São Paulo – Fundado em 2010, o Instituto Ampara Animal consolidou-se como um dos maiores exemplos de atuação privada na proteção de cães, gatos e fauna silvestre no Brasil. A organização, criada pela paranaense Juliana Camargo, ultrapassa atualmente 1 milhão de animais atendidos por ano, demonstrando que estruturas independentes, guiadas pela gestão eficiente e parcerias com empresas, podem gerar impacto amplo sem recorrer a subsídios estatais.
Da inquietação pessoal à gestão profissional
Há pouco mais de uma década, Juliana Camargo trabalhava nos setores de moda e comunicação. O rompimento com a carreira original ocorreu após uma experiência direta com o resgate de um cachorro em situação de risco. A ação pontual revelou a ela e à parceira Marcele Becker a dimensão do abandono animal no País. Percebendo que a ajuda isolada não resolvia o problema estrutural, Juliana ingressou em uma pós-graduação em Gestão do Terceiro Setor. O curso evidenciou a ausência de mecanismos profissionais no segmento e norteou a criação de uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP).
Ao lado de Becker, Cassiana Garcia e Raquel Facuri, a fundadora estruturou um modelo baseado em três pilares: captação de recursos no mercado privado, capacitação de protetores independentes e oferta de serviços médicos a grande escala. Em 2013, a entidade obteve a certificação de OSCIP, selo que exige transparência financeira e metas mensuráveis, reforçando a credibilidade da iniciativa perante patrocinadores.
Números que sustentam o impacto
O Ampara Animal registra, desde a fundação, mais de 24 mil cães e gatos encaminhados para adoção responsável. Paralelamente, 557 mil animais receberam tratamento veterinário e 262 mil foram vacinados. Na frente de fauna silvestre, aberta em 2016 com a criação da Ampara Silvestre, mais de 700 espécimes nativos foram beneficiados por programas de reabilitação e soltura.
A organização opera com foco em escala. A política de castração em massa, por exemplo, segue protocolos de saúde única que visam reduzir a superpopulação sem onerar o poder público. As ações são financiadas majoritariamente por doações corporativas; marcas de alimentação, higiene pet e varejo destinam parte do faturamento a projetos específicos, reforçando a lógica de responsabilidade social voluntária.
Estratégia conservadora de expansão
Sem contar com repasses governamentais recorrentes, o instituto adota práticas alinhadas a modelos empresariais. A área financeira, sob responsabilidade de Cassiana Garcia, trabalha com orçamento enxuto, metas anuais e auditoria independente. Essa metodologia reduz desperdícios, garante previsibilidade e atrai investidores sociais, que exigem relatórios de desempenho semelhantes aos de empresas listadas em bolsa.


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A governança também inclui triagem criteriosa de voluntários e parceiros. O intuito é minimizar riscos jurídicos e preservar a reputação da marca, evitando que militância político-partidária interfira na agenda institucional. Esse posicionamento garante foco nos resultados concretos – número de animais castrados, tratados ou adotados – em vez de campanhas ideológicas ou demandas regulatórias adicionais.
Papel das quatro fundadoras
A equipe diretiva manteve-se feminina desde a origem. Juliana Camargo atua na captação de recursos e na expansão de networking; Marcele Becker concentra-se na operação de abrigos temporários; Cassiana Garcia responde pela controladoria; e Raquel Facuri cuida das frentes de comunicação e educação. A divisão clara de funções permite decisões rápidas e alinhamento estratégico em médio e longo prazos.

Imagem: Internet
Reconhecimento e prêmios
Em 2025, o Ampara Animal entrou novamente na lista das 100 melhores ONGs do País, alcançando destaque regional no Sudeste. O título reforça a importância da eficiência na gestão dos donativos. Desde 2015, a entidade figura como a maior organização de defesa animal do Brasil em volume de atendimentos, status confirmado por auditorias externas e publicações do setor.
Desafios e metas futuras
Apesar dos avanços, a instituição reconhece gargalos como o crescimento do tráfico de animais silvestres e a falta de políticas municipais de castração em massa. Para 2026, a meta é ampliar parcerias regionais, dobrando o número de clínicas credenciadas e expandindo a atuação em estados do Norte e Nordeste.
Juliana Camargo ressalta que a intenção de longo prazo é tornar o papel do instituto cada vez menos necessário, a partir da mudança cultural que valorize a posse responsável e desestimule o comércio irregular de fauna. Até lá, a prioridade segue na profissionalização de protetores locais, entrega de insumos e adoção de mecanismos de avaliação de impacto, práticas comuns no setor privado.
Quem busca entender como iniciativas civis podem suprir lacunas de políticas públicas pode se aprofundar no tema acessando a seção de Política, onde assuntos relacionados à regulamentação e responsabilidade socioambiental são analisados regularmente.
Em síntese, o Instituto Ampara Animal comprova que gestão técnica, captação junto à iniciativa privada e metas objetivas podem transformar a proteção animal em operação sustentável e de grande alcance. Se você quer acompanhar mais exemplos de eficiência fora da esfera estatal, continue navegando pelo site e descubra relatos de outras organizações que integram mercado e impacto social.
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