Faltando menos de três meses para a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), o governo federal afirma que terminará a montagem das instalações em Belém até 1º de novembro, apenas dez dias antes do início oficial do encontro, marcado para 10 a 21 de novembro. Apesar de cerca de um terço das obras já estar concluído, a Secretaria Extraordinária para a COP30 (Secop), vinculada à Casa Civil, sustenta que o cronograma está dentro do planejado.
Prazo apertado para a montagem de estruturas temporárias
A conferência ocorrerá em uma área de 230 mil hectares dentro do Parque da Cidade, no centro da capital paraense. Segundo o diretor de Infraestrutura da Secop, Olmo Xavier, boa parte das construções é temporária e foi contratada por meio de aluguel, o que exige montagem próxima do evento para reduzir gastos com manutenção. De acordo com o cronograma, toda a chamada blue zone — espaço oficial e restrito, destinado às negociações diplomáticas — deverá estar operacional em 1º de novembro.
Essa área, de 240 mil metros quadrados, hospedará delegações governamentais, representantes de organismos multilaterais e equipes de apoio. Em paralelo, a green zone, voltada à sociedade civil e ao setor privado, receberá debates e apresentações sobre mitigação de emissões, financiamento climático e inovações ambientais. No total, 160 mil metros quadrados de tendas estão previstos; até o momento, cerca de 60 mil metros quadrados já foram erguidos.
No interior dos pavilhões, o governo indica que todos os ambientes serão climatizados para manter temperatura constante de 23 °C. Também haverá sinalização interna e externa em inglês, planejada para ser instalada na reta final dos trabalhos.
Credenciamento e pré-sessões começarão antes da abertura
Embora a cerimônia oficial esteja agendada para 10 de novembro, algumas atividades, como credenciamento e reuniões preparatórias, ocorrerão previamente. Xavier afirma que parte da blue zone precisará funcionar antes da data de abertura, o que impõe pressão adicional sobre as equipes de montagem. “Temos plena confiança no cronograma”, declarou o diretor durante visita guiada às instalações.
Questionado sobre a capacidade de Belém para abrigar delegações estrangeiras, Xavier admitiu que países reduziram o tamanho de suas missões diante de preocupações logísticas, mas garantiu que a cidade tem condições de receber todos os participantes. “O Brasil tem histórico em grandes eventos, como Rio 92, Copa do Mundo, Olimpíada e Jogos Pan-Americanos”, recordou.


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Infraestrutura urbana em foco
Além das construções internas ao Parque da Cidade, a capital paraense enfrenta o desafio de reforçar transporte, hospedagem e segurança para visitantes esperados de quase 200 países. Hotéis e pousadas registram alta procura, e empresas de locação de veículos relatam aumento antecipado na demanda. A prefeitura, por sua vez, anunciou medidas de mobilidade que incluem faixas exclusivas de ônibus e ampliação da malha cicloviária provisória.
No entanto, interlocutores de mercado apontam que a proximidade do prazo final pode elevar custos logísticos e comprometer a margem de manobra em caso de imprevistos. Para manter o cronograma, as obras avançam em regime de 24 horas, com equipes revezando-se durante a madrugada.
Custos e transparência
Até o momento, o governo não divulgou o valor total investido na montagem das estruturas temporárias, limitando-se a informar que os contratos seguem a regra de dispensa de licitação prevista para eventos internacionais. Parlamentares de oposição pedem mais transparência sobre gastos e alertam para a necessidade de prestação de contas detalhada após o encerramento do encontro.

Imagem: Internet
A Casa Civil afirma que os recursos são geridos por diferentes ministérios e que os processos foram submetidos ao Tribunal de Contas da União (TCU). A expectativa é que o relatório de custos seja apresentado ainda em dezembro.
Próximos passos
Com o avanço das obras internas, a Secop concentra esforços na contratação de serviços de tecnologia da informação, segurança privada e gestão de resíduos. A previsão é que todos os contratos estejam assinados até setembro, permitindo testes operacionais em outubro.
Enquanto isso, delegações estrangeiras acompanham o progresso à distância. Equipes de protocolo da ONU visitaram Belém em junho e voltam em agosto para nova inspeção. Caso confirmem que o cronograma permanece viável, a organização iniciará o envio de equipamentos próprios para a blue zone.
Ao alinhar prazos curtos e exigências internacionais, o governo aposta na experiência de edições anteriores da COP, onde grande parte das estruturas também foi montada na reta final. Ainda assim, a distância temporal reduzida entre conclusão e abertura eleva o risco de eventuais ajustes de última hora, cenário que a organização tenta minimizar por meio de monitoramento diário do avanço físico das obras.
Em síntese, o Executivo mantém a palavra de entregar toda a infraestrutura funcional até 1º de novembro, embora apenas um terço do projeto esteja pronto. Se o cronograma se confirmar, Belém receberá cerca de 50 mil pessoas em instalações provisórias erguidas em tempo recorde.
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Com os preparativos entrando na fase final, resta acompanhar se o governo conseguirá cumprir o prazo apertado e oferecer a estrutura prometida. Continue seguindo nossas atualizações e compartilhe este conteúdo para manter mais pessoas informadas.


