Na terça-feira, 2 de setembro de 2025, a recém-criada União Progressista — federação formada por União Brasil e PP — oficializou a saída da base governista e impôs novo obstáculo ao Palácio do Planalto. O anúncio foi feito pelos presidentes Antônio Rueda (União Brasil) e Ciro Nogueira (PP) após reunião conjunta das executivas.
Decisão atinge três ministérios e redefine correlação de forças
Desde o início do terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, União Brasil e PP ocupavam três pastas estratégicas. Com o desligamento, os titulares desses ministérios foram colocados diante de um ultimato: quem optar por permanecer na Esplanada deverá desfiliar-se imediatamente. Até o momento, não houve manifestação pública dos ministros envolvidos.
A União Progressista nasce com peso expressivo no cenário político. Segundo dados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral, a federação lidera em número de deputados federais, senadores, prefeitos, vereadores e deputados estaduais. No Congresso Nacional, o bloco passa a atuar de forma unificada, comprometendo a articulação governista em votações de pauta econômica, reformas e projetos de interesse direto do Executivo.
Impacto na governabilidade e na agenda do Executivo
O rompimento ocorre a menos de um ano do pleito presidencial de 2026, período em que o governo busca consolidar alianças para aprovar medidas de ajuste fiscal, marco regulatório do setor energético e mudanças no sistema tributário. Com a perda de parte relevante de sua base, Lula vê reduzido o quórum mínimo necessário para aprovar propostas de emenda à Constituição, que exigem 308 votos na Câmara e 49 no Senado.
Nos bastidores, parlamentares apontam três consequências imediatas:
- Reconfiguração das comissões permanentes — a federação deve reivindicar presidências e relatorias estratégicas.
- Dificuldade para aprovar projetos em regime de urgência, especialmente aqueles que envolvem renúncia fiscal ou novos gastos.
- Maior espaço para oposição consolidar blocos temáticos, como o que defende o teto de gastos e a responsabilidade fiscal.
Analistas avaliam que a movimentação aumenta o poder de barganha de partidos de centro e centro-direita, que agora podem condicionar apoio a mudanças no texto dos projetos encaminhados pelo Executivo.


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Motivos alegados pela federação
Em nota conjunta, Rueda e Nogueira justificaram a decisão pela “incompatibilidade de agendas” e pela “necessidade de autonomia programática” às vésperas das eleições municipais de 2026. O documento reafirma compromisso com pautas de equilíbrio fiscal, redução do tamanho do Estado e segurança jurídica para investidores.
Nogueira, que integrou a Casa Civil no governo anterior, declarou que a federação “manterá diálogo institucional”, mas condicionará apoio a proposições alinhadas ao programa econômico elaborado pelas legendas.
Caminho aberto para novas alianças
Sem os 3 ministérios até então ocupados pela União Progressista, o Planalto terá de negociar indicações com outras siglas. Nos corredores da Câmara, especula-se que PSD, MDB e PSB podem ser contemplados, mas os dirigentes desses partidos evitam confirmar as tratativas.

Imagem: Renato Araújo
Enquanto isso, a União Progressista articula chapas competitivas em capitais estratégicas e sinaliza que pretende lançar candidato próprio à Presidência. Dirigentes afirmam que o nome deve ser definido até março de 2026, após consulta às bases estaduais.
Próximos passos no Congresso
O primeiro teste da nova configuração ocorrerá na votação do projeto de lei que trata da reoneração da folha de pagamentos. Caso não haja acordo, o governo corre o risco de ser derrotado em plenário, o que ampliaria a percepção de fragilidade política.
Líderes da oposição veem na decisão da federação oportunidade para avançar com propostas de controle de despesas obrigatórias e revisão de subsídios. Já integrantes da base pregam cautela e defendem retomar as negociações com Rueda e Nogueira.
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Em resumo, a saída da União Progressista enfraquece a base do governo e coloca em xeque projetos considerados prioritários pelo Executivo. Acompanhe nossas atualizações e mantenha-se informado sobre cada passo dessa disputa que redefine o equilíbrio de forças em Brasília.
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