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Lula abandona COP 30 e reforça apoio a Maduro em cúpula esvaziada

Política

Belém (PA) / Cartagena (Colômbia) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou a Conferência do Clima (COP 30) em Belém para participar, na Colômbia, da reunião da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac). Ambos os encontros registraram baixa presença de chefes de Estado, mas Lula manteve a agenda para reforçar sua defesa do regime de Nicolás Maduro e criticar a influência militar dos Estados Unidos no Caribe.

De um palco vazio a outro

A COP 30, montada no Parque da Cidade, ocupa a área do antigo aeroporto de Belém. Apesar do esforço de cenografia, a conferência contou com participação reduzida de líderes internacionais. Antes do término dos debates climáticos, Lula embarcou para Cartagena, onde a reunião da Celac também enfrentava desfalques. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, cancelou a presença, esvaziando o objetivo inicial de promover diálogo direto entre América Latina, Caribe e União Europeia.

Na nova plateia, Lula dividiu holofotes com o presidente colombiano Gustavo Petro. O encontro serviu para reiterar uma pauta pacifista sobre o Caribe, criticando suposta ameaça militar norte-americana. Ao mesmo tempo, nenhuma menção direta foi feita à crise humanitária e às denúncias de violações de direitos na Venezuela.

Silêncio sobre o “venezuelão”

Manifestações públicas de organizações como a Organização dos Estados Americanos (OEA) e o Carter Center apontam fraude na reeleição de Nicolás Maduro, classificando o resultado como ilegítimo. Mesmo assim, o governo brasileiro descreve Caracas como parceira confiável. Lula, o assessor especial Celso Amorim e demais porta-vozes mantêm tom cordial com o regime chavista, ignorando as denúncias de violência institucional.

Em Cartagena, a retórica presidencial voltou-se contra Washington: Lula defendeu a “soberania venezuelana” e condenou a presença militar dos Estados Unidos na região. O discurso, entretanto, não incluiu críticas à repressão interna conduzida por Maduro. A imprensa tradicional brasileira acompanhou o roteiro, mas evitou questionar o presidente sobre a contradição.

Falta de pressão jornalística

Nos últimos anos, Lula raramente enfrenta coletivas espontâneas sujeitas a perguntas incisivas. O cenário contrasta com o período do escândalo do mensalão, deflagrado há duas décadas, quando o então presidente precisou responder a questionamentos imediatos. Hoje, apesar das acusações de fraude eleitoral na Venezuela e da proximidade do Palácio do Planalto com Caracas, entrevistas desconfortáveis tornaram-se exceção.

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A ausência de contrapontos revela a mudança de postura de setores da imprensa. Críticos apontam que parte dos veículos prefere preservar a narrativa de que o governo brasileiro representa um bastião democrático contra um suposto risco autoritário, mesmo diante de evidências de conivência com regimes ditatoriais.

Contexto de insegurança regional

Tanto Brasil quanto Colômbia registram avanço de facções criminosas transnacionais. Mesmo assim, Lula e Petro priorizaram declarações sobre “paz no continente”, sem detalhar ações concretas de combate às organizações armadas que atuam em seus territórios. A ênfase em críticas aos Estados Unidos substituiu um debate mais direto sobre narcotráfico, corrupção e controle de fronteiras.

Ao concentrar-se em temas simbólicos, o encontro da Celac repetiu o perfil de cúpulas recentes: extensa retórica, poucos resultados práticos e limitada adesão internacional. A baixa relevância institucional reflete-se na própria COP 30, cuja agenda climática perdeu espaço para questões geopolíticas paralelas.

Cenografia como método

Passar de uma conferência climática esvaziada para uma cúpula regional igualmente pouco prestigiada reforça a estratégia comunicacional do governo. Em ambos os cenários, o foco recai sobre discursos com forte carga ideológica, enquanto temas sensíveis – fraude eleitoral na Venezuela, criminalidade crescente e insegurança energética – permanecem fora do centro do debate.

Sem pressão de repórteres, Lula sustenta interlocução preferencial com lideranças alinhadas ao eixo bolivariano. O resultado imediato é o fortalecimento de Nicolás Maduro no plano diplomático, ainda que a credibilidade do regime permaneça abalada perante organismos internacionais.

Para observadores conservadores, a sequência de eventos ilustra a decadência da elite intelectual e midiática: a defesa acrítica de um presidente acusado de corrupção no passado, aliada ao silêncio sobre violações de direitos humanos na Venezuela, sinaliza prioridade ideológica acima de princípios democráticos.

Enquanto a base governista celebra o roteiro, exportadores brasileiros aguardam avanços concretos em acordos comerciais e segurança jurídica. Na mesma linha, parte do eleitorado questiona se a agenda ambiental e de integração latino-americana não serve apenas como cortina de fumaça para interesses políticos internos.

Em um cenário internacional marcado por conflitos reais, cúpulas coreografadas e discursos pacifistas vazios pouco contribuem para a credibilidade do Brasil. A ausência de líderes europeus na Celac reforça a percepção de que o governo brasileiro aposta mais em narrativas que em resultados.

Para acompanhar outras análises e desdobramentos sobre decisões do Executivo em temas estratégicos, acesse a seção dedicada a Política e mantenha-se informado.

Em resumo, a mudança repentina de Belém para Cartagena expôs a recorrente opção do Planalto por alianças ideológicas, mesmo sob críticas de órgãos internacionais. Continue acompanhando nossos conteúdos e compartilhe este artigo com quem também busca entender os impactos dessa diplomacia seletiva.

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