Relatos de bastidores apontam que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva avalia indicar a primeira-dama, Rosângela da Silva, a Janja, para a próxima vaga do Supremo Tribunal Federal (STF). A possibilidade teria surgido após cobranças de grupos feministas que pressionam o Planalto pela nomeação de uma mulher para a Corte.
Pressão de militantes e campanha nas redes
Segundo informações obtidas pelo colunista Paulo Polzonoff Jr., vozes ligadas ao ativismo de esquerda intensificaram a cobrança por representatividade feminina no STF. Personalidades como a atriz Fernanda Torres e a cantora Anitta teriam aderido a uma mobilização digital marcada pela hashtag #QueroJanjaNoSTF, que ganhou tração nos últimos dias.
Nos contatos de bastidor, Janja teria solicitado apoio de figuras conhecidas do meio cultural e acadêmico para sustentar a campanha. Entre as citadas estão as comunicadoras Gabriela Prioli e Mariliz Pereira Jorge, além da cantora Zélia Duncan, que defende, porém, o nome de uma mulher negra para a vaga.
Reação de juristas e questionamentos legais
A hipótese de escolha da primeira-dama esbarra em críticas de juristas e de setores da oposição. A Constituição exige que o indicado ao STF possua “notável saber jurídico” e “reputação ilibada”. Janja não é formada em Direito, o que levou especialistas a apontarem possível afronta ao critério técnico previsto no artigo 101 da Carta Magna.
Parlamentares de oposição classificam a ideia como ato de nepotismo e prometem contestar judicialmente caso o Planalto avance na indicação. Integrantes da base governista, por sua vez, argumentam que o requisito de “notório saber” permitiria interpretação mais ampla, sustentando que a experiência política de Janja e sua proximidade com pautas sociais seriam suficientes.
Contexto político e próxima vaga na Corte
O ministro do STF que deve abrir a próxima cadeira é Ricardo Lewandowski, que completa 75 anos em 11 de maio de 2026. A saída por aposentadoria compulsória cria espaço para que Lula faça sua terceira indicação nesta gestão. Até o momento, nomes como o ministro da Justiça, Flávio Dino, e o advogado-geral da União, Jorge Messias, circulavam como favoritos.


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A entrada da primeira-dama no páreo altera a correlação de forças. Assessores palacianos avaliam que a escolha de Janja seria interpretada como gesto de enfrentamento às críticas sobre eventual “governo de amigos” e fortaleceria a imagem de diversidade buscada por movimentos sociais alinhados ao PT.
Impactos na relação com Congresso e opinião pública
A nomeação de um ministro do STF precisa da aprovação de maioria absoluta do Senado, em votação secreta. Aliados do governo reconhecem que seria preciso costurar apoio expressivo para viabilizar o nome da primeira-dama, considerando resistências dentro de bancadas independentes e entre parlamentares de centro-direita.

Imagem: Felippe Sampaio
Analistas apontam que a indicação de Janja, se confirmada, também poderá intensificar o debate sobre limites entre esfera institucional e interesses familiares. Pesquisas de opinião internas ao Planalto ainda não foram divulgadas, mas auxiliares admitem receio de desgaste junto a eleitores moderados que esperam critérios técnicos na composição do Supremo.
Próximos passos
Até o momento, o Palácio do Planalto não divulgou nota oficial sobre o assunto. Interlocutores de Lula afirmam que o presidente “ainda avalia vários nomes” e que “qualquer discussão é prematura”. Mesmo assim, a mobilização nas redes e a movimentação de apoiadoras mantêm o tema no radar político. A decisão final deve ocorrer apenas no primeiro trimestre de 2026, após a abertura formal da vaga.
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Em resumo, a eventual indicação de Janja ao STF expõe o presidente a críticas sobre critérios técnicos e nepotismo, ao mesmo tempo em que agrada militantes que exigem maior presença feminina na Corte. Continue acompanhando nossas atualizações e receba em primeira mão os próximos capítulos dessa disputa.
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