O governo dos Estados Unidos indicou que reduzirá, nos próximos dias, tarifas incidentes sobre importações de produtos agrícolas não cultivados no país, como café, banana e outras frutas. A medida foi antecipada pelo secretário do Tesouro, Scott Bessent, em entrevista concedida nesta quarta-feira, 12 de novembro de 2025, à emissora Fox News.
Anúncio oficial aguardado para “dias”
Bessent afirmou que o anúncio ocorrerá “muito em breve” e que a redução tarifária tem como objetivo imediato aliviar o custo desses itens para o consumidor norte-americano. “Nos próximos dias haverá um anúncio importante sobre produtos que não cultivamos nos EUA, como café, banana, outras frutas e produtos similares. Isso fará com que os preços caiam rapidamente”, declarou o secretário.
Sem detalhar porcentagens ou prazos exatos, Bessent reforçou que a iniciativa se encaixa no plano da administração Donald Trump de conter pressões inflacionárias específicas e ampliar a oferta interna. Desde agosto, café, carne bovina e diversas frutas de origem brasileira enfrentam tarifa adicional de 50% para entrar nos EUA, o que encareceu esses bens e reduziu a competitividade dos exportadores do Brasil.
Trump havia antecipado redução no dia anterior
Na noite de terça-feira, 11, o próprio presidente Trump havia sinalizado a mudança em entrevista à âncora Laura Ingraham, também na Fox News. “Café? Vamos reduzir algumas tarifas. Vamos trazer um pouco de café. Vamos cuidar de tudo isso muito rápido, muito facilmente”, disse o presidente, acrescentando que a carne bovina estava “um pouco cara” em razão do bom desempenho dos pecuaristas americanos.
Trump insistiu que, na comparação com a administração anterior, os preços internos continuam menores, mas reconheceu focos de alta limitados a determinados alimentos. O republicano qualificou a ação de revisão tarifária como “cirúrgica” e “simples de se ver”, reforçando a narrativa de que o governo atua para manter a inflação sob controle sem recorrer a subsídios.
Impacto nas importações brasileiras
Antes da elevação tarifária de agosto, o Brasil representava cerca de 35% das compras americanas de café não torrado. Estimativas da imprensa local apontam que, após o tarifaço, o preço do grão subiu até 20% nos supermercados dos EUA. Além do café, bananas e outras frutas tropicais brasileiras também perderam espaço devido ao encarecimento do frete e da taxação adicional.


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Em conversa telefônica ocorrida em outubro, semanas antes de um encontro entre Trump e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Malásia, o líder norte-americano mencionou que “os EUA sentem falta do café brasileiro”. O diálogo, relatado por assessores dos dois governos, reforçou a possibilidade de flexibilização na cobrança.
Estratégia para conter inflação pontual
A Casa Branca sustenta que a revisão de tarifas em produtos não produzidos em território americano complementa outras ações voltadas a reduzir custos logísticos e eliminar gargalos regulatórios. Ao aliviar a carga tributária sobre bens sem produção doméstica significativa, o governo espera aumentar a oferta, diminuir preços e manter a competitividade de setores dependentes desses insumos.

Imagem: YURI GRIPAS
Economistas consultados pela imprensa dos EUA indicam que o recuo tarifário pode começar a se refletir nos preços ao consumidor ainda neste trimestre, sobretudo em produtos de alta rotatividade, como café moído e frutas frescas. No entanto, o ritmo da queda dependerá do repasse pelas redes de varejo e da velocidade de recomposição dos estoques.
Próximos passos
O secretário Bessent evitou confirmar a data exata do anúncio, mas destacou que a decisão já passou pelo crivo do Departamento de Comércio e da Representação Comercial dos Estados Unidos (USTR). Fontes ligadas ao setor agrícola estimam que o corte poderá variar entre 20% e 50% da tarifa extra vigente, devolvendo parte da competitividade aos exportadores, principalmente do Brasil e de países da América Central.
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Em síntese, a Casa Branca prepara um movimento que pode reduzir imediatamente o custo do café, da banana e de outras frutas importadas, beneficiando consumidores americanos e abrindo oportunidade para a retomada da participação brasileira nesse mercado. Fique atento às atualizações e compartilhe a notícia para que mais pessoas entendam como as mudanças tarifárias podem afetar o dia a dia.
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