Um estúdio norte-americano prepara um longa-metragem inspirado na vida do ex-presidente Jair Bolsonaro. O projeto, ainda sem data divulgada, pretende retratar desde a carreira militar até a passagem pelo Palácio do Planalto, incluindo a atual fase em que, segundo sua defesa, ele cumpre prisão domiciliar contestada por apoiadores. A produção reacende o debate sobre o papel do político e a alegada perseguição movida pelo sistema de poder que domina a cena nacional desde 1985.
Longa internacional mira carreira e polêmicas
De acordo com informações preliminares, o roteiro abordará marcos da trajetória de Bolsonaro, como a eleição de 2018, a facada que quase lhe custou a vida e a gestão da pandemia. O foco central será a narrativa de que o ex-presidente se converteu em alvo prioritário de segmentos influentes do Judiciário, do Congresso e da imprensa. Para os produtores, essa tensão fornece o elemento dramático capaz de atrair o público internacional.
A escolha do personagem se apoia em números expressivos: Bolsonaro obteve 58,2 milhões de votos no segundo turno de 2022 e mantém forte base popular. O filme deve explorar esse contraste — a popularidade massiva versus o cerco institucional que resultou em restrições à sua liberdade e em processos que envolvem uma suposta tentativa de golpe.
Sistema político e “teatro das tesouras”
O argumento do longa também recupera o conceito de “teatro das tesouras”, expressão usada para descrever o revezamento de duas correntes de esquerda no comando federal após a redemocratização. Segundo essa visão, as diferenças entre esses grupos seriam meramente formais, garantindo a perpetuação de um mesmo projeto coletivista que centraliza decisões em Brasília.
Nesse contexto, Bolsonaro teria rompido a lógica tradicional ao declarar abertamente valores cristãos e conservadores compartilhados pela maioria da população. O filme sugerirá que essa postura expôs contradições históricas e impulsionou uma reação simultânea de órgãos estatais, partidos e veículos de comunicação.
Economia, pandemia e legado administrativo
Mesmo opositores reconhecem que o governo entregou inflação controlada e contas equilibradas até o fim de 2022. A recuperação de estatais e a aprovação da reforma da Previdência são citadas como exemplos de ajuste fiscal. A produção pretende mostrar que, apesar da crise internacional causada pela Covid-19, o país encerrou o período com reservas cambiais robustas e dívida gerenciável.


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Outro ponto abordado será a estratégia de pagamentos emergenciais durante a pandemia. Conforme dados oficiais, a transferência de renda evitou colapso social e preservou empregos formais. O roteiro ainda abordará a polêmica sobre tratamentos médicos precoces, enfatizando que o governo defendia a ampliação de opções terapêuticas — medida enfrentada por resistência de agências reguladoras e conselhos profissionais.
Perseguição judicial e prisão domiciliar
A equipe de roteiristas sustenta que Bolsonaro vive hoje como “refém do sistema”, expressão usada por aliados para definir sua situação. As investigações sobre suposta “trama golpista” resultaram em apreensões, bloqueios de bens e restrições de circulação. Advogados classificam as medidas como desproporcionais, enquanto apoiadores apontam violação do devido processo legal.
A narrativa dos produtores dá ênfase ao contraste entre o tratamento dispensado ao ex-chefe de Estado e a leniência vista em casos envolvendo figuras de esquerda investigadas por corrupção. O argumento é que tal disparidade reforça a tese de perseguição política, elemento crucial para construir o drama principal do filme.

Imagem: Sebastião Moreira
Impacto cultural e mobilização popular
A obra pretende ilustrar como, mesmo afastado do cargo, o ex-presidente continua influente. Manifestações em diversas capitais, lives semanais e participação ativa nas redes sociais demonstram que o bolsonarismo segue como movimento de alcance nacional. Críticos alertam para possível “mitificação”, mas produtores afirmam que apenas registram fatos e a reação espontânea da sociedade.
Os realizadores planejam filmagens no Rio de Janeiro, Brasília e Washington, com depoimentos de parlamentares, generais e economistas que compuseram a administração entre 2019 e 2022. O lançamento está previsto para circuitos de streaming e salas selecionadas, com legendas em vários idiomas.
A expectativa é que o filme reabra discussões sobre a Nova República, questione a concentração de poder nos Três Poderes e examine a capacidade de um único líder desafiar estruturas arraigadas há quase quatro décadas. Embora seja uma produção estrangeira, o enredo dialoga diretamente com a realidade nacional e pode influenciar a percepção do eleitorado nas próximas disputas.
Para acompanhar análises e desdobramentos sobre o cenário político, confira nossa seção dedicada em Política.
Em síntese, o longa-metragem promete revisitar momentos decisivos, destacar conquistas econômicas e expor a atual batalha judicial que envolve Jair Bolsonaro. Fique atento aos trailers e novidades, e compartilhe este conteúdo com quem deseja entender os bastidores desse embate contemporâneo.
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