O Google iniciou nesta quinta-feira (24) um novo experimento de inteligência artificial chamado Web Guide, disponível para parte dos usuários dos Estados Unidos por meio do Search Labs. A ferramenta reorganiza a página de resultados em grupos temáticos e exibe um resumo gerado por IA antes da lista de links, alteração que busca tornar pesquisas amplas mais fáceis de explorar.
Como funciona o Web Guide
Quando o usuário pesquisa, por exemplo, “como viajar sozinho no Japão”, a IA aciona uma versão customizada do modelo Gemini para examinar as páginas indexadas. Em seguida, os links são distribuídos em seções, como “Guias completos” ou “Experiências pessoais”, em vez da listagem única tradicional. Antes dessas categorias, o sistema apresenta um parágrafo de síntese com as principais informações encontradas.
Segundo o Google, o processo adota uma técnica de fan-out semelhante à usada no Modo IA: a consulta principal é desmembrada em várias sub-consultas, permitindo identificar resultados relevantes para cada tópico. A companhia afirma que o recurso também lida bem com perguntas extensas, feitas em várias frases.
No estágio atual, o Web Guide aparece como opção dentro da aba “Web” da busca. O usuário pode ativá-lo ou desativá-lo a qualquer momento, voltando ao formato convencional sempre que desejar. A empresa não estimou data para expandir o teste a mais países.
Pressão sobre tráfego de sites
O Web Guide integra a ofensiva do Google para incorporar IA generativa ao seu principal produto. Em maio, a companhia já havia liberado o Modo IA nos Estados Unidos, que fornece uma resposta única no topo da página. Outro experimento recente cria podcasts sintéticos que leem resumos de resultados, tecnologia inicialmente desenvolvida para o Deep Research do Gemini.


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Imagem: Vitor Pádua via tecnoblog.net
Essas iniciativas aumentam o tempo do usuário dentro do ecossistema do Google, mas provocam preocupação entre veículos de imprensa e criadores de conteúdo. Relatório do Pew Research Center indica que buscas com IA reduziram a taxa média de cliques em links de 15% para 8%. No Brasil, onde 54% da população utiliza ferramentas de IA generativa, editores relatam queda de até 40% no tráfego orgânico.
O cenário levou a Associação Nacional de Jornais (ANJ) a acionar o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), pedindo investigação sobre o impacto das Visões Gerais por IA e de outros recursos semelhantes na receita dos sites jornalísticos.
Disponibilidade e próximos passos
Por enquanto, o Web Guide está restrito a usuários cadastrados no Search Labs em território norte-americano. O Google informou que a liberação será gradual e poderá ser interrompida a qualquer momento, conforme a empresa coleta métricas de uso e feedback. Embora ainda em caráter experimental, a ferramenta reforça a estratégia de usar inteligência artificial para organizar informações e responder diretamente às consultas, sinalizando mudanças significativas na forma como o público interage com a busca e como os produtores de conteúdo distribuem seus materiais na web.


