geraldenoticias 1760022170

Lula ataca Câmara após derrota na MP e culpa “ricos” por perda de R$ 17 bi

Política

Brasília – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva elevou o tom contra a Câmara dos Deputados depois que a Medida Provisória da Taxação perdeu validade na quarta-feira (8). Ao vivo em uma rádio baiana nesta quinta (9), o petista acusou os parlamentares de “derrotarem o povo brasileiro” ao rejeitarem a proposta que substituiria o aumento do IOF por novas cobranças sobre fintechs, big techs, apostas on-line e determinados títulos de investimento.

Câmara rejeita MP e governo perde arrecadação prevista

A MP foi retirada de pauta por 251 votos a 193, encerrando as chances de arrecadar R$ 17 bilhões em 2026. Negociações de última hora já haviam reduzido essa expectativa em R$ 3 bilhões, mas, mesmo assim, o Planalto contava com o texto para fechar o Orçamento do próximo ano.

Durante a tramitação, o governo cedeu em alíquotas: o percentual defendido inicialmente era de 18%, mas caiu para 12% para fintechs e big techs. Ainda assim, a maioria dos deputados rejeitou a matéria. Para Lula, os congressistas preservaram benefícios dos contribuintes de alta renda. “O trabalhador paga 27,5% de imposto de renda e os ricos não querem pagar nem 12%”, afirmou.

Paralelamente, líderes do governo vinham pressionando a base aliada. O senador Randolfe Rodrigues chegou a falar em bloqueio de R$ 7 bi a R$ 10 bi em emendas caso a proposta fosse derrotada. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, também tentou salvar a MP cobrando cumprimento de compromissos firmados com partidos do centrão, mas não teve sucesso.

Presidente mira sistema financeiro após revés

Lula garantiu que o Palácio do Planalto não desistirá da tributação. Segundo ele, uma reunião com a equipe econômica está prevista para quarta-feira (15) a fim de discutir nova estratégia “diretamente com o mercado financeiro”. O presidente citou as fintechs — algumas “maiores do que bancos”, nas palavras dele — como alvos prioritários. “Elas precisam pagar o imposto devido”, declarou.

O chefe do Executivo relatou ainda uma conversa com Haddad logo após a votação. Pediu que o ministro “relaxasse” e “não perdesse o fim de semana”, numa tentativa de demonstrar controle sobre a crise. Na agenda oficial, Lula segue para a Bahia nesta quinta para inaugurar a fábrica da BYD em Camaçari e anunciar programas federais no estado. À noite, embarca para São Paulo e, no domingo (12), viaja a Roma para participar de debate da Aliança Global contra a Fome e a Miséria.

IMPERDÍVEL! Jair Bolsonaro: O fenômeno ignorado: Eles não entenderam nada
Camiseta Camisa Bolsonaro Presidente 2026 Pátria Brasil 6 X 10,00 S/JUROS

Camiseta Camisa Bolsonaro Presidente 2026 Pátria Brasil 6 X 10,00 S/JUROS

R$60,00 R$99,00 -39%
Ver no MERCADO LIVRE
Caneca Jair Bolsonaro Presidente Porcelana Personalizada

Caneca Jair Bolsonaro Presidente Porcelana Personalizada

R$27,99 R$49,00 -43%
Ver no MERCADO LIVRE
Xícara Bolsonaro Brasão Deus Acima De Todos

Xícara Bolsonaro Brasão Deus Acima De Todos

R$33,00 R$99,99 -67%
Ver no MERCADO LIVRE

IMPERDÍVEL! Jair Bolsonaro: O fenômeno ignorado: Eles não entenderam nada

R$52,36 R$99,00 -47%
Ver na Amazon
Caneca Brasil Bolsonaro

Caneca Brasil Bolsonaro

R$29,90 R$59,00 -49%
Ver na Amazon
Camiseta Bolsonaro Donald Trump presidente

Camiseta Bolsonaro Donald Trump presidente

R$49,99 R$109,99 -55%
Ver na Amazon
Mouse Pad Bolsonaro assinando Lei Animais

Mouse Pad Bolsonaro assinando Lei Animais

R$17,90 R$49,99 -64%
Ver na Amazon
Mito ou verdade: Jair Messias Bolsonaro - Leitura Imperdível!

Mito ou verdade: Jair Messias Bolsonaro - Leitura Imperdível!

R$21,30 R$49,99 -57%
Ver na Amazon

Reações no Congresso e no governo

Do lado oposicionista, parlamentares celebraram a rejeição da MP como vitória contra o que classificam de “irresponsabilidade fiscal”. O líder do PL, Altineu Côrtes, agradeceu publicamente o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, pelo suposto empenho contra a medida — atribuição negada pelo próprio governador.

Dentro do governo, a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, usou as redes sociais para acusar deputados de proteger “privilégios” de uma “pequena parcela muito rica”. Para ela, os recursos seriam essenciais a políticas públicas voltadas à população de menor renda.

Próximos passos e impacto fiscal

Sem a MP, a equipe econômica volta à estaca zero na busca de fontes de receita para cobrir o rombo previsto no Orçamento. O aumento do IOF, que foi temporariamente suspenso durante a tramitação da medida, já não está sobre a mesa. Contudo, novos projetos de lei ou outra medida provisória podem ser encaminhados, mantendo a disputa entre Executivo e Legislativo.

No curto prazo, a sinalização de incerteza fiscal tende a pressionar negociações internas e a travar liberações de emendas parlamentares, instrumento tradicional de barganha no Congresso. Além disso, a derrota expõe a fragilidade da base governista na Câmara, mesmo após sucessivas concessões em alíquotas e escopo de incidência.

Em síntese, o Planalto perde R$ 17 bilhões na contabilidade, enfrenta resistência para novos impostos e promete renovar a ofensiva sobre o setor financeiro. A oposição, por sua vez, capitaliza o revés do governo como prova de contenção de carga tributária e de defesa da responsabilidade fiscal.

Para acompanhar os próximos capítulos dessa disputa entre Planalto e Legislativo, confira a cobertura completa em nossa seção de Política.

Fique atento aos desdobramentos: novas propostas de arrecadação devem surgir rapidamente, e sua tramitação seguirá sob intenso debate.

Para informações oficiais e atualizadas sobre política brasileira, consulte também:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Quando você efetua suas compras por meio dos links disponíveis aqui no Geral de Notícias, podemos receber uma comissão de afiliado, sem que isso acarrete nenhum custo adicional para você!