Paris, 9 de outubro de 2025. A França voltou a testemunhar a queda do chefe de governo. Em apenas três anos, Sébastien Lecornu tornou-se o quinto primeiro-ministro a deixar o cargo, agravando o cenário de instabilidade que se repete no Palácio de Matignon. A sucessão imediata permanece indefinida e cresce o debate sobre o fôlego da economia para resistir a mais uma crise política.
Quinta troca consecutiva em curto intervalo
A saída de Lecornu confirma uma tendência de fragilidade no Executivo francês. Desde 2022, cinco ocupantes diferentes passaram pelo comando do governo, sinal claro de dificuldades para montar e manter uma maioria legislativa consistente. O episódio mais recente expõe, mais uma vez, o desafio de conciliar agendas partidárias divergentes e garantir governabilidade num país historicamente marcado pelo sistema semipresidencialista.
A repetição de quedas em intervalo tão curto gera incertezas institucionais. A pergunta central — “quem consegue governar a França?” — dominou a edição desta quinta-feira do programa “A História do Dia”, que em 15 minutos resume o tema mais relevante do noticiário. O convidado, Vítor Gabriel Oliveira, da SEDES Europa, analisou o impacto dessa sucessão de rupturas sobre o funcionamento do Estado.
Impacto político na economia
O ponto crítico, agora, é avaliar a capacidade do país de sustentar seu desempenho econômico diante de novo vácuo de liderança. A própria pauta do podcast reforçou o questionamento: “E a economia aguenta esta crise política?” O histórico recente mostra que o vaivém no governo dificulta a implementação de reformas, compromete a previsibilidade regulatória e mina a confiança de investidores.
O risco se estende a setores estratégicos, que dependem de estabilidade para planejar investimentos de longo prazo. Cada mudança no comando ministerial interrompe projetos, adia decisões e impõe custos extras aos cofres públicos. Sem lideranças duradouras, políticas de ajuste ou de incentivo perdem ritmo, criando ambiente propício a estagnação.
Sucessão indefinida aumenta tensão parlamentar
Sem nome anunciado para substituir Lecornu, o foco se desloca para as articulações no Parlamento. Deputados e senadores terão de costurar novo acordo capaz de sustentar um gabinete que, idealmente, resista além de alguns meses. O histórico recente, contudo, não oferece sinais de convergência. A pluralidade de bancadas amplifica disputas internas, enquanto a pressão popular por soluções rápidas mantém o clima de urgência.


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Nesse contexto, qualquer candidato ao posto precisará demonstrar habilidade para dialogar com diferentes correntes políticas. Mais importante, terá de apresentar plano factível para recuperar a confiança interna e externa na capacidade de governar. Até lá, permanecem a interrogação sobre a viabilidade de reformas e o temor de que a instabilidade se torne regra.
Participação de especialistas reforça debate
O formato conciso de “A História do Dia” permite que ouvintes obtenham panorama completo em apenas um quarto de hora. Jornalistas da redação do Observador conduzem a conversa e, regularmente, recebem especialistas como Vítor Gabriel Oliveira para contextualizar os acontecimentos. A abordagem direta e a objetividade das perguntas favorecem compreensão rápida, sem dispersar o foco principal: entender por que a França não consegue preservar um primeiro-ministro por tempo razoável.
A edição deu especial destaque ao custo político de sucessivas quedas. Embora a Constituição francesa atribua amplo poder ao presidente, o gabinete precisa, na prática, de base parlamentar sólida para aprovar leis, negociar orçamentos e implementar políticas públicas. O fracasso em garantir essa sustentação explica, em parte, o curto ciclo de vida dos últimos governos.

Imagem: Internet
Cenário abre debate sobre reformas institucionais
A repetição de trocas alimenta discussões sobre eventual necessidade de ajustes no desenho institucional. Ainda que nenhum consenso exista, a cadeia de demissões aponta fragilidade na relação Executivo-Legislativo. Enquanto isso, a população acompanha atônita o desfile de novos rostos no cargo, sem tempo para avaliar resultados concretos.
Especialistas recordam que a frequência de mudanças no comando do governo interfere também na imagem internacional do país. Parceiros comerciais e aliados observam o momento com cautela, à espera de sinal claro de estabilidade. Até que isso aconteça, a economia permanece exposta a volatilidade e empresários postergam decisões de investimento.
Em meio à busca por consenso, a França segue sem resposta definitiva para a pergunta lançada no programa: quem conseguirá, afinal, governar? Enquanto o próximo primeiro-ministro não é escolhido, o país lida com as consequências imediatas da incerteza, e a pressão recai sobre lideranças políticas para que encontrem solução duradoura.
Para continuar acompanhando os desdobramentos no cenário político internacional, confira a seção dedicada a análises em Política.
Resumo: em três anos, a França chega ao quinto primeiro-ministro demissionário, sem nome definido para a sucessão. A instabilidade coloca em xeque a condução das reformas e lança dúvida sobre a resistência da economia. Acompanhe as atualizações e compartilhe este conteúdo com quem busca informação objetiva sobre a crise no governo francês.
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