Brasília, 17 mai. 2024 – A Força Aérea Brasileira (FAB) confirmou a aquisição de 11 helicópteros UH-60 Black Hawk junto ao governo dos Estados Unidos. O negócio, avaliado em US$ 229 milhões (cerca de R$ 1,2 bilhão), foi oficializado por meio de aviso de inexigibilidade de licitação publicado no Diário Oficial da União. A operação ocorre às vésperas de um possível encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ex-presidente americano Donald Trump.
Compra direta pelo programa americano
O acordo será viabilizado pelo Blackhawk Exchange Sales Team, mecanismo que permite ao Exército dos EUA vender equipamentos usados a nações parceiras e aplicar os recursos em novas aquisições. Por ser classificado como parceiro estratégico, o Brasil obtém condições comerciais inferiores às praticadas no mercado internacional, sem necessidade de competição comercial.
Além das aeronaves, a FAB avançou na compra de 24 radares BRIFD G5000H, dispositivos que ampliam a capacidade de detecção de alvos e mapeamento em missões de combate, busca e resgate. Os sistemas elevam a eficiência operacional dos helicópteros mesmo sob condições meteorológicas adversas.
Contexto diplomático e histórico de aquisições
Militares e diplomatas ouvidos por veículos de imprensa avaliam que a transação sinaliza estabilidade nas relações de defesa entre Brasília e Washington. Vendas desse porte só são liberadas a governos considerados confiáveis pelo Departamento de Estado norte-americano. Após episódios recentes de tensão política, integrantes das Forças Armadas manifestaram receio de um possível veto, que não se concretizou.
O Brasil é um dos principais beneficiários do Foreign Military Sales (FMS), programa que oferece armamento avançado a preços reduzidos para parceiros históricos dos EUA. Em maio de 2024, o país assinou contrato de US$ 950 milhões para adquirir mísseis, veículos blindados, aeronaves de transporte, peças de reposição para caças F-5, além de sistemas navais, de comunicação e guerra eletrônica, com entregas previstas até 2028.
Características do UH-60 Black Hawk
Projetado pela Sikorsky no início da década de 1970, o UH-60 é um helicóptero bimotor de médio porte, conhecido pela robustez e versatilidade. Desde que entrou em serviço, em 1979, mais de 5 mil unidades foram produzidas. O modelo transporta até 11 combatentes equipados ou quatro macas em missões de evacuação médica, podendo ser configurado para apoio logístico, operações especiais e combate.


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Entre os diferenciais técnicos, destacam-se a estrutura em titânio e materiais compostos, quatro pás de rotor principais, velocidade de cruzeiro próxima a 280 km/h e alcance superior a 590 km sem reabastecimento. O nome Black Hawk presta homenagem ao líder nativo americano homônimo, lembrado pela resistência em defesa de seu povo.
Impacto para a defesa brasileira
Com a chegada dos novos helicópteros, a FAB amplia a frota empregada em missões de busca e salvamento, transporte tático e apoio humanitário. A compra também padroniza operações, já que a Força dispõe de unidades Black Hawk em atividade desde 1997.
Os 11 aparelhos serão incorporados ao 7.º/8.º GAV – Esquadrão Hárpia, sediado em Manaus (AM), e ao 5.º/8.º GAV – Esquadrão Pantera, baseado em Santa Maria (RS). A expectativa é de que as primeiras entregas ocorram até o fim de 2025, após inspeções e adaptações específicas à doutrina brasileira.

Imagem: Internet
Financiamento e transparência
O valor de US$ 229 milhões inclui pacotes de peças de reposição, treinamento de pilotos e técnicos, suporte logístico inicial e modernização parcial dos sistemas de missão. O pagamento será feito em parcelas ao longo de 36 meses, com respaldo do orçamento do Ministério da Defesa aprovado no Congresso Nacional.
O Tribunal de Contas da União acompanhará a execução financeira, conforme determina a legislação para compras governamentais superiores a R$ 150 milhões. A inexigibilidade de licitação é justificada pela exclusividade de fornecimento e pelo enquadramento em acordos internacionais de defesa.
Próximos passos
A partir da assinatura do contrato de vendas, técnicos brasileiros e norte-americanos iniciarão inspeções pré-entrega, adequação de cockpit para compatibilidade com equipamentos nacionais e treinamento de tripulações. Também está prevista a instalação dos radares BRIFD G5000H antes da chegada dos helicópteros ao país.
Com mais essa aquisição, a FAB reforça a capacidade de resposta rápida em operações de defesa, patrulha de fronteiras e assistência a desastres naturais, consolidando a parceria estratégica com os Estados Unidos.
Para entender como essa decisão se insere no cenário político atual, veja outras matérias da seção de política do nosso portal.
Em síntese, a compra dos Black Hawk representa ganho operacional imediato para a FAB, fortalece o alinhamento militar com Washington e garante condições financeiras vantajosas ao contribuinte brasileiro. Acompanhe nossos canais e receba análises sobre os próximos movimentos da Defesa nacional.
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