São Paulo, 25 de junho de 2025 – Bancos e financeiras intensificam o uso de inteligência de dados e automação para reduzir a inadimplência em um Brasil que soma milhões de devedores. Levantamento da CSU Digital revela que 66 % dos correntistas preferem instituições capazes de identificar seus padrões de consumo e ajustar serviços de acordo com esse comportamento. Entre eles, 77 % não hesitam em compartilhar informações pessoais para receber ofertas adaptadas ao seu perfil.
Dados como ferramenta central na cobrança
A hiperpersonalização transforma a recuperação de crédito em um processo mais eficaz. Ao analisar históricos de compra, renda, canal de contato favorito e estágio de vida, as instituições criam roteiros de abordagem que elevam a taxa de acordos homologados. O diretor de produtos e dados da Quod, Danilo Coelho, explica que a plataforma da empresa classifica devedores segundo a probabilidade de pagamento, indicando quais contas devem ser priorizadas. “Com cenários preditivos, otimizamos a alocação de recursos e reduzimos perdas”, afirma.
Esse modelo orientado por dados substitui estratégias genéricas, muitas vezes agressivas, que ignoram a situação financeira do consumidor. Ao enquadrar o devedor em segmentos objetivos, o credor oferece condições de renegociação adequadas ao orçamento real, aumentando a recuperação e preservando o relacionamento de longo prazo.
Automação amplia alcance e reduz custos
Chatbots, assistentes virtuais e plataformas de cobrança digital ganham espaço na rotina dos call centers. Essas soluções, alimentadas por inteligência artificial, dialogam com milhares de pessoas simultaneamente, 24 horas por dia, eliminando filas telefônicas e diminuindo os gastos operacionais. A tecnologia interpreta a linguagem do cliente, sugere planos de pagamento personalizados e registra os termos do acordo em tempo real.
Além do atendimento, algoritmos de análise preditiva projetam o risco de inadimplência antes que a primeira parcela vença. O sistema cruza dados de compras recorrentes, variações salariais e atrasos anteriores, emitindo alertas preventivos. A área de risco, então, envia lembretes ou renegocia condições antes que a dívida se agrave. Na prática, evita-se a judicialização e o consequente aumento de custos para todas as partes.
Integração de bancos de dados acelera resultados
A partir da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), o compartilhamento de informações exige consentimento claro, mas também garante segurança jurídica às instituições que investem na troca de cadastros. Esse ambiente regulado estimula a integração de fontes alternativas, como contas de energia, histórico de assinatura de streaming e até dados de geolocalização autorizada. Quanto maior a base, mais precisa se torna a segmentação de perfis e a previsão de comportamento.


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Para os conservadores do setor, a expansão da hiperpersonalização evidencia a eficiência do mercado quando ele dispõe de liberdade para inovar. Ao contrário de programas públicos que transferem custos a toda a sociedade, a tecnologia direciona recursos apenas aos casos com maior chance de recuperação, protegendo o capital de acionistas e poupadores.
Benefícios para consumidores e sociedade
O uso de dados reduz abordagens invasivas. Em vez de ligações insistentes, o devedor recebe propostas objetivas, apresentadas no canal que ele escolheu – aplicativo, e-mail ou mensagem instantânea. A prática fortalece a reputação da marca e diminui reclamações em órgãos de defesa do consumidor, segundo Coelho. “Quando a cobrança respeita o momento financeiro do cliente, cria-se um ciclo de confiança que favorece novas contratações de crédito”, conclui.
Em termos macroeconômicos, a queda na inadimplência libera capital para novos empréstimos e investimentos produtivos, elemento crucial ao crescimento sustentado do país. Quanto menos recursos retidos em dívidas incobráveis, maior a capacidade do mercado de financiar empreendedores e gerar empregos.

Imagem: Internet
Perspectivas para os próximos anos
A evolução da inteligência artificial promete cobranças ainda mais segmentadas. Espera-se que, em breve, as plataformas antecipem mudanças de renda a partir de variações de emprego registradas em bases públicas e privadas. Com isso, o credor poderá oferecer renegociação imediata ao perceber potencial de aperto financeiro, evitando que o consumidor ultrapasse o limite de 90 dias de atraso – marco que eleva custos de provisão e impacto no balanço.
Ao mesmo tempo, a digitalização exige reforço nos sistemas de cibersegurança. A proteção dos dados sensíveis é requisito para preservar a confiança dos clientes e a legitimidade das operações. Nesse sentido, certificações internacionais de boa prática e auditorias externas já se tornaram padrão entre grandes bancos e fintechs.
Especialistas acreditam que a combinação de analytics, IA e canais digitais estabelecerá um novo patamar de eficiência na gestão de crédito, alinhado ao princípio liberal de responsabilizar indivíduos e empresas pelas próprias decisões, sem transferir perdas ao contribuinte.
Para acompanhar outras iniciativas que impactam o cenário nacional, visite a seção de Política e fique por dentro dos desdobramentos regulatórios que influenciam o setor financeiro.
Em resumo, o avanço da hiperpersonalização consolida um modelo de cobrança mais preciso, econômico e respeitoso, beneficiando credores, consumidores e a economia em geral. Continue acompanhando nossas publicações e receba atualizações sobre as principais tendências que moldam o mercado de crédito brasileiro.
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