quanto colocar seu nome à disposição em São Paulo, dependendo da decisão do presidente.

Alianças e movimentações partidárias

Durante o mesmo evento, o PT divulgou uma resolução que prevê ampliar a federação formada hoje com PCdoB e PV. A meta é atrair partidos de centro e evitar o lançamento de candidaturas próprias que possam fragmentar a base lulista. Nos bastidores, aliados trabalham para conter a formação de um bloco único da direita em torno de pré-candidatos como Ronaldo Caiado (União-GO) e Tarcísio de Freitas (SP).

Edinho Silva afirmou que o partido “vai disputar essas lideranças até o fim” e que todos serão “bem-vindos” caso optem por integrar a coligação governista. A resolução aprovada descreve a necessidade de “barrar a extrema direita, o imperialismo e o fascismo” representados, segundo o texto, por Donald Trump e Jair Bolsonaro. Também estabelece como prioridade o fortalecimento das bancadas petistas no Congresso.

Papel de Haddad no governo e impacto eleitoral

Desde o início da atual gestão, Fernando Haddad tornou-se um dos principais fiadores econômicos do Planalto. No entanto, seu desempenho no Ministério da Fazenda é alvo frequente de críticas do setor produtivo e de parlamentares de oposição, que apontam o crescimento tímido da economia e a incerteza fiscal. Mesmo assim, o PT considera que a visibilidade de Haddad e sua atuação como ex-prefeito da capital paulista conferem musculatura à disputa de 2026.

Em 2022, Haddad disputou o governo de São Paulo e terminou em segundo lugar, superado por Tarcísio de Freitas. À época, o petista somou mais de 10 milhões de votos. A legenda avalia que, com maior articulação no interior paulista e uma base federal fortalecida, seria possível reverter o resultado na próxima corrida estadual.

Próximos passos dentro da sigla

Edinho Silva, ex-prefeito de Araraquara e aliado histórico de Lula, foi eleito para comandar o PT com a promessa de ampliar o diálogo com legendas de centro e partidos menores. A direção nacional já discute um calendário de encontros regionais para definir palanques alinhados à reeleição do presidente. Haddad deve participar das conversas, embora mantenha a agenda econômica no Ministério.

Nos próximos meses, o PT pretende intensificar reuniões com dirigentes do MDB, PSD e setores do próprio União Brasil na tentativa de reduzir o espaço para uma candidatura unificada da direita. O foco principal recai sobre São Paulo, Goiás e Rio de Janeiro, estados considerados cruciais para equilibrar a correlação de forças na corrida presidencial.

Cenário para a oposição

Do outro lado, partidos de centro-direita avaliam opções para enfrentar Lula em 2026. O governador paulista Tarcísio de Freitas desponta como possível presidenciável, mas também é cortejado para permanecer no estado e buscar a reeleição. Já Ronaldo Caiado, em segundo mandato em Goiás, trabalha para nacionalizar seu nome dentro do União Brasil. A consolidação de um candidato único depende de negociações intensas com PL, PP e Republicanos.

Até o momento, nenhum desses partidos confirmou postura oficial. Entretanto, interlocutores afirmam que haverá esforço para evitar que o campo conservador reproduza as divisões verificadas em 2022. A tendência é aguardar o posicionamento final de Tarcísio e de Jair Bolsonaro, que segue inelegível, mas mantém influência sobre o eleitorado.

Enquanto a oposição articula suas estratégias, o PT se movimenta para assegurar vantagem inicial com a eventual candidatura de Haddad. A decisão formal só deve ocorrer em meados de 2026, quando Lula indicar a composição completa de sua chapa para corrida nacional.

Para acompanhar outros desdobramentos sobre articulações partidárias, visite a seção de política em https://geraldenoticias.com.br/category/politica.

Em suma, a sinalização de Edinho Silva coloca Fernando Haddad no centro da estratégia petista para 2026 e reforça o esforço do partido em manter São Paulo sob disputa direta. Continue acompanhando nossas atualizações e receba em primeira mão os próximos movimentos na corrida eleitoral.

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