geraldenoticias 1761217279 scaled

Fux troca de turma e reforça bloco conservador no STF

Econômia

O Supremo Tribunal Federal (STF) terá nova dinâmica interna após a transferência do ministro Luiz Fux da Primeira para a Segunda Turma, autorizada pelo presidente da Corte, Edson Fachin. A mudança, motivada pela aposentadoria de Luís Roberto Barroso e pelo recente isolamento de Fux em julgamentos na Primeira Turma, altera a composição de forças entre os dois colegiados e tende a fortalecer a ala de perfil mais conservador no tribunal.

Rearranjo após tensão na Primeira Turma

A saída de Fux ocorre poucos meses depois de ele divergir da maioria da Primeira Turma ao votar pela absolvição do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros réus em processo relacionado à alegada trama golpista. O posicionamento deixou o magistrado isolado e expôs tensões com colegas alinhados ao entendimento predominante da turma.

Com o novo arranjo, Fux deixa para trás um ambiente em que se encontrava sistematicamente em minoria e passa a dividir a bancada com ministros que, em temas sensíveis, costumam adotar leituras judiciais mais próximas às de segmentos conservadores da sociedade brasileira.

Nova composição favorece afinidades

Na Segunda Turma, Fux atuará ao lado de André Mendonça e Kassio Nunes Marques, ambos nomeados por Bolsonaro. Mendonça ganhou notoriedade ao chegar ao STF com a apresentação de “terrivelmente evangélico” e vem registrando votos que contrariam a maioria nos processos decorrentes dos atos de 8 de janeiro. Em abril, por exemplo, absolveu 17 acusados pelos ataques às sedes dos Três Poderes.

Nunes Marques também tem histórico de decisões bem-recebidas por apoiadores do ex-presidente. No mesmo caso, ele acompanhou integralmente Mendonça. Embora as ações do 8 de janeiro não tramitem na Segunda Turma, a convergência de entendimento entre os dois ministros reforça a expectativa de que possam formar bloco com Fux em debates futuros.

A turma é completada por Gilmar Mendes, que a preside, e Dias Toffoli. Gilmar mantém relação de altos e baixos com Fux: divergem em temas ligados à Operação Lava Jato e à atuação do Ministério Público, mas encontram pontos de contato em questões econômicas e trabalhistas, como as que envolvem vínculo de emprego. Toffoli, amigo pessoal de Fux, também se distancia dele quando o assunto é Lava Jato, porém compartilha visões mais cautelosas sobre o alcance do Ministério Público em outros processos.

IMPERDÍVEL! Jair Bolsonaro: O fenômeno ignorado: Eles não entenderam nada
Camiseta Camisa Bolsonaro Presidente 2026 Pátria Brasil 6 X 10,00 S/JUROS

Camiseta Camisa Bolsonaro Presidente 2026 Pátria Brasil 6 X 10,00 S/JUROS

R$60,00 R$99,00 -39%
Ver no MERCADO LIVRE
Caneca Jair Bolsonaro Presidente Porcelana Personalizada

Caneca Jair Bolsonaro Presidente Porcelana Personalizada

R$27,99 R$49,00 -43%
Ver no MERCADO LIVRE
Xícara Bolsonaro Brasão Deus Acima De Todos

Xícara Bolsonaro Brasão Deus Acima De Todos

R$33,00 R$99,99 -67%
Ver no MERCADO LIVRE

IMPERDÍVEL! Jair Bolsonaro: O fenômeno ignorado: Eles não entenderam nada

R$52,36 R$99,00 -47%
Ver na Amazon
Caneca Brasil Bolsonaro

Caneca Brasil Bolsonaro

R$29,90 R$59,00 -49%
Ver na Amazon
Camiseta Bolsonaro Donald Trump presidente

Camiseta Bolsonaro Donald Trump presidente

R$49,99 R$109,99 -55%
Ver na Amazon
Mouse Pad Bolsonaro assinando Lei Animais

Mouse Pad Bolsonaro assinando Lei Animais

R$17,90 R$49,99 -64%
Ver na Amazon
Mito ou verdade: Jair Messias Bolsonaro - Leitura Imperdível!

Mito ou verdade: Jair Messias Bolsonaro - Leitura Imperdível!

R$21,30 R$49,99 -57%
Ver na Amazon

Peso na pauta e possível redistribuição de relatorias

Até a posse de Edson Fachin na presidência do STF, ele era o relator dos casos da Lava Jato na Segunda Turma. Com a mudança na chefia da Corte e a aposentadoria de Barroso, parte desse acervo pode ser redistribuída. Se isso ocorrer, Fux terá oportunidade de influenciar processos relevantes, pois amplia o espectro de julgamentos em que poderá atuar como relator ou revisor.

A alternância de relatorias já se verificou em ocasiões anteriores, sempre que mudanças internas alteraram o quórum de julgamento. Dessa vez, a combinação entre o ingresso de Fux e a presença de Mendonça e Nunes Marques cria cenário em que decisões antes derrotadas podem obter novo placar.

Motivações e impacto político

Integrantes do STF avaliam que Fux busca escapar do isolamento e recuperar protagonismo. O episódio em que votou pela absolvição de Bolsonaro, contrariando colegas, gerou desconforto e evidenciou divergências de fundo sobre limites da responsabilização penal no contexto dos supostos atos golpistas.

Ao migrar, Fux se afasta da pressão imediata na Primeira Turma e passa a integrar colegiado onde suas posições encontram maior receptividade. Para observadores do Judiciário, a movimentação pode influenciar votações futuras sobre liberdade de expressão, direitos políticos e pautas ligadas à economia, áreas em que a interpretação textual da Constituição costuma ter relevância especial.

Bloco conservador ganha fôlego

Embora os cinco ministros da Segunda Turma possuam perfis distintos, a soma de Fux, Mendonça e Nunes Marques consolida um núcleo com potencial de formar maioria em determinadas matérias. Se esse alinhamento se confirmar, tende a equilibrar a balança em um tribunal que, nos últimos anos, foi marcado por posições progressistas em temas de costumes e pela preeminência de decisões monocráticas.

Nas próximas sessões, a prática mostrará se o novo arranjo produzirá reviravoltas em julgamentos de grande repercussão. Setores conservadores veem com expectativa a possibilidade de rever entendimentos considerados expansivos, enquanto adversários do ex-presidente monitoram eventuais repercussões da mudança na condução de processos decorrentes do 8 de janeiro.

A transferência de Luiz Fux, portanto, não se resume a mero ato administrativo. Ela sinaliza reorganização de forças que poderá impactar debates cruciais sobre liberdade, responsabilidade individual e papel do Estado. O magistrado chega à Segunda Turma em momento de transição e, ladeado por dois colegas de perfil semelhante, promete protagonizar nova fase na Corte.

Se você quer acompanhar outras movimentações de bastidores que afetam diretamente as decisões do Judiciário, confira a cobertura completa em Política.

Em resumo, a ida de Fux para a Segunda Turma reposiciona o eixo conservador no STF e abre espaço para mudanças na correlação de votos em temas sensíveis. Continue acompanhando nossas atualizações e receba as principais análises diretamente no seu feed.

Para informações oficiais e atualizadas sobre política brasileira, consulte também:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Quando você efetua suas compras por meio dos links disponíveis aqui no Geral de Notícias, podemos receber uma comissão de afiliado, sem que isso acarrete nenhum custo adicional para você!