Mesmo avançando lentamente, a presença feminina em cargos de comando no Brasil exibe sinais concretos de crescimento. Levantamento da Bain & Company indica que as mulheres passaram de 3% para 6% dos postos de CEO entre 2019 e 2024, enquanto a participação em posições executivas atingiu 34% e, em conselhos, 10%. Nove executivas de setores variados detalham, a seguir, estratégias que adotam para acelerar esse movimento e preparar novas líderes.
Protagonismo com mérito e resultados no centro
Ana Carolina Gozzi, co-CEO da plataforma imobiliária Compre & Alugue Agora, defende que liderança feminina deve ocorrer pela via do mérito, sem concessões artificiais. Ao digitalizar a intermediação de imóveis, ela sustenta que habilidades típicas de uma boa comunicação – clareza, empatia e profissionalismo – agregam valor direto ao cliente e elevam a produtividade da equipe. “O cargo não basta; é preciso inovar com propósito e entregar resultados consistentes”, resume.
Na mesma linha, Fabiana Ramos, CEO da Pine, empresa de PR e tecnologia, afirma que assumir responsabilidade integral pelo negócio fortalece a imagem da líder. Escuta ativa, conversas objetivas e acompanhamento de métricas mensuráveis formam, segundo ela, a combinação que convence qualquer conselho de administração. “Compromisso com melhoria contínua vale mais do que quotas ou slogans”, ressalta.
Laís Macedo, fundadora do grupo de networking Future Is Now, acrescenta que a construção de relacionamentos estratégicos continua sendo alavanca indispensável de carreira. Para a empresária, a vulnerabilidade genuína cria conexões mais profundas e abre portas para oportunidades exclusivas, algo que programas formais de diversidade, sozinhos, não entregam.
Alavancas de crescimento: foco em eficiência, inovação e redes de apoio
Para Carolina Fernandes, CEO da Cubo Comunicação, a confiança do mercado é conquistada com excelência técnica e postura firme. Ela sustenta que presença consistente em reuniões decisivas, além de uma narrativa clara sobre metas e prazos, sinaliza segurança ao investidor. “Confiança não se concede; conquista-se diariamente”, afirma.
No setor de bens de consumo, Giuliana Bernardo, diretora nacional de vendas do Grupo HEINEKEN, considera fundamental manter autenticidade e posicionamento claro. A companhia fixou meta de 50% de mulheres em liderança até 2026. Para a executiva, porém, o número só terá valor se ancorado em capacitação, pipeline robusto e libertação do potencial individual. “Rede de apoio e mentores fazem diferença quando chegam os desafios críticos”, observa.


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Na área de dados, Talita Castro, CEO do PiniOn, entende que competitividade nasce de decisões baseadas em informação de qualidade. Mestre em Antropologia, ela transformou pesquisa de mercado em produto escalável e vê na liderança feminina oportunidade de ampliar a diversidade intelectual das empresas. “Acesso a dados precisos assegura inovação e, simultaneamente, legitima novas vozes no topo”, explica.
Nara Iachan, cofundadora da Loyalme, recorda que empreender no Brasil pede resiliência extra. O networking entre mulheres, afirma, acelera o aprendizado e facilita a troca de soluções para obstáculos comuns de quem inova. “Cada caso de sucesso inspira o próximo, formando um ciclo virtuoso”, diz.
No mercado financeiro, Fernanda Loureiro, CEO da Droom Investimentos, sustenta que inteligência emocional e ambiente colaborativo elevam a performance da equipe. Ela recomenda processos claros, metas objetivas e feedback constante para garantir produtividade em um setor ainda majoritariamente masculino.

Imagem: Internet
Por fim, Lisandra Branco, CEO da S8 Capital, aponta a resiliência como atributo-chave. Ela equilibra gestão corporativa com a criação de redes colaborativas, buscando crescimento sustentável sem abrir mão da disciplina financeira. “Escuta ativa e adaptação rápida são vitais para preservar competitividade”, conclui.
Nove lições para futuras líderes
1) Entregue resultados mensuráveis e consistentes.
2) Construa relações de confiança pelo mérito, não por cotas.
3) Invista em networking estratégico e genuíno.
4) Mantenha autenticidade, mesmo em ambientes adversos.
5) Busque mentores que apontem caminhos e fortaleçam competências.
6) Fundamente decisões em dados de qualidade.
7) Cultive resiliência para inovar e aprender com erros.
8) Exercite inteligência emocional para gerir equipes diversas.
9) Promova colaboração, pois o crescimento de uma reforça o de todas.
Com esses princípios, as executivas mostram que a expansão feminina no alto escalão depende menos de regulamentação e mais de eficiência comprovada, preparo técnico e redes sólidas de apoio. O resultado beneficia a competitividade das empresas e estimula a próxima geração de líderes a seguir pelo mesmo trajeto.
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Neste panorama, as nove lições reforçam que a combinação de mérito, networking e resultados tangíveis impulsiona a liderança feminina com base em princípios liberais e pragmáticos. Continue ligado no Geral de Notícias para mais conteúdos que valorizam iniciativa e responsabilidade individual.
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