Brasília, 12 abr. 2024 – Horas depois de o Supremo Tribunal Federal impor ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) uma pena de 27 anos e 3 meses de prisão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) classificou o julgamento como “farsa” e assegurou que a disputa política não terminou. Para o primogênito do ex-chefe do Executivo, a decisão da Primeira Turma sinaliza perseguição e reforça a mobilização da direita de olho em 2026.
Reação imediata do senador
Em entrevista coletiva concedida em Brasília, Flávio declarou que o pai permanece “firme, forte, de cabeça erguida” diante da condenação. O parlamentar afirmou que a história reconhecerá, a seu ver, quem efetivamente defendeu a democracia e a soberania nacional. Segundo ele, Jair Bolsonaro jamais descumpriu decisões do Judiciário nem atentou contra instituições, ainda que suas falas tenham desagrado adversários.
O senador criticou o que chamou de “união de pessoas covardes” contra o ex-presidente e prometeu cobrar do relator da ação, ministro Alexandre de Moraes, a devolução de “tudo o que tomou de Bolsonaro e da direita”. Ele ressaltou que o “jogo não acabou” e argumentou que o ex-mandatário segue “mais vivo do que nunca” no cenário político, apto a disputar o Palácio do Planalto na próxima eleição presidencial.
Antes da entrevista, Flávio já havia se manifestado na rede social X, apontando a Primeira Turma como “turma da farsa” e elogiando o voto do ministro Luiz Fux, único a absolver Jair Bolsonaro de todas as acusações. Para o senador, a posição de Fux expôs fragilidades do processo.
Detalhes da sentença definida pelo STF
A Primeira Turma condenou o ex-presidente a 27 anos e 3 meses de prisão em regime fechado, além de 124 dias-multa calculados em dois salários mínimos por dia. O relator Alexandre de Moraes enquadrou Bolsonaro em cinco delitos: organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e ameaça grave, e deterioração de patrimônio tombado.
O voto de Moraes teve o respaldo dos ministros Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin. Luiz Fux, que apresentou voto contrário à condenação, optou por não participar da fixação da pena. O relator aplicou agravante pela suposta liderança de organização criminosa e reduziu parcialmente a pena em razão da idade avançada do réu.


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Apesar do resultado, a execução da sentença não é imediata. A defesa ainda pode apresentar embargos declaratórios e recursos extraordinários, adiando eventual cumprimento de pena. Até o trânsito em julgado, Bolsonaro permanece em liberdade.
Próximos passos e impacto político
Flávio Bolsonaro sinalizou que o grupo político de seu pai irá recorrer “até a última instância” e, paralelamente, manterá articulações com lideranças conservadoras. Segundo o senador, a estratégia envolve reforçar a narrativa de perseguição e ampliar alianças regionais para as eleições municipais de 2024, consideradas termômetro para 2026.

Imagem: Internet
Nos bastidores, aliados apontam que a condenação poderá unir diferentes correntes da direita, que vinham fragmentadas desde o ano passado. Parlamentares próximos ao ex-presidente avaliam que a decisão do STF pode mobilizar a base eleitoral, vista como numerosa e fiel, motivando manifestações e pressionando o Congresso a debater limites às decisões da Corte.
Especialistas ouvidos por assessores senadores destacam que, mesmo condenado, Bolsonaro mantém capital político relevante. A legislação impede candidatura de quem sofre condenação colegiada por crimes dolosos (Lei da Ficha Limpa), porém, eventuais recursos ainda poderiam suspender os efeitos da sentença. O cenário jurídico, portanto, permanece aberto, assunto que deve dominar o debate nacional nos próximos meses.
Para quem acompanha a cena política, é inegável que a reação de Flávio Bolsonaro dá o tom da oposição ao governo federal e impõe novo capítulo à disputa entre Executivo, Legislativo e Judiciário. A defesa sinaliza pressão por revisão da condenação, enquanto opositores comemoram o veredito como marco contra supostos ataques às instituições.
Se você quer acompanhar outras movimentações do Senado e da Câmara após essa condenação, confira a seção dedicada a Brasília em nosso caderno de Política, que traz atualizações diárias.
Em síntese, a decisão do STF levou o embate político-jurídico ao ponto máximo, mas, como ressaltou Flávio Bolsonaro, “o jogo está só começando”. Resta ver como a defesa moldará os recursos e de que forma o quadro eleitoral reagirá a um ex-presidente condenado que, ainda assim, segue no centro do debate. Continue acompanhando nossas atualizações e compartilhe este conteúdo para manter o tema em discussão.
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