O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, elogiou nesta quinta-feira (21) o desempenho do vice-presidente e titular do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, à frente das negociações que tentam reduzir as tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. A declaração foi dada durante a 9ª edição do Salão do Turismo, realizada no Distrito Anhembi, em São Paulo.
Vice-presidente lidera diálogo com Washington
Diante de um público formado por empresários, autoridades e representantes do setor de viagens, Haddad ressaltou que Alckmin conduz o processo “de cabeça erguida”, sem ceder a pressões externas. Segundo o chefe da equipe econômica, a postura firme do vice-presidente demonstra a disposição do governo em defender interesses nacionais diante de barreiras comerciais aplicadas por Washington.
O Brasil busca há meses rever sobretaxas que afetam exportações agrícolas e industriais. Embora não tenha detalhado prazos nem resultados parciais, Haddad reforçou que o diálogo ocorre em diversas frentes técnicas e diplomáticas, com o vice-presidente liderando encontros e participando de reuniões bilaterais nos Estados Unidos.
“É muito importante ter alguém que saiba se colocar, que não baixa a cabeça para gritos, que defende nossos interesses e entende a relevância do Brasil no cenário mundial”, declarou o ministro. Ele pontuou ainda que avançar na redução das tarifas pode ampliar a competitividade das empresas brasileiras e fortalecer a balança comercial.
Turismo como termômetro econômico
Na mesma ocasião, Haddad vinculou o desempenho do turismo ao ritmo de crescimento da economia. De acordo com o ministro, quando o fluxo de visitantes aumenta, a tendência é que indicadores como emprego e renda apontem melhora. “Quando o turismo vai bem, significa que o desemprego está baixo, a inflação está controlada e a renda, sobretudo dos que ganham de quatro a cinco salários mínimos, está prosperando”, afirmou.
Ele mencionou a expansão do Produto Interno Bruto, que, conforme dados oficiais, tem avançado a uma média de 3% ao ano desde 2021. Para Haddad, dobrar a taxa registrada em anos anteriores demonstra recuperação consistente e abre espaço para investimentos em áreas estratégicas, inclusive na infraestrutura turística.


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Durante o evento, também estavam presentes os ministros Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos) e Celso Sabino (Turismo), que defenderam maior integração logística para facilitar a chegada de visitantes internacionais e incentivar o deslocamento de brasileiros pelo país. A ideia é ampliar rotas aéreas, modernizar portos e estimular parcerias com a iniciativa privada.
Agenda paralela e recado do Planalto
Haddad esclareceu que sua presença no Salão foi um pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O ministro tinha compromisso pré-agendado em Sorocaba (SP), mas alterou o cronograma a fim de reforçar o apoio do governo ao setor de viagens. “Lula disse que eu precisava vir para falar o que o turismo significa para o nosso governo”, relatou.

Imagem: Internet
O Salão do Turismo reúne expositores de todos os estados, operadores de viagens, companhias aéreas e investidores. A programação inclui rodadas de negócios, painéis sobre crédito e incentivos fiscais, além de ações voltadas ao artesanato e à gastronomia regional.
A valorização do turismo faz parte da estratégia de diversificação econômica defendida por integrantes da equipe presidencial. Na avaliação do Ministério da Fazenda, a entrada de divisas pelo setor reduz a dependência de commodities e contribui para estabilizar o câmbio. Ao mesmo tempo, a geração de empregos em hotéis, bares, restaurantes e serviços de transporte favorece o mercado de trabalho formal.
Haddad encerrou sua participação sublinhando que o governo pretende manter o diálogo com o Congresso para avançar em reformas que estimulem investimentos privados, eliminem gargalos e adequem o ambiente de negócios a padrões internacionais de competitividade.
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Em resumo, o ministro da Fazenda reforçou o protagonismo de Geraldo Alckmin nas tratativas com os Estados Unidos e associou o avanço do turismo a sinais de recuperação econômica. Continue nos acompanhando e receba em primeira mão informações que impactam diretamente o setor produtivo brasileiro.


