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Escândalo nos EUA impulsiona revisão das regras de doação de órgãos

Política

Washington, 10 de setembro de 2025. A Casa Branca determinou uma ampla reformulação do sistema norte-americano de transplantes após vir a público o caso de Anthony T. Hoover, paciente declarado morto de forma equivocada para fins de extração de órgãos. O episódio expôs brechas nos protocolos de determinação de morte e colocou em xeque a atuação das Organizações de Procura de Órgãos (OPO) nos Estados Unidos.

O caso que desencadeou a crise

Em outubro de 2021, Hoover, então com 33 anos, foi internado de urgência no Kentucky após colapso cardiovascular causado por overdose. Na unidade de terapia intensiva, profissionais do hospital atestaram morte encefálica. Com base nesse diagnóstico, a família autorizou a suspensão do suporte vital e concordou com a doação.

O procedimento, contudo, foi conduzido pela Kentucky Organ Donor Affiliates (KODA). Durante a preparação do corpo, Hoover apresentou movimentos e sinais de dor. Uma funcionária relatou ter visto lágrimas no rosto do paciente enquanto a equipe realizava cateterismo cardíaco para avaliar a condição do coração. Diante da reação, a cirurgiã responsável recusou-se a seguir com a extração e pediu nova avaliação neurológica, que confirmou atividade cerebral suficiente para descartar a morte encefálica.

Hoover sobreviveu, ainda que com sequelas, e hoje recebe cuidados da irmã. A investigação federal concluiu que a KODA não respeitou etapas essenciais do protocolo, ignorou funções neurológicas remanescentes e interferiu nas responsabilidades da equipe assistencial.

Pressão por órgãos e falhas sistêmicas

Auditoria do Departamento de Saúde analisou 351 casos conduzidos pela mesma OPO e apontou irregularidades em 103 deles, incluindo consentimento familiar questionável, rigidez em decisões clínicas e dificuldade em reconhecer sinais vitais. Paralelamente, reportagem do New York Times ouviu 53 profissionais de saúde de 19 estados, que relataram ter presenciado tentativas das OPO de acelerar o óbito de pacientes para viabilizar doações, por meio da administração de morfina ou propofol sem necessidade terapêutica.

O governo federal decidiu rever a forma de concessão de contratos às OPO, exigir separação rígida entre equipes médicas e procuradores de órgãos e padronizar critérios de morte circulatória e encefálica. A medida busca restaurar a confiança pública, abalada pela retirada de milhares de cidadãos dos cadastros de doadores após a repercussão do caso Hoover.

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Debate sobre critérios de morte cerebral

O escândalo emergiu no mesmo período em que três médicos do Northwell Health, em Nova Iorque, defenderam, em artigo no New York Times, a ampliação da definição de morte cerebral para incluir pacientes em coma irreversível que dependem de suporte vital. Segundo eles, esses pacientes poderiam ser declarados mortos legalmente, permitindo a extração imediata de órgãos após a suspensão dos aparelhos e reanimação mecânica do coração.

A proposta reacendeu questionamentos bioéticos. Especialistas alertam que relativizar o conceito de morte encefálica pode encorajar práticas utilitaristas, nas quais a obtenção de órgãos se sobrepõe ao cuidado do paciente. O modelo espanhol, citado como referência, veda que a equipe de transplante participe do diagnóstico de morte e exige comprovação clínica rigorosa, medida que evita conflitos de interesse.

Impacto internacional e modelos comparados

A Espanha, líder mundial em transplantes, realiza cerca de 6 mil cirurgias anuais e mantém protocolo que separa funções médicas, impõe período mínimo de cinco minutos sem circulação para confirmar morte circulatória e prevê exames de imagem em casos de suspeita de morte encefálica. Autoridades espanholas reforçam que o respeito à chamada Regra do Doador Cadáver (RDD), segundo a qual a extração jamais pode causar a morte, é essencial para preservar a confiança social.

No Brasil, o Conselho Federal de Medicina adota critérios semelhantes aos espanhóis. Os casos norte-americanos, contudo, motivaram discussões em entidades de classe e no Congresso sobre a necessidade de revisão periódica dos protocolos, transparência nas OPO e educação pública para evitar retração nos registros de doadores.

Para acompanhar outras decisões de governo que afetam diretamente a saúde pública, visite a seção de Política do nosso site.

O escândalo Hoover escancarou falhas graves na definição de morte e na atuação de organizações de transplante nos Estados Unidos, forçando ajustes legais que priorizam a proteção da vida e a clareza dos procedimentos. A reforma em andamento busca recuperar a confiança dos cidadãos e servir de alerta para que outros países, inclusive o Brasil, mantenham protocolos firmes e fiscalizem eventuais desvios. Registre-se como doador de forma consciente e informe sua família: esse simples gesto pode salvar vidas sem comprometer princípios éticos.

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