A taxa de desemprego no Brasil manteve-se em 5,6% no trimestre encerrado em setembro de 2025, alcançando 6,0 milhões de pessoas desocupadas, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice repete o patamar observado no trimestre móvel anterior e permanece o mais baixo da série histórica iniciada em 2012.
Setor privado puxa o mercado de trabalho
Entre julho e setembro, a população ocupada totalizou 102,4 milhões de trabalhadores, volume que mantém o recorde obtido nos levantamentos anteriores. O avanço em 12 meses foi de 1,4%, acréscimo de 1,4 milhão de vagas.
O setor privado consolidou-se como principal motor da criação de empregos, contabilizando 52,7 milhões de contratados. Desses, 39,2 milhões possuem carteira assinada, número 2,7% superior ao verificado no mesmo período de 2024. O trabalho sem registro, por sua vez, recuou 4% na mesma base de comparação e soma 13,5 milhões de pessoas.
Na avaliação por atividade econômica, os maiores ganhos ocorreram em Transporte, armazenagem e correio (+6,7%) e na área pública e social (+3,9%), que engloba administração, saúde e educação. Agropecuária e Construção também tiveram desempenho positivo, com expansão combinada de mais de 500 mil ocupações no trimestre.
Serviços domésticos recuam e informalidade continua alta
Enquanto setores ligados ao agronegócio e à infraestrutura avançam, o comércio encolheu 274 mil posições, concentradas em alimentos, bebidas, vestuário e calçados. Serviços domésticos sentiram a maior retração relativa, queda de 5,1% em 12 meses, equivalente a 165 mil vagas.
A informalidade permanece elevada. Autônomos e trabalhadores sem carteira representam 37,8% da população ocupada, total de 38,7 milhões de pessoas. O contingente de profissionais por conta própria cresceu 4,1% em um ano, alcançando 25,9 milhões.


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Mesmo com o recuo no emprego informal, o volume ainda indica um desafio estrutural no mercado de trabalho brasileiro. A força de trabalho (empregados mais desempregados) foi estimada em 108,5 milhões, estável no trimestre e 0,5% acima de setembro de 2024.
Rendimentos batem recorde real
O rendimento médio real habitual chegou a R$ 3.507, valor mais alto da série do IBGE. Em relação ao terceiro trimestre de 2024, o aumento foi de 4%. Já a massa de rendimentos da população ocupada totalizou R$ 354,6 bilhões, acréscimo de 5,5% em 12 meses, o que significa R$ 18,5 bilhões adicionais circulando na economia.

Imagem: Albari Rosa
Perspectiva de continuidade
A coordenadora da pesquisa, Adriana Beringuy, avalia que o nível elevado de ocupação reforça a tendência de retração sustentada do desemprego ao longo de 2025. No entanto, a estabilidade do índice neste trimestre sugere ritmo menor de geração de postos formais.
Entre os dez grupos analisados, apenas Serviços Domésticos registrou recuo relevante na comparação anual. O comportamento indica deslocamento da mão de obra para segmentos produtivos com maior capacidade de absorção, especialmente aqueles ligados ao agronegócio e à logística, setores que historicamente respondem com rapidez ao ambiente de negócios.
Pontos de atenção
Apesar dos resultados favoráveis, a taxa de informalidade superior a um terço da força de trabalho exige atenção. Além disso, o arrefecimento no comércio tradicional pode sinalizar impacto do custo de vida no consumo das famílias, fator que demanda monitoramento nos próximos levantamentos.
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Em resumo, o relatório do IBGE confirma a manutenção do desemprego em nível historicamente baixo, puxado principalmente pela iniciativa privada, recorde de rendimentos e expansão setorial concentrada em agropecuária, construção e logística. Continue acompanhando nossas publicações e receba em primeira mão as movimentações do mercado de trabalho brasileiro.
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