Washington, 3 de novembro de 2025 — O presidente norte-americano Donald Trump determinou ao Departamento de Guerra que prepare a retomada imediata dos testes nucleares, encerrando uma moratória que vigorava há mais de três décadas. A decisão, divulgada nas redes sociais, foi apresentada como resposta direta aos recentes avanços bélicos de Rússia e China.
Moratória interrompida após 33 anos
O último ensaio nuclear dos Estados Unidos ocorreu em 23 de setembro de 1992, no deserto de Nevada, meses depois da dissolução da União Soviética. Na época, o então presidente George H. W. Bush suspendeu novos experimentos para sinalizar distensão no pós-Guerra Fria.
Quatro anos mais tarde, Washington, Moscou, Pequim, Londres e Paris assinaram o Tratado de Proibição Total de Testes Nucleares (CTBT). Embora o acordo tenha estabelecido parâmetros de verificação, três nações que já possuíam a bomba ficaram fora dele e seguiram testando: Índia e Paquistão realizaram dois disparos cada em 1998, enquanto a Coreia do Norte conduziu testes periódicos entre 2006 e 2017.
Com a ordem presidencial de Trump, o cronograma de testes norte-americanos voltará a equiparar o país aos adversários estratégicos que não aderiram plenamente ao CTBT. O anúncio, segundo a Casa Branca, visa garantir “igualdade de condições” nos campos militar e diplomático.
Pressão externa: mísseis e torpedos russos
Horas antes da mensagem de Trump, o Kremlin divulgou a execução de duas provas com sistemas capazes de transportar ogivas atômicas. O primeiro destaque foi o míssil de cruzeiro 9M730 Burevestnik, propulsionado por reator nuclear, projetado para voar a baixa altitude e escapar a radares ocidentais. O segundo foi o torpedo Poseidon, também movido por energia nuclear, planejado para operar a longa distância contra portos e bases navais.
Apesar da retórica russa sobre “tsunamis radioativos”, analistas questionam a viabilidade de tais efeitos. De todo modo, o porta-voz Dmitry Peskov advertiu que Moscou “reagirá de acordo” se Washington reiniciar detonações subterrâneas ou atmosféricas.


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Expansão acelerada do arsenal chinês
Enquanto Estados Unidos e Rússia possuem mais de 5 mil ogivas cada, a China mantém estoque inferior a 500, mas em rápido crescimento. Levantamento do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS) indica que Pequim dobrou a quantidade de ogivas nos últimos cinco anos.
Durante a parada militar que celebrou os 80 anos da vitória chinesa na Segunda Guerra, o Exército Popular revelou mísseis balísticos intercontinentais capazes de alcançar o território continental norte-americano. No recém-aprovado 15º Plano Quinquenal, o Partido Comunista incluiu a meta de “fortalecer a dissuasão estratégica”, e em documentos oficiais esse termo se relaciona diretamente ao poder nuclear.
Equilíbrio frágil e próximos passos
A combinação de novos armamentos russos, expansão chinesa e retorno dos testes norte-americanos devolve a pauta nuclear ao centro da geopolítica. O princípio de destruição mútua assegurada continua a Impor cautela às grandes potências, mas a ausência de um tratado atualizado — e a moratória agora suspensa — amplia o risco de escalada.

Imagem: Administração Nacial de Segurança Nuclear
No Congresso dos Estados Unidos, parlamentares republicanos defendem a medida como resposta proporcional aos rivais, enquanto setores democratas temem um retrocesso diplomático. Organizações internacionais, entre elas a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), aguardam detalhes sobre metodologia, locais e frequência das futuras detonações.
Caso os novos testes ocorram ainda em 2025, os equipamentos de monitoramento sísmico do CTBT serão automaticamente acionados, registrando magnitude e coordenadas. A divulgação desses dados alimentará discussões em fóruns multilaterais sobre mecanismos de verificação e eventual renegociação de tratados.
A médio prazo, observadores militares avaliam que Moscou e Pequim poderão intensificar suas próprias séries de testes para validar novas gerações de ogivas hipersônicas e sistemas submarinos, consolidando um ambiente de permanente corrida armamentista.
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Em síntese, a retomada dos testes pelos Estados Unidos marca o retorno explícito da competição nuclear e pressiona adversários e aliados a reverem estratégias de segurança. Fique atento às atualizações e compartilhe este artigo para que mais leitores entendam o impacto dessa decisão.
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