Brasília, 20/05/2024 — A Força Aérea Brasileira (FAB) formalizou a aquisição de 11 helicópteros UH-60L Black Hawk provenientes do Exército dos Estados Unidos, em um contrato estimado em R$ 1,2 bilhão. O negócio foi publicado no Diário Oficial da União e classificado como inexigível de licitação, amparado pela exclusividade de fornecimento autorizada por Washington.
Contrato sem concorrência pública consolida cooperação bilateral
As aeronaves serão entregues pela norte-americana ACE Aeronautics, responsável também pela integração de novos sistemas de navegação e controle de voo. O acordo faz parte do programa BEST (Blackhawk Exchange Sales Team), iniciativa do Exército dos EUA voltada à venda de helicópteros revisados a nações aliadas. Além da compra das 11 unidades, o documento inclui a modernização de outros 13 Black Hawk já em operação na FAB, totalizando uma frota de 24 aparelhos de última geração.
A assinatura acontece num cenário diplomático sensível. Nos bastidores, o governo brasileiro busca convencer Washington a reduzir tarifas impostas sobre produtos nacionais, herança da guerra comercial desencadeada pela administração Trump. Segundo previsão preliminar, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve encontrar Donald Trump em 26 de outubro, na Malásia, para tratar do tema.
Mesmo diante do contexto fiscal apertado — agravado pela perda de arrecadação após a derrubada da medida provisória que elevaria tributos do setor financeiro — o Ministério da Defesa priorizou o investimento. O valor será executado pelo Parque de Material Aeronáutico de São Paulo, órgão ligado ao Comando da Aeronáutica.
Ampliação da capacidade operacional e impacto estratégico
O UH-60L Black Hawk é reconhecido pela robustez, autonomia e versatilidade. Na FAB, os helicópteros cumprem missões de busca e salvamento, transporte de tropas, apoio logístico e ações humanitárias em áreas remotas da Amazônia e do litoral. Com a modernização, a Aeronáutica eleva a confiabilidade dos sistemas aviônicos, melhora a navegação em condições de baixa visibilidade e estende a vida útil da frota.
A parceria com os Estados Unidos não se limita aos helicópteros. Em maio de 2024, o governo autorizou a compra de mísseis, veículos blindados, sistemas de guerra eletrônica e aeronaves de transporte por meio do Foreign Military Sales (FMS), em um pacote estimado em US$ 950 milhões, com entregas programadas até 2028. O fluxo constante de contratos reforça a interoperabilidade entre as Forças Armadas brasileiras e norte-americanas, além de assegurar transferência de tecnologia estratégica.


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Especialistas em defesa destacam que a escolha pelo Black Hawk padroniza a frota, reduz custos de manutenção e facilita o treinamento de pilotos e técnicos. O modelo também já possui cadeia logística consolidada no Brasil, fator que diminui o tempo de resposta em operações de emergência.
Contexto político e agenda de prioridades
A compra ocorre enquanto o Planalto revisa gastos para cumprir metas de resultado primário. Ao optar por um contrato sem licitação, o governo evita atrasos processuais e garante fornecedor único, atendendo a exigências de sigilo e segurança típicas do setor militar. O movimento sinaliza que, apesar das pressões por corte de despesas, a defesa nacional permanece no topo das prioridades.
Para observadores internacionais, a negociação funciona como gesto de boa-vontade do Brasil em direção aos Estados Unidos, antecipando eventuais concessões na pauta comercial. A FAB, por sua vez, obtém equipamentos de comprovada eficiência e fortalece a capacidade de resposta em situações de calamidade, resgate e vigilância de fronteiras.

Imagem: Internet
As entregas dos novos helicópteros terão cronograma escalonado, sujeito à disponibilidade do Exército dos EUA e aos processos de certificação da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). Após a incorporação, os Black Hawk devem ser distribuídos entre unidades de Belém (PA), Manaus (AM) e Santa Cruz (RJ), regiões estratégicas para patrulha marítima e amazônica.
Com a assinatura de hoje, a frota da FAB passa a reunir 24 Black Hawk padronizados, número que coloca o Brasil entre os principais operadores do modelo na América Latina. A modernização amplia a autonomia operacional em até 20% e reduz o consumo específico de combustível, segundo estimativas preliminares da Aeronáutica.
Apesar das críticas sobre o momento fiscal, a aquisição é vista por setores alinhados à defesa como investimento no fortalecimento da soberania e na proteção de infraestruturas críticas. A cooperação com Washington, já tradicional, garante acesso a tecnologias sensíveis e consolida a aproximação estratégica com o principal aliado hemisférico.
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Em síntese, a compra dos 11 Black Hawk confirma a prioridade dada pelo governo à modernização das Forças Armadas e aprofunda a relação bilateral com os Estados Unidos. Continue acompanhando nossas publicações e receba em primeira mão as atualizações sobre defesa, economia e política.
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