Brasília, 16 de outubro de 2025. O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não teve participação ativa nos eventos de 8 de janeiro de 2023. Para o parlamentar, o máximo que se pode atribuir ao ex-chefe do Executivo é uma postura de conivência, e não a liderança de um suposto golpe de Estado.
Deputado questiona tese de golpe liderado do exterior
Em entrevista concedida à GloboNews na noite de quarta-feira (15), Motta contestou a narrativa levantada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que condenou Bolsonaro a 27 anos de prisão por pretensa tentativa de manutenção ilegal no poder. O presidente da Câmara destacou que o ex-presidente estava fora do país quando ocorreram os atos em Brasília e, portanto, não poderia ter coordenado qualquer investida contra as instituições.
“Não há como se dar um golpe estando em outro país”, declarou Motta, lembrando que Bolsonaro embarcou para os Estados Unidos em 30 de dezembro de 2022, antes da posse do atual governo. Para o deputado, possíveis intenções golpistas partiram de “oficiais do Exército e parte da população insatisfeita com o resultado das urnas”, mas não do próprio ex-mandatário.
Motta enfatizou a necessidade de diferenciar conivência de atuação. Segundo ele, confundir esses papéis compromete a justiça e amplia punições de maneira desproporcional.
Penas do 8 de Janeiro são alvo de crítica
O parlamentar também defendeu o chamado PL da Dosimetria, proposta que visa revisar as sentenças impostas pelo STF a manifestantes condenados pelo 8 de Janeiro. Para Motta, tratar todos os envolvidos como se tivessem liderado uma tentativa de golpe é um exagero.
“Existem pessoas que, de fato, desejaram ruptura institucional. Entretanto, afirmar que cada um ali pretendia depor o governo não corresponde à realidade”, observou. Na avaliação do presidente da Câmara, a revisão das penas é essencial para separar “quem teve papel central” de quem participou “como manifestante revoltado”, garantindo punições proporcionais.


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O projeto, apoiado por parte expressiva da base conservadora, tramita simultaneamente em comissões temáticas. Caso avance, poderá mudar o enquadramento jurídico de centenas de réus, reduzindo penas e permitindo regime semiaberto para delitos de menor gravidade.
Eduardo Bolsonaro e participação remota
Durante a entrevista, Motta comentou ainda a situação do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que permanece nos Estados Unidos desde julho. O presidente da Câmara reiterou que faltas estão sendo registradas e que não vê espaço para votação remota fora do território nacional.
“O exercício de mandato requer presença física. É regra constitucional e regimental”, pontuou. Eduardo Bolsonaro, por sua vez, alega permanecer no exterior por temer retaliações políticas, acusando o atual governo de promover “regime de exceção”.

Imagem: Marina Ramos
Alinhamento partidário para 2026 indefinido
Motta afirmou que só decidirá apoio na eleição presidencial de 2026 após o Republicanos fechar posição interna. O partido abriga nomes cotados pela direita, como o governador paulista Tarcísio de Freitas, visto como possível adversário do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Segundo o deputado, o Republicanos “terá candidato competitivo” e definirá a estratégia em convenção partidária. Até lá, Motta diz manter diálogo aberto com lideranças estaduais e federais.
O posicionamento do presidente da Câmara reforça a linha conservadora no Congresso, ao defender dosimetria equilibrada e criticar interpretações que responsabilizam Bolsonaro sem evidências concretas de comando. A discussão sobre o 8 de Janeiro segue mobilizando parlamentares, juristas e sociedade civil, e deve ocupar a pauta legislativa nas próximas sessões.
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Em resumo, Hugo Motta sustenta que Jair Bolsonaro não liderou qualquer ação golpista, pleiteia revisão de penas para manifestantes e reforça a necessidade de presença física de parlamentares em exercício do mandato. Continue acompanhando nosso site para atualizações diárias e participe nos comentários.
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