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Investigação expõe militar da Marinha que treinou Comando Vermelho a lançar granadas por drones

Econômia

Rio de Janeiro – Uma investigação da Polícia Federal (PF) e da Polícia Civil do Rio de Janeiro identificou a participação de um cabo da Marinha na adaptação de drones para lançar granadas durante confrontos armados em comunidades dominadas pelo Comando Vermelho (CV). As descobertas vieram à tona após a megaoperação desta terça-feira (28) nos complexos da Penha e do Alemão, zona norte da capital fluminense, onde criminosos sobrevoaram agentes de segurança com aeronaves não tripuladas equipadas com artefatos explosivos.

Uso de drones-bomba na operação mais letal do Rio

A Operação Contenção mobilizou 2.500 agentes de forças estaduais e federais para desarticular o núcleo que comanda o tráfico na Penha e no Alemão, regiões consideradas estratégicas pela facção. Durante o avanço das equipes, câmeras corporais registraram drones lançando granadas de maneira coordenada contra policiais. Não houve registro de feridos, mas o episódio reforçou a preocupação das autoridades com a crescente militarização do crime organizado.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública, a ofensiva resultou em 81 prisões e, de acordo com boletim preliminar, pode ter superado a marca de 100 mortos, o que a torna a ação policial mais letal da história do estado. Para o governador Cláudio Castro (PL), o emprego de drones-bomba “demonstra o nível de ousadia das facções e a necessidade de respostas firmes do poder público”.

Militar preso por desenvolver dispensadores de granadas

O cabo Rian Maurício Tavares Mota foi detido pela PF dentro de um quartel em Niterói (RJ) após ser identificado como responsável por criar dispositivos capazes de acoplar granadas a drones. Interceptações telefônicas apontam que o militar ensinava integrantes do CV a operar o equipamento e compartilhava vídeos de batalhas na Ucrânia para demonstrar técnicas de lançamento remoto.

Em conversa obtida pelos investigadores, um homem atribuído a Edgar Alves de Andrade, o “Doca” — apontado como líder do Comando Vermelho — solicita a compra de um “dispensador” que permite prender o pino da granada por um cabo, liberando o artefato no momento desejado. A PF afirma que o militar oferecia versões aprimoradas do dispositivo e treinamento prático, elevando o potencial destrutivo das facções.

Na residência de Rian, agentes localizaram um bunker subterrâneo preparado para dias de sobrevivência, além de rádios, equipamentos de vigilância e peças eletrônicas. Para os investigadores, a estrutura indica planejamento de longo prazo e a intenção de manter suporte logístico ao grupo criminoso.

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Expansão do uso de tecnologia militar pelo crime

Relatórios da PF apontam que o caso não é isolado. Outras facções vêm utilizando drones modificados para monitoramento de rotas policiais e lançamento de explosivos em disputas territoriais. Entre fevereiro de 2023 e fevereiro de 2024, a corporação registrou ao menos seis ocorrências semelhantes em estados do Sudeste e do Norte.

Especialistas em segurança pública alertam que a adaptação de equipamentos comerciais de baixo custo amplia o alcance de organizações criminosas, exigindo atualização constante de protocolos das forças de ordem. Fontes da PF defendem mudanças na legislação para tipificar o uso bélico de drones e endurecer penas relacionadas ao tráfico de armamentos improvisados.

Reação dos governos estadual e federal

O governo do Rio atribui a operação de terça-feira à necessidade de retomar áreas dominadas pelo CV e reduzir a escalada de ataques a civis e agentes. Já o Ministério da Justiça anunciou reforço da Força Nacional na região e prometeu avaliar novas estratégias de enfrentamento ao crime organizado, incluindo ações conjuntas de inteligência.

Líderes comunitários relatam bloqueios em vias essenciais, impacto no comércio local e aumento do tiroteio durante a resposta dos criminosos à presença policial. Apesar das críticas de entidades de direitos humanos sobre o número de mortes, a cúpula de segurança sustenta que a operação seguiu protocolos e mira criminosos fortemente armados que “transformam áreas urbanas em zonas de guerra”.

Próximos passos da investigação

Rian Maurício Tavares Mota segue preso preventivamente. Ele deve responder por associação criminosa armada, tráfico de armas, terrorismo e violação do código militar. A PF apura se outros militares colaboraram com a facção e analisa a possibilidade de conexão com quadrilhas que atuam em estados vizinhos.

Para investigadores, a apreensão de dispositivos de lançamento e a identificação do fluxo financeiro podem revelar fornecedores de insumos e rotas de distribuição. As autoridades consideram prioritário cortar o acesso dos criminosos a tecnologia de uso dual que converte aeronaves de hobby em arma tática.

O avanço dessa investigação reforça a necessidade de integração entre órgãos de inteligência, Forças Armadas e polícias estaduais para combater a infiltração do crime organizado em estruturas públicas.

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Este conteúdo mostrou como a cooptação de um militar potencializou o uso de drones-bomba pelo Comando Vermelho. Para seguir informado e receber análises sobre segurança pública e legislação, continue navegando em nosso portal.

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