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Investigação aponta licitação de R$ 24,8 mi como provável causa da execução de delegado no litoral paulista

Política

PRAIA GRANDE (SP) – A Polícia Civil de São Paulo trabalha com a hipótese de que o assassinato do delegado e secretário municipal Ruy Ferraz Fontes, em 15 de setembro, tenha relação direta com um processo de licitação de R$ 24,8 milhões conduzido pela Prefeitura de Praia Grande. Internamente, investigadores atribuem “nota nove” numa escala de zero a dez à possibilidade de o crime ter sido motivado pelas irregularidades supostamente descobertas por Fontes.

Execução ocorreu duas semanas após o pregão eletrônico

O pregão eletrônico aconteceu em 1º de setembro e previa a compra de equipamentos para ampliar o sistema de videomonitoramento urbano e a rede pública de Wi-Fi. Quinze dias depois, o delegado, que acumulava o cargo de secretário de Administração, foi alvejado por disparos de fuzil em via pública. Fontes havia identificado problemas no certame e relatado inconformidades que poderiam anular a contratação.

A investigação segue sob sigilo, mas fontes ligadas ao caso afirmam que o histórico de Fontes no combate ao crime organizado e sua atuação recente na gestão municipal reforçam a linha de que a execução foi ordenada para impedir o avanço de apurações internas.

Prisões ligam suspeitos ao crime organizado

O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) prendeu cinco suspeitos de participação no homicídio, alguns com vínculos com o Primeiro Comando da Capital (PCC). Dois investigados continuam foragidos, enquanto um terceiro morreu em confronto com policiais no Paraná ao resistir à prisão.

A operação mais recente, em 29 de setembro, incluiu mandados de busca e apreensão em endereços de servidores municipais. Entre os alvos esteve o então subsecretário de Gestão de Tecnologia, Sandro Rogério Pardini, de 60 anos. Na residência dele, agentes recolheram R$ 50 mil, US$ 10.030 e € 1.135 em espécie. Três dias após a ação, Pardini pediu exoneração do cargo.

Os advogados do ex-subsecretário, Octávio Rolim, Patrícia Cristina de Britto Moita e Beatriz Mâncio, declararam que o cliente nega qualquer participação, direta ou indireta, no crime e que está à disposição das autoridades para colaborar com o esclarecimento do caso.

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Servidores de diferentes secretarias na mira

Além de Pardini, outros quatro funcionários públicos tiveram endereços vasculhados: um agente de fiscalização da Secretaria de Urbanismo, um agente da Secretaria de Administração, um engenheiro e uma diretora da Secretaria de Planejamento. A Polícia Civil não divulgou detalhes sobre o material apreendido nesses locais, mas reforçou que as diligências miram a estrutura que viabilizou o processo licitatório.

Investigadores buscam identificar quem ordenou o homicídio e qual foi o grau de envolvimento de cada servidor. A suspeita é de que Fontes teria reunido provas capazes de comprometer beneficiários da licitação bilionária, motivando a ação violenta.

Dinâmica do crime permanece sob análise pericial

Relatórios preliminares indicam que a emboscada foi planejada com antecedência. Imagens de câmeras de segurança mostram a aproximação de atiradores armados com fuzis, que dispararam diversas vezes antes de fugir. A perícia balística deve determinar a procedência das armas, possivelmente ligadas a organizações criminosas que atuam no Estado.

Enquanto isso, o DHPP trabalha na reconstituição dos passos do delegado nas horas que antecederam o ataque, cruzando movimentações bancárias, registros telefônicos e depoimentos de testemunhas. A meta é confirmar se houve vazamento de informação sobre a rotina do secretário — indício de participação interna.

Próximos passos da investigação

A apuração avança em três frentes: rastrear fluxos financeiros do pregão eletrônico, mapear a cadeia de comando dos executores e analisar eventuais fraudes no processo de contratação. Informações preliminares apontam para sobrepreço de equipamentos e favorecimento de empresas específicas, o que pode configurar associação criminosa envolvendo agentes públicos.

Delegados responsáveis pelo caso ressaltam que novas prisões podem ocorrer a qualquer momento. Fontes próximos à investigação avaliam que a comprovação de vínculo entre irregularidades na licitação e o assassinato reforçará a necessidade de revisão de contratos e punição de servidores envolvidos.

Para acompanhar outros desdobramentos políticos e casos de corrupção investigados no país, acesse a seção dedicada do nosso site em Política.

O caso segue sob sigilo, mas a expectativa é que o inquérito seja concluído nas próximas semanas, com a apresentação de denúncia formal ao Ministério Público. Mantenha-se informado e veja atualizações frequentes sobre segurança pública e gestão municipal.

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Resumo: a linha de investigação predominante aponta que a morte de Ruy Ferraz Fontes está ligada a um contrato de quase R$ 25 milhões para expansão de videomonitoramento em Praia Grande. Com suspeitos já detidos, buscas em endereços de servidores e indícios de participação do crime organizado, o inquérito se concentra em esclarecer quem ordenou a execução e proteger recursos públicos. Continue acompanhando nossas publicações para receber atualizações e compartilhar esta informação com quem se preocupa com transparência e segurança.

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