O Ministério da Fazenda solicitou um reforço de R$ 120 milhões ao orçamento de 2024 destinado à comunicação institucional. O objetivo, segundo a pasta, é ampliar a divulgação de projetos considerados estratégicos para o Palácio do Planalto, como a reforma tributária e o Plano de Transformação Ecológica. Hoje, o ministério dispõe de aproximadamente R$ 13 milhões para ações de imprensa e publicidade, valor que subiria quase dez vezes caso o pedido seja aprovado.
Reforço de verba segue para análise da Junta Orçamentária
O pleito inicial foi encaminhado em agosto e reiterado no fim de outubro ao Ministério do Planejamento e Orçamento. Agora, a demanda aguarda avaliação da Junta de Execução Orçamentária (JEO), responsável por redistribuir recursos dentro do governo federal.
Se liberados, os R$ 120 milhões bancariam três frentes: comunicação institucional, publicidade de utilidade pública e produção de conteúdo digital. A ampliação coincide com a estratégia de fortalecer a presença do governo Lula nas redes sociais antes do ciclo eleitoral de 2026. Nos cálculos da Fazenda, campanhas pagas poderão aumentar em 25% o engajamento nos canais digitais e elevar em 20% a percepção positiva do ministério na mídia nacional e regional.
Em setembro, a pasta lançou edital de R$ 30 milhões para contratar agências de comunicação. O documento exige planos capazes de impulsionar visualizações, curtidas e compartilhamentos, além de monitorar métricas de imagem. Não há, porém, detalhamento de como o novo aporte de R$ 120 milhões seria repartido entre publicidade tradicional e ações digitais.
Governo amplia orçamento geral de comunicação
O pedido da Fazenda segue tendência já consolidada pelo governo. Para 2025, a Secretaria de Comunicação Social (Secom) ganhou acréscimo de R$ 116 milhões, totalizando cerca de R$ 876 milhões — maior montante desde 2017. Sob comando de Sidônio Palmeira, a Secom intensificou a contratação de influenciadores, produção de vídeos curtos e conteúdo para plataformas como Instagram, TikTok e YouTube.
Além da reforma tributária, as novas verbas pretendem divulgar o Plano de Transformação Ecológica, apresentado durante a COP28 como instrumento para atrair capital estrangeiro e cumprir metas climáticas. A pasta também planeja campanhas sobre a diferenciação entre mercado legal e ilegal de jogos, com foco na “aposta de quota fixa”.


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Nos bastidores, integrantes do governo avaliam levar o ministro Fernando Haddad a diversos estados para promover medidas populares, entre elas a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5.000. A Secom já empenhou cerca de R$ 40 milhões em peças sobre o novo limite de isenção, classificado pelo Planalto como um dos principais feitos econômicos da gestão.
Contexto fiscal e críticas ao gasto publicitário
O apelo por mais recursos de mídia ocorre enquanto o Banco Central aponta R$ 10,69 bilhões esquecidos em instituições financeiras, sendo R$ 8,08 bilhões pertencentes a pessoas físicas e R$ 2,61 bilhões a empresas. Segundo o BC, 48 milhões de cidadãos e 4,6 milhões de pessoas jurídicas têm direito à restituição. O contraste entre valores parados no sistema bancário e o reforço publicitário no governo chama atenção de parlamentares da oposição.
Adversários do ministro Haddad, apelidado de “Taxad” por propostas de aumento de arrecadação, afirmam que o crescimento do gasto com propaganda visa mitigar resistências à agenda econômica. Já a Fazenda sustenta que todas as ações obedecem às normas do Tribunal Superior Eleitoral e buscam apenas informar a população sobre políticas públicas.

Imagem: Internet
Próximos passos
A Junta de Execução Orçamentária deve se manifestar nas próximas semanas. Caso o reforço seja aprovado, a pasta poderá iniciar licitações específicas ainda no primeiro semestre. Os editais deverão detalhar formatos de mídia, parâmetros de mensuração de resultados e metas de cobertura regional.
A ampliação também poderá influenciar outros ministérios, que há anos destinam parte do orçamento a conteúdo digital produzido internamente. Relatórios recentes mostram aumento de vídeos institucionais em formato “reels” e transmissões ao vivo para divulgação de programas governamentais.
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Em resumo, a Fazenda aguarda sinal verde para multiplicar por quase dez o dinheiro direcionado à própria divulgação, alinhando-se à política de comunicação reforçada do governo Lula. Continue conosco e fique informado sobre decisões que impactam o bolso do contribuinte.
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