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Governo Lula cria crédito subsidiado para enfrentar tarifa de Trump e transfere custo ao contribuinte

Política

Brasília – O Palácio do Planalto anunciou um pacote de R$ 40 bilhões para socorrer empresas brasileiras atingidas pela tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos a produtos nacionais. As medidas, divulgadas nesta sexta-feira (15), incluem adiamento de tributos, linhas de crédito com juros abaixo dos praticados no mercado e compras governamentais direcionadas. Embora o programa prometa aliviar o caixa do setor exportador, especialistas alertam que o custo recairá diretamente sobre o contribuinte e poderá criar novas distorções na economia.

Subsídio de juros pesa nas contas públicas

O núcleo do pacote é a oferta de crédito com taxas subsidiadas. Segundo o Ministério da Fazenda, até R$ 30 bilhões virão do Fundo Garantidor de Exportação (FGE), o que, na avaliação da equipe econômica, impediria impacto no resultado primário. Na prática, contudo, o Tesouro precisará captar recursos no mercado a cerca de 15% ao ano e repassá-los aos empresários a 8% ao ano. A diferença será bancada por impostos pagos pela sociedade.

Contabilidade criativa impede que o dispêndio apareça nas estatísticas fiscais, mas não elimina o efeito sobre a dívida federal nem sobre a curva de juros. Como o governo já opera com déficit elevado, qualquer aumento de gasto pressiona as taxas dos títulos públicos, encarece o crédito para famílias e empresas e restringe investimentos privados.

Risco de dependência e distorções competitivas

Além dos subsídios financeiros, o pacote prevê que órgãos federais comprem produtos de companhias prejudicadas pelo tarifaço. A medida, apresentada como forma de manter fábricas ativas e preservar empregos, desloca fornecedores tradicionais e interfere na formação de preços. Ao favorecer um grupo, o governo naturalmente prejudica outro, realocando demanda sem que haja ganho de eficiência.

A experiência brasileira mostra que, uma vez concedido, o benefício tende a tornar-se permanente. Empresas passam a planejar expansão com base no apoio estatal e pressionam o Executivo a renovar incentivos, sob a ameaça de perdas de emprego. O resultado é uma cadeia de dependência que eleva gastos públicos, amplia a carga tributária e reduz a competitividade geral da economia.

Escolhas orçamentárias e prioridade ao Estado

Em cenário de recursos escassos, destinar bilhões a subsídios significa menos verba para saúde, educação e segurança. Mesmo assim, Brasília insiste no modelo de Estado provedor, que privilegia grupos organizados, altos salários do funcionalismo e financiamentos seletivos por meio do BNDES. A conta, inevitavelmente, vai para a classe média pagadora de impostos.

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Analistas liberais argumentam que, se a máquina pública fosse enxuta e eficiente, seria possível reduzir impostos de forma ampla e permanente, permitindo que todas as empresas operassem com custos menores. Ao optar por socorros pontuais, o governo mantém a estrutura inchada e cria novos focos de pressão por verbas.

Fatores externos e responsabilidade doméstica

Governadores de oposição responsabilizam o próprio Planalto pelo endurecimento comercial americano. Alegam que o alinhamento político do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com Pequim, além de críticas públicas ao ex-mandatário Donald Trump e defesa de um sistema de pagamentos alternativo ao dólar nos Brics, contribuíram para o clima desfavorável. Independentemente da causa, o resultado é claro: a tarifa de 50% encarece exportações brasileiras e o Tesouro assume o ônus de mitigá-la.

Para observadores conservadores, o episódio reforça a necessidade de uma política externa pragmática e de um Estado que se concentre em criar ambiente de negócios atrativo, em vez de remendar problemas por meio de subsídios financiados pelos contribuintes.

Acompanhe outros desdobramentos sobre decisões do Executivo na seção de Política do Geral de Notícias.

Em resumo, o pacote anunciado pelo governo Lula oferece alívio temporário às empresas exportadoras, mas transfere a fatura para a população, amplia a dívida pública e incentiva dependência financeira. A discussão sobre eficiência do gasto e prioridades orçamentárias permanece no centro do debate, exigindo atenção de quem defende responsabilidade com o dinheiro do pagador de impostos. Confira os próximos capítulos e pressione seus representantes por maior transparência e controle nos subsídios concedidos.

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