rss featured 4518 1754929034 scaled

Governabilidade de Lula recua pelo segundo mês e índice se mantém abaixo de 50%

Política

O Índice de Governabilidade (I-Gov) do presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentou novo declínio em julho e permaneceu distante da zona considerada confortável. O estudo da 4Intelligence apontou 46,2%, contra 46,8% em junho, confirmando tendência de queda pelo segundo mês consecutivo.

Legislativo continua travado em 19%

A relação do Planalto com o Congresso Nacional é o principal freio à governabilidade. A métrica dedicada ao Legislativo estacionou em 19%, repetindo o patamar do mês anterior. Entre julho e agosto, duas Medidas Provisórias foram aprovadas sem alterações, mas outras duas foram rejeitadas, evidenciando resistência na Câmara e no Senado.

O resultado contrasta com o desempenho de 57% obtido por Jair Bolsonaro no mesmo período de 2021, conforme a série histórica do instituto. O levantamento projeta que a pressão tende a aumentar em agosto, quando a oposição promete intensificar a obstrução com base na prisão domiciliar do ex-presidente — capitão reformado do Exército — e diante da possibilidade de PP e União Brasil abandonarem a base aliada.

Judiciário recua, mas segue em patamar elevado

Mesmo registrando queda, a dimensão relativa ao Supremo Tribunal Federal (STF) permanece acima dos demais Poderes. O índice caiu de 82% para 78% após decisões pontuais desfavoráveis ao governo em ações de interesse direto do Executivo. Nenhuma delas, contudo, derrubou medidas centrais do Planalto; as perdas decorreram de processos ligados a mandatos anteriores.

Apesar da alta pontuação, a retração indica perda de margem de manobra, pois decisões do STF contribuem significativamente para sustentar programas federais sem depender do Legislativo. Qualquer descida adicional nesse eixo pode fortalecer o impasse político e ampliar o peso das negociações no Congresso.

Opinião pública reage, mas segue abaixo de 50 pontos

No campo popular, o I-Gov computou leve recuperação: 42% em julho versus 40% em junho, a pior marca da gestão atual. Pesquisas Quaest, Datafolha e PoderData revelaram aumento marginal na taxa de aprovação do presidente, fator que puxou o indicador para cima — porém, ainda longe da metade do eleitorado.

IMPERDÍVEL! Jair Bolsonaro: O fenômeno ignorado: Eles não entenderam nada
Camiseta Camisa Bolsonaro Presidente 2026 Pátria Brasil 6 X 10,00 S/JUROS

Camiseta Camisa Bolsonaro Presidente 2026 Pátria Brasil 6 X 10,00 S/JUROS

R$60,00 R$99,00 -39%
Ver no MERCADO LIVRE
Caneca Jair Bolsonaro Presidente Porcelana Personalizada

Caneca Jair Bolsonaro Presidente Porcelana Personalizada

R$27,99 R$49,00 -43%
Ver no MERCADO LIVRE
Xícara Bolsonaro Brasão Deus Acima De Todos

Xícara Bolsonaro Brasão Deus Acima De Todos

R$33,00 R$99,99 -67%
Ver no MERCADO LIVRE

IMPERDÍVEL! Jair Bolsonaro: O fenômeno ignorado: Eles não entenderam nada

R$52,36 R$99,00 -47%
Ver na Amazon
Caneca Brasil Bolsonaro

Caneca Brasil Bolsonaro

R$29,90 R$59,00 -49%
Ver na Amazon
Camiseta Bolsonaro Donald Trump presidente

Camiseta Bolsonaro Donald Trump presidente

R$49,99 R$109,99 -55%
Ver na Amazon
Mouse Pad Bolsonaro assinando Lei Animais

Mouse Pad Bolsonaro assinando Lei Animais

R$17,90 R$49,99 -64%
Ver na Amazon
Mito ou verdade: Jair Messias Bolsonaro - Leitura Imperdível!

Mito ou verdade: Jair Messias Bolsonaro - Leitura Imperdível!

R$21,30 R$49,99 -57%
Ver na Amazon

Essa é a 13ª leitura consecutiva abaixo dos 50 pontos. Nem a campanha do governo focada em diferenciar “ricos e pobres” no debate sobre Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), nem o tarifaço imposto pelo então presidente dos EUA, Donald Trump, alteraram de forma expressiva a percepção negativa. Na série histórica, Lula havia alcançado 83% em 2005 e 71% em 2009, números distantes do cenário atual.

Comparação histórica evidencia desgaste

Somando as três dimensões, o indicador global de 46,2% deixa o governo 11 pontos atrás do observado na administração Bolsonaro em igual momento de mandato. A diferença é ainda maior quando comparada aos dois primeiros mandatos de Lula, consolidando a leitura de que a coalizão montada em 2023 não conseguiu traduzir capital político em apoio firme.

O resultado sugere ambiente mais hostil para a tramitação de reformas, como a fiscal, ou para projetos de impacto no Orçamento. Pressionado por partidos do chamado centrão e sob fogo constante da base oposicionista, o Planalto precisará ampliar pontes com lideranças partidárias se quiser evitar novas derrotas em votações estratégicas.

Metodologia e perspectivas

O I-Gov é calculado pela média simples de três pilares:

1) Legislativo: avalia o êxito na aprovação de Medidas Provisórias na forma original;
2) Judiciário: verifica o alinhamento das decisões do STF em Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) com posições do Executivo;
3) Opinião pública: considera o saldo entre avaliações positivas e negativas do presidente em pesquisas nacionais.

Para agosto, a 4Intelligence projeta nova retração. A análise leva em conta o clima de enfrentamento no Congresso, a possibilidade de rompimento de siglas que hoje integram a Esplanada e a contínua judicialização de pautas sensíveis. Se confirmada, a tendência colocará o índice ainda mais próximo da barreira simbólica de 45%, sinal amarelo para qualquer governo que dependa de maioria qualificada em votações de interesse.

Sem rearranjos na base parlamentar e sem avanço significativo na popularidade, a margem para iniciativas de grande porte permanece limitada. O núcleo político do governo terá de escolher entre negociar concessões adicionais aos partidos ou conviver com índices de governabilidade historicamente baixos, situação que dificulta a tramitação de reformas e a execução de políticas públicas prioritárias.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Quando você efetua suas compras por meio dos links disponíveis aqui no Geral de Notícias, podemos receber uma comissão de afiliado, sem que isso acarrete nenhum custo adicional para você!