São Paulo, 29 de outubro de 2025 – A influenciadora digital Aline Bardy, conhecida nas redes sociais como “Esquerdogata”, foi presa na capital paulista sob acusação de racismo depois de hostilizar um policial militar durante uma abordagem de rotina. O episódio, gravado pela própria suspeita, viralizou nas redes e expôs o confronto entre discursos de militância e o trabalho cotidiano da Polícia Militar.
Abordagem filmada e ofensas ao agente
Segundo o boletim de ocorrência, o policial abordou um suspeito na zona norte de São Paulo por volta das 20h da última terça-feira (28). Aline Bardy, que passava pelo local, aproximou-se gravando com o celular e acusou o agente de agir por “motivos raciais”. No vídeo divulgado, ela insiste que o PM “só foi atrás do cara porque ele era negro” e, em seguida, desfere insultos pessoais: chama o servidor de “bostinha de Quintino”, questiona se ele “já foi para a Europa” e alega ter “um milhão de seguidores” contra “nenhum” do policial.
A gravação mostra a influenciadora colando o rosto no colete do agente, levantando a voz e mesclando frases em inglês para, nas palavras dela, “humilhar” o profissional. Mesmo diante das provocações, o policial manteve a postura protocolar e solicitou documentos de identificação de Bardy, que se negou a apresentar.
Prisão por crime de racismo
Com a recusa ao procedimento e a continuidade dos insultos, a equipe conduziu Aline Bardy à delegacia do bairro. O delegado plantonista registrou flagrante por racismo, previsto no artigo 140, parágrafo terceiro do Código Penal, pois as ofensas teriam sido dirigidas a uma autoridade pública em razão de sua função e de suposto preconceito social. A influenciadora permanece detida aguardando audiência de custódia.
Em nota, a defesa da acusada atribuiu o “surto” a “alcoolismo e medo da polícia”. O advogado argumenta que Bardy não possui antecedentes criminais e pediu conversão da prisão em medidas cautelares. A Justiça ainda não se manifestou.
Repercussão política e crítica à segurança pública
O caso ganhou proporção nacional ao ocorrer no mesmo período em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou — em transmissão de rádio oficial da Presidência — que “os traficantes são vítimas” do sistema. A fala foi recebida com indignação por entidades de classe de policiais, que enxergam na declaração a perpetuação de um discurso que trata agentes da lei como “opressores” e criminosos como “vítimas sociais”.


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Para representantes de praças e oficiais, a prisão de Bardy reforça “o desprezo de parte da militância” pelo trabalho policial. Em grupos internos, agentes recordaram colegas mortos em serviço e afirmaram que o episódio evidencia “o país invertido” em que o cumprimento do dever é desvalorizado, enquanto infratores recebem justificativas ideológicas.
Contexto de tensão entre militância e farda
Especialistas em segurança pública apontam que incidentes desse tipo se multiplicaram após a popularização de transmissões ao vivo com celular. Ativistas registram abordagens em busca de supostas irregularidades, enquanto policiais alegam que gravações parciais distorcem a realidade da ocorrência. A legislação brasileira não proíbe a filmagem de agentes, mas prevê responsabilização por desacato, difamação ou racismo, dependendo do conteúdo registrado.
Fontes da corporação informam que o policial ofendido receberá suporte jurídico e psicológico. O comando da PM destacou, em comunicado interno, que “todo servidor merece respeito no exercício da função” e que “ataques de cunho discriminatório serão encaminhados ao Ministério Público”.

Imagem: Reprodução
Próximos passos do processo
A audiência de custódia deve ocorrer nas próximas 24 horas. O Ministério Público avaliará se denuncia Aline Bardy por racismo, crime inafiançável e imprescritível. Caso a denúncia seja aceita, a influenciadora responderá em liberdade ou recolhida, a depender da decisão judicial.
Enquanto isso, o vídeo continua circulando nas redes, dividindo opiniões. Perfis ligados à esquerda defendem que houve “abuso de autoridade” na abordagem inicial, embora admitam excessos verbais da militante. Já usuários mais alinhados ao campo conservador veem no episódio a evidência de uma postura que desacata instituições e repudia símbolos de ordem, como a farda.
Na Polícia Militar, o sentimento predominante é de solidariedade ao colega exposto. Oficiais lembram que, apenas neste mês, diversos agentes tombaram em serviço, e reivindicam maior respaldo do poder público. O contraste entre o reconhecimento do risco diário e a narrativa que atribui “vitimismo” a traficantes alimenta o debate sobre segurança no país.
O desfecho do caso Esquerdogata servirá de termômetro para medir até que ponto a Justiça e a sociedade tolerarão agressões dirigidas a quem protege ruas, escolas e comércios. Enquanto isso, o policial envolvido volta à patrulha, consciente de que câmeras de celulares podem tornar-se, a qualquer momento, armas usadas contra sua honra.
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Este texto reuniu os principais fatos sobre a prisão da influenciadora Aline Bardy e a reação ao episódio. Continue acessando o portal para atualizações do processo e para análises de temas que impactam a vida de quem defende a lei.
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