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Fila do INSS bate recorde e expõe promessa não cumprida de Lula

Política

Quem precisa de aposentadoria ou pensão enfrenta a maior fila da história do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Em agosto de 2025, 2,3 milhões de solicitações aguardavam análise, revela o Ministério da Previdência Social. O número mais que dobrou desde a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), quando havia cerca de 1,23 milhão de processos pendentes. Na ocasião, o petista prometeu “acabar, mais uma vez, com a vergonhosa fila do INSS”. Quase três anos depois, a realidade é oposta.

Quantidade de pedidos atinge recorde histórico

Dados oficiais mostram que o pico ocorreu em março de 2025, com 2,7 milhões de requerimentos não avaliados. O volume ultrapassou o anterior recorde de 2 milhões, registrado em janeiro de 2020, na gestão de Jair Bolsonaro (PL). Mesmo após ligeiro recuo, o patamar segue elevado: em agosto de 2025, a marca ficou em 2,3 milhões, o que representa um aumento de 114% em relação a janeiro de 2023.

O avanço mais expressivo se deu entre agosto de 2024 e agosto de 2025. Nesse intervalo de 12 meses, a quantidade de processos saltou de 1,12 milhão para 2,63 milhões, alta de 135%. O ritmo de entrada de novos pedidos superou a capacidade de análise do instituto, ampliando o passivo.

Em números absolutos, o cenário atual pressiona tanto segurados quanto as contas públicas. Cada pedido represado implica atrasos no pagamento de benefícios retroativos, criando obrigações financeiras acumuladas para o governo federal.

Greve e gestão prolongam tempo de espera

A fila já era grande, mas piorou a partir de julho de 2024, quando servidores do INSS iniciaram uma greve de 114 dias. A paralisação, que se estendeu até 6 de novembro, interrompeu atendimentos presenciais e análise de processos. O governo firmou acordo para encerrar o movimento, porém a normalização prometida não se concretizou.

O tempo médio para concessão de benefícios ilustra o problema. Antes da greve, o prazo havia caído de 69 para 34 dias. Após o retorno ao trabalho, a média voltou a subir: 64 dias em março de 2025 e 49 dias em agosto do mesmo ano. Embora inferior ao pico, o indicador mostra que o serviço permanece longe de atingir o limite legal de 45 dias previsto em lei.

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Além da paralisação, especialistas apontam falhas de gestão, escassez de servidores e modernização lenta dos sistemas como fatores que contribuem para o represamento. Em discurso de posse, Lula classificou a fila como “injustiça restabelecida” e prometeu resolvê-la, mas medidas eficazes ainda não foram implementadas em escala suficiente.

Efeito nos segurados e impacto político

Para o segurado, a demora prolonga o período sem renda, forçando muitas famílias a depender de empréstimos ou ajuda informal enquanto o benefício não é liberado. Já do ponto de vista político, a fila crescente contrasta com o compromisso público assumido pelo governo, alimentando críticas sobre a eficiência da administração federal.

O Ministério da Previdência afirma que novas ações de digitalização, mutirões e contratações estão em estudo, porém não divulgou cronograma para zerar a fila. Sem prazo definido, a expectativa de alívio permanece incerta.

Para acompanhar outras medidas que tramitam em Brasília, consulte também as notícias de política em nosso portal.

Em síntese, o governo Lula não conseguiu entregar a redução prometida da fila do INSS, que hoje supera a marca de 2 milhões de pedidos e mantém tempo de espera elevado. Fique informado e compartilhe este conteúdo com quem precisa acompanhar os desdobramentos na Previdência Social.

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