RIO DE JANEIRO – Governadores de diferentes regiões do país estiveram no Rio nesta quinta-feira para manifestar apoio ao chefe do Executivo fluminense, Cláudio Castro, alvo de questionamentos judiciais pela letalidade da operação policial realizada no Complexo do Alemão. A ação cumpriu centenas de mandados, apreendeu fuzis de origem militar estrangeira e resultou na morte de 117 integrantes de facções.
Apoio interestadual ao governador
Os governadores Jorginho Mello (SC), Ratinho Junior (PR), Ronaldo Caiado (GO), Romeu Zema (MG) e representantes de outros estados percorreram o Palácio Guanabara para respaldar Castro. Eles argumentam que o gestor não pode ser responsabilizado por óbitos de criminosos que abriram fogo contra agentes públicos. Para eles, a operação foi planejada, teve suporte de inteligência e evitou danos a civis: não foram registradas vítimas entre idosos, mulheres ou crianças.
Durante o encontro, Zema relatou visita recente a El Salvador, onde o presidente Nayib Bukele reduziu drasticamente os índices de violência com aumento de prisões e isolamento de criminosos. A experiência salvadorenha foi usada como exemplo de política de segurança que prioriza a proteção de inocentes.
Detalhes da incursão no Complexo do Alemão
A Polícia Civil e a Polícia Militar fluminenses subiram o morro para executar 100 mandados de prisão – dos quais 30 emitidos pela Justiça paraense – e 180 mandados de busca e apreensão. A participação de equipes do Pará demonstra cooperação entre estados contra o crime organizado, já que parte dos alvos se refugiava na capital carioca.
Na lista de materiais apreendidos surgiram fuzis pertencentes a Exércitos da Venezuela, do Peru, da Argentina e do Brasil. As armas teriam sido roubadas de quartéis, possivelmente no Rio. O arsenal confirma a capacidade de fogo das facções e evidencia rotas internacionais de tráfico de armamentos.
Segundo dados oficiais, 117 criminosos morreram em confronto com as forças de segurança. Todos eram homens em idade adulta e nenhum morador inocente foi atingido, resultado atribuído ao reconhecimento prévio das rotas de fuga e à atuação de equipes de inteligência.


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GLO restrita a Belém e avanço do Comando Vermelho
No mesmo período em que a operação ocorria no Rio, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou Garantia da Lei e da Ordem (GLO) para Belém, sede da Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP). O decreto autoriza Exército, Marinha e Aeronáutica a reforçar a segurança apenas na capital paraense.
Fora do perímetro da COP, contudo, o Comando Vermelho expande influência no interior amazônico, incluindo Tabatinga (AM), área fronteiriça e estratégica para o tráfico internacional. Até o momento, não há previsão de GLO nesses municípios.

Imagem: Fernando Frazão
“Vítima das próprias escolhas”
Um episódio reforçou o debate público. A mãe do traficante Artur, preso durante a ofensiva, declarou diante de jornalistas: “Você não é vítima da sociedade, é das suas escolhas.” A frase repercutiu nas redes sociais ao confrontar discursos que atribuem a criminalidade a fatores externos, reforçando a tese de responsabilidade individual.
Próximos passos judiciais
Apesar do respaldo político, Cláudio Castro responde a pedidos de explicações formulados pelo Supremo Tribunal Federal sobre protocolos adotados na operação. A Procuradoria Geral do Estado sustenta que todas as etapas seguiram a decisão do STF que exige justificativa prévia para incursões em comunidades, além de relatórios pós-ação.
Caso o governador seja denunciado, o Tribunal de Justiça do Rio avaliará se houve violação a direitos humanos. Já entidades de classe de policiais argumentam que punição ao chefe do Executivo enfraqueceria o combate ao crime e incentivaria a impunidade.
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Em resumo, chefes de Estado reforçaram o apoio a Cláudio Castro, destacando a necessidade de proteger policiais diante do avanço de facções armadas. O caso segue no radar do STF e de entidades de direitos humanos. Acompanhe os desdobramentos e compartilhe esta reportagem com quem se interessa por segurança e gestão pública.
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