No início da semana, o senador Jorge Seif (PL-SC) levou ao plenário do Senado a disputa interna que opõe integrantes do Partido Liberal em Santa Catarina. Em discurso de tom firme, o parlamentar saiu em defesa da possível candidatura de Carlos Bolsonaro (PL-RJ) ao Senado pelo Estado e direcionou as críticas a correligionários que, segundo ele, ganharam espaço político graças ao apoio da família Bolsonaro e agora estariam agindo contra o ex-presidente.
Disputa exposta no plenário
O pronunciamento ocorreu na terça-feira, 4 de junho. Sem citar nomes diretamente, Seif classificou como “ilustres desconhecidos” alguns aliados que, segundo suas palavras, “não eram nada até ontem” e hoje questionam a liderança de Jair Bolsonaro no partido. O senador afirmou que tais figuras teriam ascendido graças à associação com o ex-chefe do Executivo, mas agora se comportariam como adversários internos.
A referência mirou a deputada estadual Ana Campagnolo (PL-SC), que criticou publicamente a possível transferência de domicílio eleitoral de Carlos Bolsonaro para Santa Catarina. No plenário, Seif reforçou a lealdade ao clã e apontou “ingratidão” de quem, segundo ele, “esquece quem era antes do apoio de Jair Bolsonaro”. Ao se referir à parlamentar, comentou: “Vem uma deputada estadual, que era professora até ontem, e se acha líder da direita em Santa Catarina, falando mal do filho do presidente”.
Embora tenha endurecido o discurso contra Campagnolo, o senador afirmou que vê espaço para vários nomes na disputa. Citou como exemplos a deputada federal Caroline de Toni (PL-SC) e o ex-senador Esperidião Amin (PP-SC), declarando apoio a ambos: “Que venham os três, e que o catarinense escolha”, concluiu.
Reações nas redes sociais
A fala de Seif provocou resposta imediata. Em suas redes, Campagnolo ironizou o colega ao chamá-lo de “filho 06 do Bolsonaro” e questionar sua aritmética política: “O cara tem três candidatos sabendo que só existem duas vagas. Onde foi parar o cérebro dele?”. Acrescentou ainda que, após ser acusada de mentir, ninguém teria “culhões para peitar a verdade”.
O embate ganhou novo capítulo quando Carlos Bolsonaro se manifestou no X (antigo Twitter). Ele tachou de “mentira” a declaração de Campagnolo sobre um suposto acordo interno que garantiria a ele e a Carol de Toni as duas vagas ao Senado: “Não sejam mentirosos! Absolutamente nada do que essa menina está falando é verdade. Quanta baixaria!”.


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Da Flórida, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) também entrou na discussão. Em carta divulgada nas redes, classificou as declarações de Campagnolo como “totalmente inaceitáveis”, tanto pela forma pública quanto pelo conteúdo que, segundo ele, afronta a liderança que impulsionou a carreira da deputada. O parlamentar destacou ainda que Campagnolo mudou de base eleitoral dentro do Estado, reforçando a crítica de oportunismo.
Rumo às eleições de 2026
A tensão decorre da formação da chapa para o Senado em 2026. Santa Catarina abrirá duas vagas, e o PL, principal sigla de direita no Estado, busca acomodar nomes competitivos. A eventual ida de Carlos Bolsonaro altera o tabuleiro ao desafiar as pretensões de Caroline de Toni, já declarada pré-candidata, e do grupo que articula apoio ao ex-senador Esperidião Amin.

Imagem: Internet
Campagnolo sustenta que havia entendimento interno para compor a dobradinha Carol de Toni–Amin, tese rechaçada pela família Bolsonaro. Já Seif defende que a presença de Carlos amplia as chances do partido manter hegemonia conservadora no Estado, atraindo eleitores alinhados ao legado de 2018.
Diante do impasse, a direção estadual do PL ainda não oficializou nenhum nome. Nos bastidores, comenta-se que Jair Bolsonaro pretende percorrer municípios catarinenses no segundo semestre para medir a força de seu filho entre as bases, enquanto opositores internos articulam pesquisas que colocam Carol de Toni em vantagem.
No momento, a única certeza é o ambiente de disputa antecipada. Aliados buscam evitar que ataques públicos provoquem desgaste da marca Bolsonaro no eleitorado conservador catarinense, considerado fiel ao ex-presidente desde 2018. Até lá, discursos como o de Jorge Seif devem continuar a pautar o debate.
Para compreender outras movimentações partidárias no Estado, consulte também a cobertura em Política.
Em síntese, o pronunciamento de Jorge Seif reforçou a divisão interna no PL-SC e colocou em evidência a disputa por espaço entre figuras que orbitam a influência de Jair Bolsonaro. A definição da chapa ao Senado em 2026 dependerá, sobretudo, da lealdade ao ex-presidente e da capacidade de cada pré-candidato de mobilizar a base conservadora catarinense. Acompanhe nossas atualizações e permaneça informado sobre os próximos passos dessa corrida eleitoral.
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