A mais recente pesquisa da Quaest, divulgada nesta quarta-feira (20), trouxe números sobre a percepção pública quanto à atuação do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos desde março. Segundo o instituto, 69% dos entrevistados avaliam que o parlamentar trabalha em Washington principalmente pelos interesses pessoais e familiares, e não pelos do Brasil. Outros 23% enxergam a iniciativa como defesa do país, enquanto 8% não souberam ou preferiram não responder.
Detalhes da movimentação em Washington
O deputado mantém contato com autoridades americanas para pleitear medidas de pressão contra o governo brasileiro e o Supremo Tribunal Federal (STF). Entre os pedidos defendidos estão:
• aplicação de uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros exportados aos EUA;
• cancelamento de vistos de integrantes do governo federal e de ministros do STF;
• inclusão do ministro Alexandre de Moraes na chamada Lei Magnitsky, legislação que permite sanções a indivíduos acusados de violar direitos humanos.
Eduardo Bolsonaro sustenta que tais iniciativas ajudariam a responder ao que classifica como perseguição política contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no âmbito do STF. O deputado permanece em território americano desde março para intensificar essas articulações.
Metodologia e recortes da pesquisa
O instituto Quaest entrevistou 2.004 pessoas em 120 municípios entre 13 e 17 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O estudo também dividiu as respostas por orientação política e voto declarado nas últimas eleições:
• Entre eleitores que se identificam com a esquerda, 95% veem a atuação de Eduardo como voltada à própria família.
• Entre entrevistados sem posicionamento ideológico, a taxa cai para 78%.
• Já entre simpatizantes da direita, 44% partilham da mesma visão, e 48% consideram que o deputado defende interesses do Brasil.
• No grupo de eleitores que declararam voto em Jair Bolsonaro, 65% avaliam positivamente a articulação do parlamentar.
Impacto do possível tarifaço de 50%
A sondagem também investigou a expectativa sobre o efeito de uma eventual sobretaxa de 50% contra produtos brasileiros nos Estados Unidos. Para 77% dos entrevistados, a medida afetaria diretamente sua vida cotidiana; 64% acreditam que os preços dos alimentos subiriam.
Quanto ao motivo da tarifa, 51% atribuem a decisão a interesses políticos do ex-presidente norte-americano Donald Trump, 23% a questões comerciais, e 2% a razões pessoais. O levantamento indica que somente entre apoiadores de Bolsonaro a maioria — 54% — considera “certa” a eventual retaliação liderada por Trump.


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Imagem: Bruno Spada
Confiança em eventual acordo com os EUA
Questionados sobre a capacidade do governo Lula de negociar uma saída antes que as tarifas sejam efetivadas, 48% acreditam em um acordo, enquanto 45% demonstram ceticismo. Para 49% dos participantes, o presidente age em defesa do Brasil; 41% pensam que ele utiliza o impasse para autopromoção.
Em relação à postura ideal do país, 67% defendem negociação, e 26% preferem retaliação com taxação de produtos norte-americanos.
Possível reversão da inelegibilidade de Jair Bolsonaro
A pesquisa também mediu a expectativa sobre a eficácia das conversas conduzidas por Eduardo Bolsonaro na reversão da inelegibilidade de seu pai. O índice de quem vê possibilidade de êxito subiu de 31% para 36% em comparação ao levantamento anterior, enquanto a parcela contrária caiu de 59% para 55%.
O levantamento confirma que a avaliação sobre a viagem de Eduardo Bolsonaro se divide conforme alinhamento político do entrevistado. Embora a maioria geral veja interesse familiar, entre apoiadores do ex-presidente cresce a percepção de que a ofensiva em Washington busca defender o Brasil contra medidas consideradas injustas do STF.
Se você quer acompanhar outros desdobramentos sobre a relação entre governo e oposição, visite a sessão de política em https://geraldenoticias.com.br/category/politica.
Em síntese, a Quaest aponta que parte significativa da população enxerga motivação familiar na agenda de Eduardo Bolsonaro nos EUA, mas o respaldo do eleitorado conservador mostra que o tema ainda deve alimentar o debate público. Continue acompanhando nossas atualizações e compartilhe este conteúdo para manter o assunto em discussão.

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