Brasília, 7 de novembro de 2025 – O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que o julgamento que manteve a condenação de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), é “uma farsa conhecida antes de começar” e classificou a condução do ministro Alexandre de Moraes como “vingança pessoal”.
Parlamentar vê intenção deliberada contra o ex-chefe do Executivo
Em entrevista à CNN Brasil, Flávio declarou que Moraes age de forma “insana” e sem justificativa jurídica. Segundo o senador, o magistrado trataria Bolsonaro de maneira diferente de outros ex-presidentes, citando que “se fosse Michel Temer, ele jamais faria o que está fazendo”. Moraes foi indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF) por Temer em 2017.
Flávio ressaltou que o pai necessita de cuidados médicos constantes após as complicações de saúde iniciadas ainda em 2018. “Quando todos sabem disso, inclusive o ditador, só posso concluir que ele quer que Bolsonaro morra”, afirmou. Nas redes sociais, o senador publicou a fotografia do ex-presidente acompanhada da frase: “Condenar o maior líder da direita na mão grande, num processo ilegal em que as provas atestam a sua inocência, é o sepultamento da democracia”.
Primeira Turma mantém sentença de 27 anos e três meses
Mais cedo, a Primeira Turma do STF rejeitou, por unanimidade, os embargos de declaração apresentados pela defesa de Jair Bolsonaro. O relator Alexandre de Moraes considerou todas as alegações improcedentes e manteve a pena de 27 anos e três meses de prisão em regime inicial fechado, além de 124 dias-multa, cada um equivalente a dois salários mínimos da época dos fatos.
Os ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia acompanharam o voto de Moraes. O ministro Luiz Fux, único que havia se posicionado pela absolvição no julgamento principal, não participou desta etapa após ser transferido para a Segunda Turma.
A defesa ainda pode recorrer com embargos infringentes, porém advogados avaliam que as chances de reversão são reduzidas. O julgamento dos embargos de declaração é considerado uma das últimas fases antes da execução da pena.


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Estratégia jurídica pode mirar prisão domiciliar
Diante da derrota, o time de defesa discute a possibilidade de solicitar prisão domiciliar, medida semelhante à concedida ao ex-senador Fernando Collor. A justificativa estaria pautada no estado de saúde do ex-presidente, que se submete a tratamentos periódicos desde o atentado de 2018. O pedido deverá ser protocolado nos próximos dias, caso a estratégia seja confirmada.
Repercussão política entre aliados e opositores
Lideranças do PL e de partidos de oposição ao governo atual reiteraram apoio a Bolsonaro e divulgaram notas questionando a imparcialidade do STF. Já parlamentares da base governista defenderam a decisão, afirmando que o tribunal apenas aplicou a lei. Apesar do clima tenso, não foram registrados incidentes graves em frente ao Supremo ou ao Congresso.

Imagem: Edils Rodrigues
O que acontece agora
Com a rejeição do recurso, os autos retornam ao gabinete do relator para a certificação do trânsito em julgado. Caso eventuais novos recursos não sejam admitidos, o ex-presidente poderá ser preso para o início do cumprimento da pena, salvo concessão de medida alternativa.
Bolsonaro permanece nos Estados Unidos desde que deixou o cargo, mas advogados indicam que ele pretende acompanhar o desenrolar do processo no Brasil. Ainda não há data oficial para eventual retorno ao país.
Para quem acompanha o cenário nacional, vale conferir outras atualizações em nossa seção de Política, onde os desdobramentos deste e de outros casos são noticiados em tempo real.
Resumo: Flávio Bolsonaro sustenta que Alexandre de Moraes conduz uma retaliação pessoal contra seu pai e classifica o julgamento como “farsa”. A Primeira Turma do STF, no entanto, rejeitou por unanimidade o recurso do ex-presidente, mantendo a condenação a 27 anos de prisão por tentativa de golpe. A defesa analisa pedir prisão domiciliar, enquanto aliados criticam a decisão e opositores aplaudem o resultado. Continue acompanhando nossos conteúdos e mantenha-se informado sobre os próximos passos deste processo.
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