RIO DE JANEIRO — O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta sexta-feira (15) que a eleição presidencial de 2026 corre o risco de não ser reconhecida pelos Estados Unidos caso o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) seja impedido de concorrer. A declaração foi feita durante evento ao lado do governador Cláudio Castro (PL-RJ), horas depois de o ministro Cristiano Zanin, presidente da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), agendar para 2 de setembro o julgamento de Jair Bolsonaro no inquérito que investiga suposta tentativa de golpe de Estado pós-2022.
“Destino previsível e trágico”, diz senador
Segundo Flávio, a ausência do pai na disputa presidencial comprometeria a legitimidade do pleito no cenário internacional. “Se as eleições de 2026 ocorrerem sem o presidente Bolsonaro, nós temos, sim, um previsível e trágico destino de a eleição aqui não ser sequer reconhecida pelos Estados Unidos”, declarou.
O senador sustentou que a Justiça brasileira vem tratando o ex-chefe do Executivo com rigor desproporcional. Para ele, o ministro Alexandre de Moraes, relator do processo, “tortura a legislação” e “inventa crimes” na busca por condenações. Flávio relatou que outros ministros reconhecem, em conversas reservadas, que Moraes “foi longe demais”.
Além de questionar o inquérito sobre o alegado golpe, Flávio defendeu um projeto de lei de anistia ampla, geral e irrestrita como “única saída honrosa” para pacificar o país. Ele avaliou que, sem essa medida, o Brasil continuará focado em temas jurídicos enquanto problemas concretos — inflação dos alimentos, insegurança pública e falta de empregos de qualidade — seguem sem solução.
Ataques ao STF e críticas ao governo Lula
No mesmo discurso, o parlamentar chamou Moraes de “ditador” e acusou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de utilizar Bolsonaro como “bode expiatório” para ocultar falhas, em especial na política externa. “O problema do Brasil não é Bolsonaro. O problema do Brasil é comida cara, é a dificuldade de geração de bons empregos, é a insegurança pública generalizada, a proliferação do crime organizado”, afirmou.
Flávio comparou o tratamento dado ao ex-presidente ao concedido a “traficantes perigosos”, alegando que o Estado de Direito fica comprometido quando penas mais duras recaem sobre um líder político do que sobre criminosos de alta periculosidade. Ele também repudiou a inclusão do pastor Silas Malafaia num inquérito conduzido por Moraes, classificando a decisão como “vingança” e dizendo que ocorreu sem manifestação prévia do Ministério Público.


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Questionado sobre a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro, o senador respondeu que o pai lida com a medida “com serenidade”, embora a considere uma humilhação injusta. “Ele não pode ser acusado de ter desviado um centavo sequer e concluiu o mandato dando o exemplo”, disse. Flávio acrescentou que confia no retorno “muito em breve” do ex-presidente às ruas e reiterou a expectativa de vê-lo na disputa de 2026.
Apoio de Cláudio Castro e repercussão política
O governador Cláudio Castro reforçou o discurso do senador. Segundo ele, Jair Bolsonaro não tem “um ato de corrupção em seu nome” e cumpriu todas as determinações judiciais durante a liberdade provisória. Castro classificou como surpresa a ordem de prisão domiciliar expedida após um vídeo gravado pelo filho do ex-presidente.
Para o governador, o país precisa de “realinhamento institucional”, objetivo que, em sua visão, será alcançado quando Jair Bolsonaro voltar a circular livremente. “Não vamos desistir enquanto ele não estiver andando pelas ruas novamente”, declarou.

A fala de Flávio encontrou eco entre aliados do Partido Liberal, que veem na eventual inelegibilidade do ex-chefe do Executivo um risco de deslegitimar o próximo pleito. Adversários, porém, consideram que o senador tenta pressionar o STF e criar ambiente de instabilidade política.
Próximos passos do julgamento
O julgamento marcado para 2 de setembro deve analisar se Jair Bolsonaro cometeu crime ao supostamente incentivar manobras para impedir a posse de Lula em 2022. O processo tramita na Primeira Turma do STF, presidida por Cristiano Zanin, que assumiu a cadeira em agosto de 2023. A defesa do ex-presidente alega inexistência de provas e sustenta que o processo se baseia em “narrativas políticas”.
Caso seja condenado, Bolsonaro pode ficar inelegível até 2030, cenário que mobiliza apoiadores dispostos a manter seu nome na corrida presidencial. Já a oposição aposta na decisão do STF para consolidar a retirada do ex-mandatário da disputa.
Enquanto o julgamento não ocorre, o debate sobre a legitimidade das próximas eleições ganha força. Flávio Bolsonaro, por sua vez, insiste que a participação do pai é fundamental para garantir respaldo internacional e evitar questionamentos sobre o resultado.
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Em resumo, o senador Flávio Bolsonaro sustenta que sem Jair Bolsonaro na disputa de 2026 a credibilidade do pleito estará em risco, sobretudo perante os Estados Unidos. O posicionamento reflete estratégia de pressionar o STF e reforçar a narrativa de perseguição judicial. Continue acompanhando nossas publicações e receba as próximas atualizações diretamente no seu feed.


