Brasília, 14 de novembro de 2025 – O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) tornou-se alvo de uma denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR). A peça acusa o parlamentar de ter buscado, nos Estados Unidos, apoio para sanções econômicas contra o Brasil em reação ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro. O episódio reacendeu discussões dentro da direita sobre estratégia, unidade e liderança às vésperas do ciclo eleitoral de 2026.
Denúncia da PGR e viagem aos Estados Unidos
Segundo a PGR, Eduardo Bolsonaro teria se reunido com autoridades norte-americanas na tentativa de pressionar o governo brasileiro. A suposta iniciativa visaria a obtenção de anistia para o pai, Jair Bolsonaro, investigado por diferentes instâncias do Judiciário. A Procuradoria afirma que a conduta representaria ato hostil à soberania nacional.
O deputado nega irregularidades. Em entrevistas recentes, classificou sua agenda nos Estados Unidos como “esforço legítimo de defesa de liberdades individuais” e reforçou que, na sua visão, não há qualquer violação à Constituição. Apesar da negativa, a denúncia foi encaminhada ao Supremo Tribunal Federal, que avaliará a abertura ou não de ação penal.
Pressão por coesão e critério de alianças
Em participação na Jovem Pan, o parlamentar enfrentou cobrança pública do cientista político Felipe D’Avila para que a direita estabeleça pautas comuns visando a eleição de 2026. Questionado sobre divisões internas, Eduardo refutou a ideia de que atue para fragmentar o grupo. “Eu apenas antecipo que certas figuras não conduzirão o projeto na direção correta”, declarou.
A afirmação expôs discordâncias. Setores conservadores alegam que a viagem sem consulta prévia ao PL colocou correligionários em posição delicada: defender ou criticar possíveis sanções contra o próprio país. Entre os insatisfeitos, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, foi citado nos bastidores por ter divergido da tese de retaliações externas. Já em Santa Catarina, lideranças relatam pressão para abraçar a candidatura do vereador Carlos Bolsonaro ao Senado, fortalecendo assim o núcleo familiar na disputa de 2026.
Reação de aliados e cenário para 2026
Lideranças que pregam composição mais ampla avaliam que iniciativas isoladas podem comprometer a construção de alianças estaduais. O receio é de que atritos internos afastem siglas de centro-direita e inviabilizem palanques competitivos. Apesar disso, Eduardo mantém discurso de fidelidade aos princípios conservadores e sustenta que a direita precisa “clareza de rumo”, com prioridade às agendas de costumes e segurança pública.


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Caso o Supremo aceite a denúncia, o processo poderá avançar durante o ano pré-eleitoral, cenário que tende a intensificar o debate sobre o peso da família Bolsonaro nas chapas nacionais e regionais. Parte dos dirigentes do PL prefere aguardar a definição jurídica antes de sacramentar alianças, enquanto outra ala defende anunciar candidaturas logo no primeiro semestre de 2026.

Imagem: Zeca Ribeiro
Consequências políticas imediatas
Na Câmara dos Deputados, oposicionistas ao governo Lula utilizam o episódio para questionar a atuação da PGR, argumentando que a denúncia seria um instrumento de pressão política. Já parlamentares de esquerda enxergam oportunidade de enfraquecer o campo conservador, ressaltando que a iniciativa de Eduardo sinalizaria falta de compromisso com os interesses nacionais.
O desfecho processual ainda é incerto, mas a repercussão interna obriga pré-candidatos da direita a adotar posicionamento público. Enquanto alguns evitam críticas diretas para não desagradar a base bolsonarista, outros avaliam que a defesa irrestrita do deputado pode limitar diálogo com eleitores moderados. O pano de fundo é a disputa por espaço no eleitorado que elegeu Jair Bolsonaro em 2018 e se mostrou decisivo em 2022.
Para acompanhar os próximos passos da denúncia e os impactos nas articulações da direita, veja também a cobertura completa em Política.
Em síntese, a denúncia da PGR contra Eduardo Bolsonaro e as críticas recebidas dentro do próprio campo conservador expõem o desafio de conciliar lealdade familiar, defesa de princípios e pragmatismo eleitoral. Continue nos acompanhando para saber como esses fatores moldarão as alianças e definições de 2026.
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