O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) utilizou a passagem oficial pela Malásia, neste sábado (25), para reiterar críticas ao que chamou de “apropriação do Estado” pelos mais ricos. Durante pronunciamento na cidade administrativa de Putrajaya, sede do governo malaio, o petista afirmou que governar “significa cuidar dos mais necessitados”, acrescentando que “muitas vezes, os ricos usurpam e usufruem de coisas do Estado que deveriam ser dedicadas aos mais pobres”.
Discurso alinhado à pauta social em visita asiática
Lula está na Malásia como parte de uma agenda internacional que inclui encontros com autoridades locais e diálogos voltados a comércio e investimentos. Recebido pelo primeiro-ministro Anwar Ibrahim, do Partido da Justiça Popular (centro-esquerda), o chefe do Executivo brasileiro buscou enfatizar a vertente social do governo em meio às tratativas econômicas.
Na fala, Lula evitou termos técnicos, preferindo reforçar a mensagem de proximidade com a população. “Não gosto da palavra governar; gosto de cuidar”, disse, voltando a defender que o Estado concentre esforços no atendimento das camadas mais pobres. O presidente não apresentou medidas concretas, mas reiterou a convicção de que políticas públicas devem ser direcionadas a quem, segundo ele, mais necessita.
Contexto comercial envolvendo tarifas norte-americanas
A passagem pela Malásia antecede reunião bilateral com o ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump, marcada para este domingo (26) em Kuala Lumpur. O encontro deverá tratar do impasse comercial provocado pela tarifa de 50% imposta por Washington a determinados produtos brasileiros. O assunto ganhou relevância após críticas de Trump à condução econômica e ambiental do Brasil.
A interlocutores, o Palácio do Planalto avalia que a negociação com Trump exige, simultaneamente, reforço do discurso social no exterior e sinalização de compromisso com a estabilidade macroeconômica. Dessa forma, a fala de Lula em Putrajaya integra estratégia do governo de, segundo assessores, transmitir equilíbrio entre inclusão social e responsabilidade fiscal.
Reações e repercussão interna
Até o momento, não houve pronunciamentos públicos de representantes do setor empresarial brasileiro sobre a declaração do presidente. Contudo, agentes de mercado acompanham o discurso com atenção, especialmente em um cenário de juros elevados e necessidade de estímulo à atividade econômica.


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No Congresso Nacional, parlamentares de oposição já indicaram que usarão a fala para reforçar críticas a projetos que, de acordo com eles, aumentam a intervenção estatal. Aliados do governo, por sua vez, sustentam que o posicionamento do presidente reafirma o compromisso com programas sociais considerados prioritários pelo Planalto.
Próximos passos da agenda no Sudeste Asiático
Após a agenda em Kuala Lumpur, Lula deve seguir para compromissos privados em Bangkok, na Tailândia, antes de retornar ao Brasil. A viagem ocorre às vésperas de o presidente completar 80 anos, na segunda-feira (27). No Itamaraty, a expectativa é de que os encontros na Malásia e os diálogos com Trump contribuam para ampliar o comércio bilateral e destravar investimentos, ainda que a tarifa norte-americana siga como foco imediato.

Imagem: Internet
Integrantes da comitiva ressaltam que a delegação brasileira discute possíveis parcerias em setores de energia renovável e infraestrutura. Entretanto, nenhum acordo foi firmado até agora.
Principais pontos do pronunciamento
Quem: presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O quê: discurso criticando a apropriação do Estado pelos mais ricos e defendendo atenção prioritária aos mais pobres.
Quando: sábado, 25 de maio.
Onde: Putrajaya, Malásia.
Como: declaração pública durante visita oficial e encontro com o primeiro-ministro Anwar Ibrahim.
Por quê: reforçar a pauta social do governo e sinalizar compromisso com inclusão em meio a negociações comerciais e críticas externas.
Em linhas gerais, o presidente usou a plataforma internacional para repetir bandeiras sociais que marcaram suas gestões anteriores e para tentar construir narrativa favorável antes da reunião com Donald Trump. A eficácia desse movimento, contudo, dependerá da evolução das negociações bilaterais e da reação do mercado brasileiro.
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Em resumo, Lula reforçou na Malásia o tom de enfrentamento ao que chama de “elite que usurpa o Estado”, ao mesmo tempo em que busca convencer parceiros internacionais de que a prioridade social não inviabiliza a estabilidade econômica. Continue acompanhando nossas atualizações e fique por dentro dos próximos desdobramentos.
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