O 82º Festival Internacional de Cinema de Veneza, agendado para acontecer entre 27 de agosto e 6 de setembro, divulgou a lista oficial de filmes em competição e os nomes que formarão o júri do Leão de Ouro. A atriz brasileira Fernanda Torres integra o grupo responsável por avaliar os 21 longas-metragens selecionados, sob a presidência do cineasta norte-americano Alexander Payne.
Além de Payne, o júri conta com o diretor francês Stéphane Brizé, o cineasta iraniano Mohammad Rasoulof, a atriz chinesa Zhao Tao e a própria Fernanda Torres. A escolha foi anunciada em coletiva conduzida pelo diretor artístico da mostra, Alberto Barbera, que destacou a diversidade geográfica e estilística da composição.
O festival, considerado o mais antigo do circuito europeu e tradicional termômetro para a temporada do Oscar, será inaugurado com a première mundial de “La Grazia”, novo trabalho do italiano Paolo Sorrentino. O longa, protagonizado por Toni Servillo, tem 131 minutos de duração e representa a Itália na disputa principal.
A seleção competitiva também inclui “Frankenstein”, de Guillermo del Toro, produção da Netflix baseada no romance de Mary Shelley. O elenco reúne Oscar Isaac, Jacob Elordi, Christoph Waltz e Mia Goth. Barbera indicou que a exibição deve atrair atenção especial no tapete vermelho.
Entre os títulos franceses, três produções concorrem ao prêmio máximo. “L’Étranger”, de François Ozon, adapta o clássico de Albert Camus em preto e branco com Benjamin Voisin no papel principal. “À pied d’œuvre”, de Valérie Donzelli, narra a guinada de um fotógrafo consagrado que abandona a carreira para escrever, com Bastien Bouillon e Virginie Ledoyen. Completa o trio “O Mago do Kremlin”, de Olivier Assayas, inspirado no romance de Giuliano da Empoli e estrelado por Jude Law.


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Produções de diferentes continentes compõem o restante da lista. Estão confirmados “Jay Kelly”, de Noah Baumbach, com George Clooney, Adam Sandler e Laura Dern; “The Voice of Hind Rajab”, de Kaouther Ben Hania, que retrata a morte de uma menina palestina em Gaza; “House of Dynamite”, de Kathryn Bigelow, com Idris Elba e Rebecca Ferguson; e “The Sun Rises on Us All”, do chinês Cai Shangjun. A relação traz ainda “Silent Friend”, de Ildikó Enyedi; “The Testament of Ann Lee”, de Mona Fastvold; “Father Mother Sister Brother”, de Jim Jarmusch; “Bugonia”, de Yorgos Lanthimos, com Emma Stone; “Duse”, de Pietro Marcello; “Un Film Fatto per Bene”, de Franco Maresco; “Orphan”, de László Nemes; “No Other Choice”, de Park Chan-wook; “Sotto le Nuvole”, de Gianfranco Rosi; “The Smashing Machine”, de Benny Safdie; e “Girl”, de Shu Qi.
Fora da competição, o evento receberá nomes de grande apelo popular. Julia Roberts fará sua primeira passagem pelo Lido com “After the Hunt”, dirigido por Luca Guadagnino, em que interpreta uma professora universitária envolvida em controvérsia sexual. Gus Van Sant retorna ao festival com “Dead Man’s Wire”, estrelado por Al Pacino, enquanto o francês Cédric Gimenez apresenta a ficção científica distópica “Chien 51”, com Gilles Lelouche, Romain Duris e Adèle Exarchopoulos.
Barbera relatou comoção particular ao confirmar “The Voice of Hind Rajab” na mostra principal, ressaltando a relevância do tema tratado pelo diretor tunisiano Kaouther Ben Hania. Segundo o curador, o filme exemplifica o caráter humanista que o festival busca valorizar em sua programação.
Desde sua criação em 1932, Veneza consolidou-se como vitrine para estreias de filmes que posteriormente alcançam reconhecimento global. A edição deste ano mantém a tradição ao reunir produções de 23 países e atores de amplo alcance midiático, como Dwayne Johnson, Emily Blunt, Cate Blanchett, Tony Leung Chiu Wai e Valeria Bruni Tedeschi, presentes em diferentes títulos da lista oficial.
Com a definição do júri e da grade de exibições, o evento segue em contagem regressiva até o final de agosto, quando começará a disputa pelo Leão de Ouro que sucederá “Pobre Menina” (2023) na galeria de vencedores do festival.


